Livraço Grátis no Kindle

SINGULARIDADE ESTÁ PRÓXIMA, A

A singularidade está próxima: quando os humanos transcendem a biologia – Ray Kurzweil

Tava de olho neste livro, pois sou fã do Kurzweil, um dos caras mais visionários do mundo. Mas o preço de R$ 139,00 não era convidativo.

Vi agora que está grátis na versão para Kindle.

Não sei por quanto tempo vai ficar, mas é um belo achado!

De nada!

12 livros indispensáveis de argumentação e de persuasão que todo advogado deveria ler

A argumentação é a habilidade mais básica que todo advogado precisa dominar.

Não se trata apenas de ter a sagacidade para criar um argumento de improviso que se encaixe na tese a ser defendida. A argumentação exige que o advogado saiba apresentar esse argumento em uma roupagem clara, elegante e coerente.

Mais ainda, a argumentação pressupõe uma capacidade de persuadir. No fundo, o que o advogado deseja é influenciar a tomada de decisão, inserindo na mente do julgador as ideias que possam favorecer o seu cliente. O desafio de todo advogado é construir uma rede argumentativa mais plausível, mais robusta e mais impactante do que a de seu adversário. No final, vence quem convence.

Esse processo de convencimento envolve elementos racionais, típicos da ciência jurídica, mas também elementos psicológicos, típicos da ciência da persuasão. David Hume parece acertar na mosca quando diz que a razão pode ser até o destino final do pensamento, mas a emoção precede, estimula e guia a razão.

Com o avanço de estratégias comunicativas mais sofisticadas, como as derivadas do visual law, do storytelling ou do neuromarketing, as velhas fórmulas argumentativas ensinadas nas faculdades de direito, derivadas de propostas teóricas ultra-abstratas, como as de Perelman ou de Alexy, precisam ser complementadas com as contribuições produzidas pelas ciências cognitivas e comportamentais, pois são elas que estão ditando a nova linguagem da persuasão, em bases muito mais científicas e com um grande diferencial: as novas técnicas estão sendo testadas empiricamente no mundo real com uma quantidade absurda de dados. Neste exato momento, ao navegar na internet, você faz parte desses testes mesmo sem saber!

Na mesa de pôquer, costuma-se dizer que, se você não sabe quem é o pato, então provavelmente você é o pato. Pode-se dizer o mesmo no mundo da persuasão. Se você não conhece as técnicas de persuasão, então provavelmente está sendo manipulado.

Não é preciso ter uma bola de cristal para perceber que o advogado que não dominar a arte de argumentar e de persuadir não apenas vai desperdiçar o poder de uma comunicação muito mais eficiente para vencer causas, mas também vai ficar para trás por não conseguir vender seus argumentos, sendo enterrado no cemitério dos causídicos fracassados.

Por isso, selecionamos um arsenal básico de ferramentas que podem ajudar o advogado que deseja aprimorar a sua capacidade argumentativa a entender melhor essa realidade e levar a sua comunicação a outro patamar. São livros que ensinam a arte da argumentação e da persuasão com exemplos práticos e uma linguagem bem acessível, cada um com uma proposta específica e um estilo próprio.

Nem todos os exemplos são voltados especificamente para o direito, mas a fórmula da persuasão funciona em muitos contextos, da venda de livros a uma sustentação oral. Afinal, em certo sentido, argumentar é como vender uma ideia. Mesmo que o seu produto seja bom, você precisa saber usar as técnicas corretas para encantar o cliente e fazê-lo abraçar a sua tese.

12 – Pré-suasão  Robert Cialdini. Cialdini é o papa da persuasão. Todos que falam hoje em gatilho mental estão, no fundo, reproduzindo ideias que Cialdini já havia desenvolvido desde os anos 1980. Neste livro mais recente, Cialdini explica que a persuasão começa antes da linguagem, com pequenos gestos, símbolos e comportamentos que podem “pré-ativar” associações mentais no interlocutor e torná-lo pré-disposto a aceitar novas ideias.

11 – A arte de ter razão  Arthur Schopenhauer. Este é o único livro clássico da lista, porque uma lista sobre argumentação não poderia deixar de incluir Schopenhauer. É um livro sarcástico e, mesmo sendo de filosofia, é incrivelmente prático. No fundo, é um guia que Schopenhauer desenvolveu para vencer os debates contra seus adversários intelectuais, mapeando vários vícios argumentativos ou estratagemas que um mau argumentador costuma utilizar.

