Arquivos para a Categoria ‘Humor’

De volta ao Brasil…

Julho 2, 2009

… pausa para descanso.

Para compensar, um pouco da filosofia de Calvin & Hobbes:

calvin3

Tudo a ver com o pós-modernismo.

Falou e Disse

Junho 16, 2009

A citação de hoje será em homenagem a Hegel, cujas idéias, confesso, conheço muito pouco porque nunca consegui passar da primeira página. O texto abaixo é um comentário de Schopenhauer à obra de Hegel:

“Se se quiser embrutecer desde cedo um jovem e torná-lo incapaz de qualquer idéia, não há meio mais eficaz do que o assíduo estudo das obras originais de Hegel; porque essa monstruosa acumulação de palavras que se chocam e se contradizem de modo a que o espírito se atormenta inutilmente tentando pensar alguma coisa enquanto as lê, até ficar cansado e murchar, aniquila nele paulatinamente a faculdade de pensar de modo tão radical que, a partir daí, passam a ter para ele valor de pensamentos as flores retóricas insípidas e vazias de sentido (…). Se alguma vez um preceptor temer que o seu pupilo se torne demasiadamente sagaz para os seus planos, poderá evitar essa desgraça com o estudo assíduo da filosofia de Hegel”.

Schopenhauer, Parerga e Paralipomena

Extraído do livro: A Filofosofia com Humor, de Pedro González Calero

Um diálogo entre Kant e Habermas

Junho 15, 2009

dialogo

Habermas: matar é certo ou errado?

Kant: matar é errado.

Habermas: por quê?

Kant: ora, porque essa máxima não pode se tornar uma lei universal. Se fosse permitido que os homens se matassem uns aos outros, não haveria sociedade viável. Logo, uma tal norma seria auto-destrutiva e, portanto, auto-contraditória. Não passaria pelo meu primeiro imperativo categórico.

Habermas: quem disse?

Kant: sou eu que estou dizendo, ora bolas.

Habermas: então, essa conclusão vale só para você. Para ganhar validade universal, todo mundo tem que concordar. As únicas normas que têm o direito de reclamar validade são aquelas que podem obter a anuência de todos os participantes envolvidos num discurso prático.

Kant: existe um pistoleiro lá no sertão do Ceará que acha que matar é certo. Então, a partir de agora, matar não pode ser considerado como errado, já que nem todo mundo concorda que matar é errado.

Habermas: não é bem assim. Estou falando de participantes racionais e bem-intencionados, que estão seguindo uma ética do discurso, ou seja, uma ética discursiva que seja orientada pelo entendimento comum.

Kant: Então, participantes racionais e bem-intencionados, que fizessem parte desse discurso aí, considerariam que matar é certo ou errado?

Habermas: se eles estivessem realmente preocupados em estabelecer normas éticas provavelmente concluiriam que matar é errado.

Kant: Por quê?

Habermas: ora, porque essa máxima não pode se tornar uma lei universal. Se fosse permitido que os homens se matassem uns aos outros, não haveria sociedade viável. Logo, uma tal norma seria auto-destrutiva e, portanto, auto-contraditória. Não passaria pelo teu primeiro imperativo categórico.

Kant: quem disse?

Habermas: sou eu que estou dizendo, ora bolas.

Kant: então, essa conclusão vale só para você. Para ganhar validade universal, todo mundo tem que concordar. As únicas normas que têm o direito de reclamar validade são aquelas que podem obter a anuência de todos os participantes envolvidos num discurso prático. Foi você quem disse.

Habermas: aff, você tá parecendo o Marmelstão.

habermao

A Katchanga e o Calvinbol

Abril 17, 2009

Como os posts desta semana foram “pesados”, filosoficamente falando, vou dar uma maneirada nesta sexta. Para isso, mais uma vez, trago Calvin & Hobbes ao blog, desta vez para apresentar o Calvinbol.

O Calvinbol é um jogo da mesma família da Katchanga e também tem sido muito apreciado pelos tribunais brasileiros, sobretudo pelo STJ. Requer muito talento, muita criatividade e uma boa dose de sadismo.  Para jogar Calvinbol, basta inventar as regras enquanto for jogando. A única regra permanente do Calvinbol é que você não pode jogar do mesmo jeito duas vezes! Fantástico.

Com vocês, o Calvinbol (para ver melhor, clique aqui ou em cima da imagem):calvinbol

Um caso digno de Boston Legal

Abril 13, 2009

Ao ler a notícia abaixo, não pude deixar de lembrar, já com saudade, de vários episódios do Boston Legal. Se o advogado fosse o Alan Shore, certamente esse motorista ganharia a causa. :-)

Motorista transexual de Itu entra na Justiça para trabalhar de vestido e batom

A transexual Nilce, de 47 anos, cujo nome de batismo é Nilson Pereira da Silva, recorreu à Justiça para reivindicar o direito de trabalhar com roupas de mulher. Ela é motorista de ambulância da prefeitura de Itu, a 98 km de São Paulo. E, desde que passou a usar vestido, sapato de salto alto e outros acessórios femininos, há dois meses, alega que foi retirada da escala de serviço. Não é a primeira vez que a motorista entra com um pedido por discriminação. Em 2008, ela alegou que o número de viagens diminuiu desde que assumiu a transexualidade.

