Nota Pública da Ajufe

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A Associação dos Juízes Federais do Brasil – AJUFE, entidade de âmbito nacional da Magistratura Federal, vem a público declarar apoio irrestrito ao Juiz Federal Substituto da 11ª Vara Federal da Seção Judiciária de Goiás, que preside o processo relacionado à denominada Operação Monte Carlo.

A AJUFE está prestando total assistência ao Magistrado e considera grave a divulgação indevida do ofício dirigido à Corregedoria Regional da Justiça Federal da 1ª Região.

A AJUFE já manteve contato com a Direção Geral do Departamento de Polícia Federal e com a Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ) para tratar da situação de risco enfrentada  pelo Magistrado.

A AJUFE, intransigente na defesa das prerrogativas e da independência dos Juízes Federais, reafirma que a Magistratura Federal brasileira não se vergará a qualquer tipo de ameaça.

Brasília, 19 de junho de 2012.

Nino Oliveira Toldo
Presidente da AJUFE
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8 Respostas to “Nota Pública da Ajufe”

  1. ROBERTO CRUZ Says:

    Gostei dessa atitude ,por parte da ajufe,com essa postura deixa mais consolidada a imensa lisura que,acho dos juízes federais,sempre a favor de uma democracia legitima.

  2. Anónimo Says:

    MEDO!

    http://judexquovadis.blogspot.com.br/2012/06/medo.html

    Medo!

    O juiz federal goiano que se declarou inseguro para prosseguir à frente do mediático processo crime nada mais fez do que sucumbir ao medo.

    Não julguemos a sua humanidade. A sua escolha moral.

    Mas pensemos o quanto esse ato significa para o Estado Democrático de Direito.

    Augusto Francisco Mota Ferraz de Arruda

  3. Anónimo Says:

    Entendi bem? A nota da Ajufe diz que “A Magistratura Federal brasileira não se vergará a qualquer tipo de ameaça”?

    Ora, diga isso ao juiz federal goiano, fez justamente aquilo que a Ajufe diz que a magistratura federal não irá fazer.

    Em vez de a Ajufe exigir que o Estado dê segurança e escolta ao juiz ameaçado, para que ele possa continuar atuando com independência no feito, apóia sua atitude de deixar o processo. E, de modo contraditório, diz que a magistratura federal não se curva a pressões espúrias.

  4. George Marmelstein Says:

    O juiz federal Paulo está há 17 meses à frente deste caso. Determinou escutas, prisões, busca e apreensões contra aqueles que são considerados os criminosos mais perigosos de Goiás, sobretudo pelo poder econômico e político que possuem. Como dizer que ele é um juiz covarde?
    Infelizmente, as pessoas ouvem um chiado e já tiram conclusões apressadas sem se inteirar do assunto.
    Não foi a ameaça velada que tirou o juiz do caso. Foi o cansanço, o estafa físico e emocional de estar há dois anos sem poder descansar e, talvez, um certo desânimo pelos rumos que o processo vinha tomando, havendo um risco grande de todo o seu trabalho ir por água abaixo, a exemplo das operações Castelo de Areia, Boi Barrica e Satiagraha. Paro por aqui porque já estou falando demais. Há coisas que devem ser inferidas sem ser ditas.

  5. George Marmelstein Lima Says:

    A propósito:
    http://g1.globo.com/politica/noticia/2012/06/ele-nao-sai-por-covardia-afirma-corregedora-sobre-juiz-ameacado.html

  6. Anónimo Says:

    Enquanto alguns magistrados federais são heróis, outros são criminosos.

  7. Anónimo Says:

    “Foi o cansanço, o estafa físico e emocional de estar há dois anos sem poder descansar e, talvez, um certo desânimo pelos rumos que o processo vinha tomando, ”

    Sendo esses os critérios, estamos prestes a ver uma onda sem igual de magistrados abandonando processos por aí. Está justificado!

    • George Marmelstein Lima Says:

      Mas é justamente isso que ocorre cotidianamente. Juízes dos juizados pedem remoção para varas de execução fiscal, juízes de execução fiscal pedem remoção para varas cíveis, juízes de varas cíveis pedem remoção para varas criminais, juízes criminais pedem remoção para varas de execução fiscal. Isso ocorre normalmente na Justiça Federal, especialmente entre os juízes substitutos. No caso do colega de Goiás, o que ele fez foi pedir para sair da vara criminal para ir para outra vara, pois, pelo que pude entender, estava desmotivado com a jurisdição criminal. A ameaça foi a cereja do bolo, tanto que ele admitiu que se tratava de uma ameaça velada.

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