10 – O Ponto de Virada  Malcolm Gladwell. Como fã de carteirinha do Gladwell, tinha que incluir este livro, que é um dos precursores da influência social. Por que alguns comportamentos viram moda do dia para a noite? O que faz com que algumas mensagens se alastrem com tanta velocidade? Será que nós próprios podemos aplicar algum tipo de estratégia para tornar nossas ideias mais convincentes? Após duas ou três páginas, quem começa a ler não consegue mais parar.

9 – O Poder da Influência  Jonah Berger. Berger já havia feito um grande sucesso com o excelente livro Contágio: por que as coisas pegam e agora lançou um livro específico sobre influência social, mostrando o caminho para se tornar um bom influenciador e tomar decisões mais inteligentes. Bem empolgante.

8 – Pensamento crítico: guia prático da arte de pensar, argumentar e convencer  Walter Carnielli e Richard Epstein. É um livro voltado para estudantes. Por isso, pode ser considerado como um livro de entrada ao mundo da argumentação, com muitos exemplos do cotidiano para ilustrar os conceitos e um viés essencialmente prático.

7 – Lógica  Irving Copi. Trata-se de livro antigo, e bastante básico, lembrando mesmo, em seu estilo, livros didáticos escolares, até com exercícios ao final de cada capítulo, e as respostas, ou o gabarito, ao final do livro. Fornece boa introdução ao raciocínio lógico, permitindo, notadamente no capítulo dedicado às falácias, que o leitor treine e aguce sua capacidade de identificar e desmontar argumentos que parecem, mas apenas parecem, consistentes. Saber desmascarar falácias é uma ferramenta muito importante em qualquer debate.

6– Usos do Argumento  Stephen Toulmin. Desta lista, este talvez seja o mais filosófico, ou profundo, entre os livros indicados, servindo aqui para dar suporte teórico de maior consistência a quem pretende argumentar. Toulmin teoriza um modelo, ou esquema, que todo argumento deve seguir, conhecido como “modelo Toulmin”, para ser considerado como validamente fundamentado.

5 – Ganhar de lavada: persuasão em um mundo onde os fatos não importam  Scott Adams. Scott Adams é o cartunista criador do personagem Dilbert. Este livro é uma espécie de “estudo de caso”, em que ele explica como previu, antes de todo mundo, que Donald Trump iria ganhar as eleições contra Hillary Clinton, em 2016. Para isso, ele mapeia as estratégias de persuasão usadas por Trump e explica porque são tão eficientes. Merece ser lido com o espírito de um investigador que quer descobrir os segredos de um influenciador eficaz.

4 – Guia de escrita: como conceber um texto com clareza, precisão e elegância  Steven Pinker. Não é propriamente um livro de argumentação, mas de escrita cativante. Saber escrever bem é um requisito importante para redigir um argumento eficiente. Por isso, este livro merece estar na lista.

3 – A construção do argumento  Anthony Weston. É um dos melhores livros para aprender a construir argumentos. Tem muitos pontos em comum com o livro do Pinker, mas é mais curto e mais voltado à argumentação.

2 – Lógica Informal  Douglas Walton. Não se engane pelo título. É um livro bem acessível e não é à toa que está aqui no topo da lista. Seu objetivo é ensinar como construir bons argumentos e como criticar os maus, com uma proposta bem prática, com muitos exemplos ilustrativos para facilitar a aprendizagem. Avaliado pelos leitores (e por nós) com cinco estrelinhas cheias!

1 – As armas da persuasão 2.0 — Roberto Cialdini. Começamos com Cialdini e terminamos com Cialdini. Mas este teria que figurar aqui porque é a Bíblia da persuasão. A primeira versão é de 1984. Esta nova versão, de 2021, atualiza as pesquisas e merece figurar no topo da lista, pois é o ponto de partida de quem quer dominar a arte e a ciência da persuasão.

E assim finalizamos a lista. Certamente, há outros livros igualmente bons, mas dentro dos limites e propósitos deste post, estes seriam os livros que indicaríamos aos nossos filhos e colocaríamos na nossa biblioteca para consulta permanente porque não envelhecem.

Se você tiver outras sugestões, fique à vontade para comentar.

Disclaimer: este artigo utilizou técnicas de persuasão para fazê-lo chegar até aqui. Mais um sinal pra você levar a sério esse negócio.

