Mais de um milhão

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Tanta correria que nem havia notado: desde o mês passado, o blog ultrapassou a barreira de mais de um milhão de visitas desde que migrei para o wordpress, em maio de 2008. Para ser mais preciso foram “1.049.181 views all-time”.

Lembro que, lá pelos idos de 2001, quando montei o primeiro site, ficava impressionado com as 50 visitas diárias. Hoje, há picos de duas mil visitas por dia, o que é impressionante para um site amador individual que trata de um tema técnico.

Enfim, obrigado a todos pelas visitas.

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A fim de inserir o blog nas redes sociais, criei o perfil do blog no Facebook. Quem quiser “curtir” é só clicar no espaço ao lado.

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Em breve, farei um post comemorativo. Estou totalmente sem tempo, em razão de mil atribuições que acabei acumulando, mas tentarei fazer algo interessante.

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Enquanto não posto nada, recomendo o vídeo abaixo que é o primeiro de uma série de quatro, relativos a uma palestra proferida por Marcelo Neves tratando da teoria dos princípios. Vale a pena:

Palestra – Marcelo Neves – Interpretação e Estado de Direito

 

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7 Respostas to “Mais de um milhão”

  1. joão paulo rodrigues de castro Says:

    Parabéns, George!!!

    acompanho vossa excelência desde o antigo site, em que ainda disponibilizava dois livros de sua autoria… um sobre a teoria das condições da ação e o princípio da proporcionalidade, salvo engano… o outro não faço idéia…

    Já que gosta tanto da dignidade da pessoa humana… o tal princípio MOR DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL… por que não escreve sobre O ATUAL COMERCIAL DA FIAT COM O CIGANO SANTO … não haveria aí ofensa ao princípio da dignidade da pessoa humana? O pior é que o autor é realmente medíocre… indaga-se: seria A SINCERIDADE (incluída, claro, na liberdade de expressão) CAPAZ DE OFENDER A PRÓPRIA DIGNIDADE?

    É corriqueiro ofender um princípio quando se exerce outro… No entanto, o comum é que as vítimas sejam diferentes… No caso, o autor da liberdade de expressão estaria aplicando um princípio (o da liberdade de expressão) e ferindo outro de sua própria titularidade… ( a dignidade da pessoa humana) …

    Contudo, parece-me que o princípio do livre mercado se sobreporia ao princípio da liberdade de expressão no caso em questão… afinal, O CIGANO SANTO nunca FALARIA UMA MERDA DAQUELAS se não estivesse ganhando 400 mil reais para contracenar com consagrado ator americano o referido comercial…

    Confesso que tenho grandes dificuldades com a tal dignidade da pessoa humana. Até porque SOMOS TODOS INSTRUMENTOS DO DINHEIRO…. No capitalismo, segundo Karl Marx, há uma equivalência absoluta entre o dinheiro e a mercadoria adquirida. Ainda segundo o autor, desprezam-se todos os meios de produção, ÀS VEZES SINGULARES, artesanais, em detrimento do produto final… TUDO NO MUNDO PODE SER EQUACIONADO NA SEGUINTE FÓRMULA: mercadoria x = valor y….

    Daí ser o tema a minha sugestão para o artigo de comemoração ao grande feito de ter 1 milhão de visitantes…

    1) a dignidade da pessoa humana é a inspiração de todos os direitos e garantias fundamentais
    2) fora casuismos, como o caso do anão em frança, há verdadeira confusão metodológica na aplicação da tal “dignidade da pessoa humana”. Há inclusive advogado querendo receber mais honorários por ofensa à dignidade….

    um abraço…

  2. Anónimo Says:

    Parabéns, George!! 1 milhão de pageviews… Isso é uma prova de que seu blog é o melhor da blogsfera jurídica. Mas o melhor disparado!!!! Abraços. Leandro

  3. Anónimo Says:

    George,

    parabéns pelo sucesso no Blog “Direitos Fundamentais”.

    Deixe um pouco as charadas jurídicas de lado e aproveite todo o potencial de alcance dessa ferramenta para a defesa do maior direito fundamental do cidadão é a independência do Judiciário, sem a qual os demais direitos fundamentais não podem ser alcançados.

    Brandés afirma que a independência judicial constitui direito fundamental dos cidadãos, inclusive o direito à tutela judicial e o direito ao processo e julgamento por um Tribunal independente.

    Por isso, se você realmente é um “amante” e um “apaixonado” pelos direitos fundamentais, como proclama ser, use este poderoso espaço para lutar pela real independência do Judiciário, em todos os seus aspectos, pois a coisa está feia.

    Do contrário, verá que os demais direitos fundamentais não passarão de letra morta – como em grande parte já são – e de nada adiantará um blog como este para discussão sobre outros direitos fundamentais que jamais serão efetivados, porquanto o suposto guardião deles (os juízes) não terão condição de defendê-los, o que em grande parte já ocorre hoje. Do contrário, o estudo dos direitos fundamentais continuará sendo de mero deslumbramento, fruto de uma romântica atividade contemplativa.

    Comece reproduzindo o lúcido texto abaixo, que é uma verdadeira defesa aos direitos fundamentais do cidadão, extraído do Blog “Judex, Quo Vadis?”, escrito pelo Des. Augusto Francisco Mota Ferraz de Arruda, do TJSP.

    Abraço!

