Conjur, Teoria da Conspiração e um pouco de humor: os bastidores midiáticos da Operação Satiagraha

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Essa Operação Satiagraha que resultou na prisão/soltura/prisão/soltura do banqueiro Daniel Dantas ainda vai dar muito o que falar. Minha vã filosofia certamente não é capaz de ter a mínima noção de tudo o que há por trás desse imbróglio jurídico-político-econômico.

Qualquer pessoa minimamente antenada sabe que essa disputa começou faz tempo e já atingiu em cheio a imprensa brasileira. Houve (e ainda está havendo) trocas de farpas entre jornalistas, acusações, dossiês, que fica difícil descobrir quem tem razão. Parece que não há inocentes na história.

O curioso é que eu tinha escrito um post bem humorado sobre os bastidores da briga na mídia antes de estourar essas prisões. Como o fato está em alta, aqui vai:

Quando li pela primeira vez a notícia de que o Conjur poderia estar envolvido em um esquema para influenciar o público sobre determinadas teses e até mesmo interferir, no plano do lobby ideológico, no conteúdo das decisões judiciais, achei curioso e, ao mesmo tempo, preocupante. Seria verdade? Será que esse tipo de estratégia existe mesmo?

Como fã de teoria da conspiração, comecei a fazer uma investigação à la “Arquivo X” para encontrar algumas pistas da veracidade daquelas informações. Encontrei algumas distorções tendenciosas em determinados assuntos, mas prefiro não me intrometer, até porque a briga lá é séria. Além do mais, essa história de “lobby ideológico” no meio jurídico todo mundo sabe que existe e, de certo modo, é salutar. Todos percebem, por exemplo, que o IBCCRIM tem uma quedinha pelo garantismo penal, que o Boletim dos Procuradores da República costuma defender um papel atuante do ministério público, que o Migalhas reflete a visão da advocacia, que a Revista da AJUFE é imparcial e democrática :-) e assim por diante… É algo natural em um ambiente onde o discurso e o debate são as principais ferramentas de convencimento. O importante é que não haja distorções dos fatos. Mas não há nada demais em privilegiar ou destacar uma determinada tese jurídica.

Mas, para os fins deste post, vou deixar de lado a seriedade da denúncia e vou levar a discussão um pouco para o lado da brincadeira.

Vocês já leram os comentários dos leitores do Conjur? Será que eles dizem aquilo por que acreditam mesmo naquelas baboseiras? Ou será que eles fazem parte de uma grande conspiração da direita reacionária nazi-fascista para dominar o mundo?

Digo isso porque considero os comentários altamente engraçados. Ou foram feitos por pessoas sem nada na cabeça ou então por pessoas que estão sendo manipuladas por forças superiores, talvez até mesmo alienígenas.

Tem cada coisa que só vendo.

Como alguns dos “comentaristas” com toda certeza têm um pino a menos, prefiro não nominar especificamente nenhum comentário. É só ler que se verá uma enxurrada de estupidez sem tamanho, quase uma ode à ditadura.

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Uma resposta to “Conjur, Teoria da Conspiração e um pouco de humor: os bastidores midiáticos da Operação Satiagraha”

  1. fernando Says:

    Dr. George, fico impressionado que a parcialidade do Conjur, que infelizmente é fonte de informação para grande parte da comunidade jurídica, chega as beiras da distorção dos fatos. O tragico disto tudo é o evidente patrocinio deste site por grupos empresariais que vergonhosamente assaltam nosso país.

Os comentários estão fechados.


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