As dez mais lidas do Conjur

O artigo que escrevi com o Hugo, sobre persuasão no direito, foi o quinto mais lido entre todas as notícias do Conjur! Se formos olhar apenas para as colunas, foi o texto mais lido! Bem legal.

Aqui o ranking:

As dez mais lidas
1 – OAB libera escolha de local e inclui disciplinas no Exame de Ordem
2 – Empregado que tinha de circular em trajes íntimos será indenizado
3 – Homem que infartou após ingerir suplemento deve ser indenizado
4 – Juiz nega ação de Hang contra Felipe Neto e é atacado por empresário
5 – 12 livros indispensáveis de argumentação e de persuasão
6 – Advogado pede extinção de ação em que juíza anulou a própria decisão
7 – Servidor admitido sem concurso antes de 88 não pode ser reenquadrado
8 – Diretoria de precatórios do TJ-SP libera R$ 867 milhões em março
9 – Juiz afasta hediondez do crime de tráfico internacional de drogas
10 – STJ confirma multa de R$ 590 mil por ordem de R$ 4 mil descumprida

23 Livros para Entender Jurimetria e Análise de Dados

Para o estudo racional do direito, o homem da toga preta pode ser o homem do presente, mas o homem do futuro é o homem da estatística e o mestre da economia.

OLIVER WENDELL HOLMES, JR

A jurimetria é uma das áreas mais promissoras dentro do direito, porque alia toda a potência da análise estatística com a enorme quantidade de dados produzidos diariamente pelo sistema de justiça. Imagine poder tabular dados de milhares de processo e fazer inferências sobre a probabilidade êxito de um tipo de causa ou detectar algum padrão ou tendência de decisão que possa ajudar a compreender o funcionamento da justiça. Ou identificar vieses e ruídos nas decisões judiciais, comparando a linha de entendimento de diversos órgãos julgadores, como disparidades na aplicação da pena ou no arbitramento do dano moral. Pense ainda na possibilidade de defender uma hipótese jurídica com base em dados, incorporando na argumentação uma sólida fundamentação empírica sustentada com elementos estatísticos…

Há mais de um século, Oliver Holmes Jr. falou que o homem da estatística seria o homem do futuro. Talvez o futuro por ele profetizado tenha chegado agora. Com o apoio da tecnologia, condimentada pela inteligência artificial, a análise estatística tende a se tornar uma ferramenta indispensável para qualquer profissional do direito que queira se destacar.

Até em um nível mais básico, a análise de dados nos permite compreender com mais clareza as falhas de funcionamento do sistema, bem como prever tendências decisórias em cenário de incerteza. O pensamento fica muito mais aguçado quando conseguimos enxergar uma lógica por trás dos números.

Tudo isso sem falar que há ainda um campo promissor envolvendo o Processamento de Linguagem Natural (PLN ou NLP para a sigla em inglês) que pode levar o estudo do direito a outro patamar. Em tese, máquinas poderão entender e produzir conteúdo com a mesma habilidade de humanos através da PLN, influenciando a tomada de decisões tanto em um nível micro quanto macro.

Portanto, não estamos apenas falando de entender ou prever decisões, mas também de criar modelagens capazes de até mesmo direcionar a atividade jurídica e avaliar condutas humanas.

Seja como for, o certo é que a jurimetria veio para ficar, talvez não para substituir, mas pelo menos para complementar o estudo do direito.

O problema é que aprender estatística é bem difícil.

Conceitos fundamentais como o de regressão linear, teste de hipótese ou desvio padrão, podem se tornar impenetráveis para o jurista pouco acostumado a lidar com números. Se formos para um nível mais complexo, com conceitos de machine learning, modelagem, árvores de decisão, regressão logística, aí a porca torce o rabo.

A sorte é que existem bons livros que ajudam a iluminar os princípios fundamentais da estatística, pelo menos ao ponto de ajudar o jurista a não ficar completamente perdido nesse ambiente ultracomplexo.

São livros de entrada, de divulgação científica, que mostram como dar os primeiros passos para desbravar o fascinante mundo da ciência de dados. Não são livros para “dominar a jurimetria”, muito menos a ciência de dados. Para isso, seria preciso partir para um nível mais hard, com o estudo mais profundo dos fundamentos da estatística e de programas específicos de análise de dados, como o R ou o Python.

A ideia por trás dos livros que aqui que serão indicados é apenas apresentar o tema, com uma linguagem mais acessível para quem ainda não sabe nada do assunto.