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    Eis o texto a que me referi:

    JUIZES, CORPORATIVISTAS ENGANADORES DOS INOCENTES

    Maria Tereza Sadek é doutora em ciência política, professora do Departamento de Ciência Política da USP, diretora de pesquisa do Centro Brasileiro de Estudos e Pesquisas Judiciais, escreveu na Folha de São Paulo de domingo e teve seu texto reproduzido na Revista Consultor Jurídico, de ontem, 29 de agosto de 2011.

    Seu artigo tratou,em síntese, de defender o poder régio do CNJ de, unilateralmente, em uma única instância administrativa, investigar, processar e julgar disciplinarmente juizes e desembargadores, sem dar a mínima satisfação aos tribunais aos quais pertencem, agindo como se fosse um supremo e absoluto conselho de Estado que nega a existência da autonomia administrativa e orçamentária dos tribunais.

    È certo que essa veemente defesa que faz a doutora, diga-se, sem nenhum conhecimento de causa, ignora que todos aqueles que se submetem a alguma espécie de hierarquia administrativa estatal têm uma instância superior para quem recorrer. Menos os magistrados!

    É certo também que se a Constituição Federal permite à doutora democraticamente expressar a sua opinião, por outro lado, o da ética não lhe concede autoridade alguma para esse tipo de deletéria generalização que, desprovida do mínimo fundamento científico, coloca juizes e desembargadores como corporativistas que enganam a boa fé do povo. É lamentável que uma doutora em ciência política, que se envaidece com o título de diretora de pesquisa do Centro Brasileiro de Estudos e Pesquisas Judiciais, diga com todas as letras e com surpreendente tranqüilidade de espírito que corporativistas criam fatos e elaboradas teses capazes de ludibriar os inocentes e provocar retrocessos que causarão prejuízos irreparáveis ao Brasil”, ou seja, nós o juízes, aqueles que defendem a Constituição Federal, somos, todos genericamente corporativistas egoístas que enganam inocentes; e ela, enquanto cientista da política e como tal, ungida pelo oráculo jacobino dos bons e puros de alma, tem legitimidade suficiente para alertar a opinião pública contra o que os juizes corporativistas pretendem fazer para arruinar o Brasil. Para mim é surpreendente que uma cientista política trate desse assunto com essa retórica populista. Talvez a senhora doutora devesse olhar com os seus olhos de “cientista da política” um pouco, só um pouco mais profundamente para a ideologia que domina a nação, inclusive esta mesma que alardeia em seu artigo e verá que, por certo, não é o Judiciário quem traz prejuízos irreparáveis ao Brasil. Ou será que para a cientista política os corporativistas membros do Judiciário, enganadores de inocentes e parvos, são os culpados por tanta miséria; pela criminalidade desenfreada; pela falta de assistência médica e, ou então, permitindo que os planos de saúde cobrem verdadeiras fortunas mensais; pela exigência de um superávit primário para pagar os credores externos e com isso deixando no abandono a política social; pelos juros altíssimos que faz a alegria dos banqueiros? Mas é “vero” que falar disso não interessa para a senhora cientista porque teria que mudar o seu discurso jacobino. Não interessa porque é intelectualmente chique, nas rodas e reuniões de clubes jacobinos, contribuir para a malhação dos magistrados.

    O Centro Brasileiro de Estudos e Pesquisas Judiciais , de quem fui membro fundador, é formado por desembargadores, juízes e advogados, mas com certeza, a partir desse artigo, agora me convenci definitivamente de que não posso mais participar desse Centro, sob pena de, ainda que indiretamente, ser conivente com essa infeliz opinião de que os juizes são corporativistas enganadores de inocentes, inventando teses e fatos, aliás, que não foram devidamente esclarecidos pela senhora doutora Maria Tereza Sadek, socióloga especialista em Poder Judiciário.

    Os magistrados, na sua esmagadora maioria, reprova com veemência aqueles que se desvestem da toga para rolar na lama da corrupção, mas reprova também essa estúpida generalização para justificar o terror e o processo administrativo do CNJ sem direito a recurso, como conselho de sentença já determinado a punir.

  4. Leandro Says:

    Eu achei a palestra do Marcelo Nevez pouco compreensível. Pra mim, está confusa. Em determinadas passagens há algo como uma dialética da circularidade autorreferenciada do processo concretizador invocador dos princípios e regras num primeiro plano e num plano aplicado em razão do direito, que tem alteridade própria, como incongruência de expectativas por conta da seletividade e da corrupção sistêmicas que se reproduzem numa circularidade permanente (?!). Abraços. Leandro

    • Anónimo Says:

      “A idéia do livro é desmascarar diversos filósofos que utilizam uma linguagem deliberadamente obscura, empregando conceitos científicos da física e da matemática de modo nitidamente equivocado, tão somente para demonstrar profundidade” (extraído do Blog Direitos Fundamentais, de George Marmelstein Lima).

      • Anónimo Says:

        Pois é… Está faltando alguém pra escrever um “Imposturas Intelectuais” do mundo jurídico. Até aparecer alguém continuaremos a ouvir e a ler discursos obscuros como o da “alteridade do direito numa circularidade autorreferenciada como incongruência de expectativas” (?!). Abraços. Leandro

  5. Tatiana Says:

    Olá,

    Meu nome é Tatiana Dias e trabalho para uma empresa de Comunicação e Marketing, na Espanha. Gostaria de saber se te interessa colaborar com uma campanha de publicidade. Nosso cliente está relacionado com a temática educação.

    Se está interessada na proposta, não deixe de entrar em contato comigo em este mesmo e-mail.

    Atenciosamente,
    Tatiana A Dias

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