Passei mais ou menos um ano em imersão estudando esse tema, inclusive aprendendo a programar em R. A partir dessa minha experiência, apresento aqui uma lista comentada com os melhores livros (de divulgação científica) que li e que acredito que podem ajudar a qualquer pessoa que queira dar os primeiros passos nesse fascinante mundo a ciência de dados aplicada ao direito.

1 – Estatística: o que é? Para que serve? Com Funciona? – Charles Wheelan. Sem dúvida o melhor livro para dar os primeiros passos em estatística em português. Há muitos exemplos práticos, inclusive alguns voltados para o direito. Recomendo que comece por ele.

2 – Uma senhora toma chá… como a estatística revolucionou a ciência no século XX – David Salsburg. É um livro de divulgação científica sobre a história da estatística, narrando com leveza a vida dos principais personagens que moldaram a estatística e as principais divergências entre eles. Bem bom para compreender o contexto do debate, mas confesso que, por ter sido um dos primeiros livros que li, senti dificuldade de entender alguns conceitos, sobretudo a partir da metade do livro.

3 – A Matemática nos Tribunais: uso e abuso dos números em julgamentos – Leila Schneps e Coralie Colmez. Livro muito interessante sobre como a matemática e a estatística podem ser úteis, mas também prejudicar o julgamento. O livro parte de casos reais para explicar 10 erros matemáticos que produziram injustiças. Vale muito a pena, até para que possamos desde já compreender os abusos do pensamento matemático aplicado ao direito.

4 – Super Crunchers: por que pensar com números é a nova maneira de ser inteligente – Ian Ayres. Acho que foi o primeiro livro que li sobre análise de dados, ainda em 2007! Bem fácil e gostoso de ler, com a vantagem de ter sido escrito por um economista que também é advogado. Tem muita aplicação no direito, mas está um pouco desatualizado. Eu só coloco aqui porque teve um valor sentimental… Se quiser um mais atual, na mesma linha, pode testar o Numerati, de Stephen Baker.

5 – O Andar do Bêbado: como o acaso determina nossas vidas – Leonard Mlodinow. Mais um best-seller do Mlodinow que sobre a influência da aleatoriedade nas nossas vidas. Eu colocaria ele fácil no topo de qualquer lista, mas como já inclui em outra relação de livros, vai ficar aqui. Mas pode explorar sem medo. Dá pra começar por ele também.

6 – Jurimetria: como a estatística pode reinventar o direito – Marcelo Guedes Nunes. O Marcelo é o pioneiro em jurimetria no Brasil. Recebi esse livro autografado em 2016, como cortesia, e só recentemente tive o prazer de ler. Ficou aquela sensação de “por que não li isso antes?”…

7 – Ruído: uma falha no julgamento humano – Daniel Kahneman. Mais uma vez Kahneman e colegas entrando nas minhas listas. Mas este livro não podia ficar de fora porque introduz vários temas relevantes da análise de dados e, o que é mais importante, com diversos exemplos voltados ao direito. Eu chutaria que o livro é 73% de jurimetria, com pitadas de “Law and Economics”.

8 – O poder do pensamento matemático: a ciência de como não não estar errado – Jordan Ellenberg. Um livro fabuloso sobre a importância de alguns conceitos matemáticos e estatísticos para entender melhor questões do dia a dia, com uma linguagem leve e exemplos bem instigantes.

9 – The Art of Statistics: how to learn from data – David Spiegelhalter. Esse cara com sobrenome estranho é um dos grandes divulgadores da estatística. Já produziu alguns documentários bem legais. Este livro, em particular, é espetacular. Só não coloco mais acima no ranking porque não tem tradução para o português. Mas para quem domina o inglês pode colocá-lo em primeiro ou segundo lugar.

10 – The Data Detective: Ten Easy Rules to Make Sense of Statistics – Tim Harford. Outro livro que mereceria uma tradução para o português. Livro leve, mas muito instrutivo. O autor é um craque em divulgar ideias complexas de modo simples. Já li alguns excelentes livros dele e este não fica atrás.

11 – Como Mentir com Estatística – Darrel Huff. Coloquei aqui o livro clássico do Huff porque certamente alguém iria sugerir. É um livro mais antigo e bem pequeno, mas ainda assim com muitos insights atuais. Leitura obrigatória não só para quem quer entender estatística, mas também sobre como o uso de dados pode ser enganoso.

12 – Dominado pelos Números – David Sumpter. Mais um livro de divulgação científica sobre análise dados. O livro foca o Big Data, mais especificamente sobre como os algoritmos controlam nossas vidas. A rigor, minimiza o alarde que se costuma fazer e explica alguns conceitos fundamentais de ciência de dados, com exemplos bem atuais. Gostei por dar uma perspectiva menos alarmista sobre o poder dos algoritmos.

13 – Factfulness: o hábito libertador de só ter opiniões baseadas em fatos – Hans Rosling. O autor tem uma das palestras mais vistas na história do TED Talks. E sobre estatística! Neste livro, o autor defende uma visão de mundo menos opinativa e mais baseada em fatos. Bem inspirador! É um dos livros favoritos do Bill Gates.

14 – O Guia Contra Mentiras: como pensar criticamente na era da pós-verdade – Daniel Levitin. Mais um livro bem acessível que mostra como qualquer pessoa pode usar a estatística para interpretar a realidade, sobretudo em um período em que as “verdades alternativas” se expandem cada vez mais. Acho que só entendi (será que entendi?) o pensamento bayesiano através dele.

15 – Triologia Freak (FreakonomicsSuper Freakonomics e Pense como um Freak) – Stephen Dubner e Steven Levitt. Esses livros tiveram um grande impacto na minha formação, pois mostraram como o pensamento quantitativo ajuda a compreender o mundo com uma lente diferente. Mesmo sendo livros de divulgação científica da economia comportamental, usam muitos exemplos voltados ao direito, da descriminalização do aborto à criminologia do tráfico de drogas, do terrorismo e da prostituição.   

16 – Storytelling com Dados: Um guia sobre visualização de dados para profissionais de negócios – Cole Nussbaumer KnaflicÉ mais um livro sobre a arte de produzir gráficos e entendê-los. Ajuda na chamada análise descritiva, pois a visualização por meio de gráficos é uma das principais ferramentas para interpretar o que os dados estão querendo dizer. A turma da ciência de dados usa muito os princípios desse livro para apresentar/comunicar os resultados de suas análises.

17 – Mindware: ferramentas para um pensamento mais eficaz – Richard Nisbett. O autor é um dos grandes nomes da Psicologia Social e traz aqui uma apresentação bem clara de algumas ferramentas de estatística aplicada. Bem tranquilo de ler, pois é voltado para o público leigo.

18 – O Sinal e o Ruído: por que tantas previsões falham e outras não – Nate Silver. Esse livro é um predecessor do livro Ruído do Kahneman. Trata de predição, que é uma das partes mais interessantes da análise de dados.

19 – Superprevisões: a arte e a ciência de antecipar o futuro – Philip Tetlock. Vai na mesma linha do livro de Nate Silver, com a diferença que estuda um grupo de pessoas que tem uma capacidade extraordinária de fazer previsões.

20 – Triologia Taleb (A Lógica do Cisne NegroIludidos pelo AcasoArriscando a Própria Pele). Confesso que não é dos meus favoritos, mas como tem uma legião de fãs, coloquei aqui pra não ser massacrado. O autor é muito bom, mas tenho dificuldade de me conectar com o estilo dele.

21 – As Leis do Acaso: como a probabilidade pode nos ajudar a compreender a incerteza – Robert Matthews. Um livro bem bacana para entender probabilidade, que é uma das bases do pensamento estatístico. Sua habilidade em jogo de apostas irá melhorar muito depois desse livro.

22 – Os Números (não) mentem: como a matemática pode ser usada para enganar – Charles Seife. É uma versão mais profunda e mais atual do livro “Como mentir com estatística”. Bem legal!

23 – The Book of Why: The New Science of Cause and Effect. Esse foi o único livro da lista que não li e por isso não tenho como colocá-lo em uma posição melhor. Mas já está na minha lista de prioridades. Fui sugestão do Júlio Trecenti, que é uma das maiores autoridades em estatística e direito do Brasil.

PS. Se quiserem dar um passo maior para aprender jurimetria de verdade, recomendo o Curso-R. Além de ser uma turma bem bacana, estão diretamente envolvidos com o estudo da jurimetria, pois fazem parte da diretoria da ABJ – Associação Brasileira de Jurimetria.

Eles têm um livro gratuito, de entrada, para aprender a linguagem R: https://livro.curso-r.com/

Se quiserem, posso indicar também alguns canais no Youtube que podem servir de base para um processo de aprendizagem. É só falar no comentário…

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