Segundo ela, o chefe do setor mandou que ficasse “à disposição” na repartição, mas não atribuiu ao funcionário nenhuma outra função. Como não é escalado para as viagens, o motorista permanece as 9 horas do expediente sentado num sofá na garagem das ambulâncias.

‘Nilce’
Silva, que usa batom, lápis nos olhos e prefere ser chamado de ‘Nilce’, acha que está sendo discriminado. “Fiz concurso para essa função e fui aprovado, não quero ficar aqui parada”, diz, contando que está “na fila” para fazer uma cirurgia de mudança de sexo.


Motorista concursada há 13 anos, ela conta que, antes de assumir a transexualidade, fazia viagens por todo o Estado para levar pacientes a hospitais e clínicas especializadas. Como agora não viaja, perdeu o direito a horas extras e outros benefícios, passando a receber apenas o salário regular.

O advogado de Nilce, Maurício de Freitas, entrou com pedido de indenização na Justiça por assédio moral e discriminação. Ele quer, também, que sua cliente tenha reconhecido o direito de trabalhar vestido conforme sua opção sexual.

Numa audiência realizada na segunda-feira (30), no Fórum de Itu, foram ouvidas testemunhas que, segundo o advogado, atestaram a competência profissional do funcionário.

Outro lado
A prefeitura de Itu alegou que não há discriminação. De acordo com a chefia do setor, a motorista não tem sido escalada para viagens porque a ambulância que dirige sofreu avaria mecânica e está na oficina. A sentença deve ser dada em 40 dias.

Diversidade sexual

Procurado por telefone pelo G1 para comentar o assunto, Dimitri Sales, advogado e coordenador de políticas para diversidade sexual, órgão ligado à Secretaria da Justiça de São Paulo, informou que a Lei Estadual 10.948, de combate à homofobia, de 5 de novembro de 2001, destina garantir o tratamento igualitário entre qualquer cidadão e veta qualquer discriminação por conta da sexualidade do indivíduo.

“Ele [o transexual de Itu] tem identidade de gênero feminina. Acho que dirigir ambulância não é exclusivo de homens. Há mulheres que também dirigem. Portanto, não se pode impedir alguém de se vestir como mulher”, disse o advogado.

De acordo com Dimitri, transexual é aquele ou aquela que deseja alterar o corpo. Ele explica que o travesti é o indivíduo que tem identidade de gênero feminino, mas não faz a cirurgia. Já o homossexual é aquele ou aquela que se relaciona com pessoas do mesmo sexo.

Link para a notícia completa: http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1070008-5605,00-MOTORISTA+TRANSEXUAL+DE+ITU+ENTRA+NA+JUSTICA+PARA+TRABALHAR+DE+VESTIDO+E+BA.html

O Embromacionismo na Perspectiva de Calvin & Hobbes

Março 13, 2009

Tradução:

“Eu costumava detestar redações, mas agora até que gosto delas”.

“Descobri que a finalidade de escrever é inflar idéias fracas, obscurecer o raciocínio pobre  e inibir a clareza”.

“Com um pouco de prática, escrever pode se tornar uma névoa intimidadora e impenetrável!”

“Quer ver o meu relatório de leitura?”

“”A dinâmica interpessoal e imperativos monológicos em Dick e Jane: um estudo de modos psíquicos transrelacionais de gênero”.

“Academia, aí vou eu!”

Jurisprudência de Portugal

Março 10, 2009

Nós, brasileiros, temos a mania feia de fazer piadas de portugueses, só porque a lógica de Portugal difere um pouco da lógica brasileira. :-)

Sei que o blog é lido por muitos portugueses e, como estou em terra alheia, sei que não é de bom tom ficar reproduzindo piadas preconceituosas, com as quais não concordo e não acho a menor graça. :-)

Porém, quando vi a decisão abaixo, não resisti, até porque não se trata de piada, mas de uma situação real.

Trata-se de uma decisão judicial em processo de execução em que o juiz “reduziu” a penhora de 1/6 para 1/5 dos vencimentos recebidos pelo executado! Tudo para favorecê-lo!!!

Se eu fosse o executado, pediria ao juiz para “aumentar” a penhora para 1/1000, a fim de garantir melhor o juízo. :-)

A decisão pode ser lida aqui. (extraída do blog “De Rerum Natura”).

FiloZofando com o macaquinho Marmelstão

Março 5, 2009

Depois que o Hugo Segundo divulgou o seu “teorema da malemolência“, me senti à vontade para divulgar aqui uma criação “de um amigo”, que é o macaquinho Marmelstão, metido a filósofo.

Aqui vão algumas de suas peripécias:

as peripécias do macaquinho marmelstão

as peripécias do macaquinho marmelstão

as aventuras do macaquinho marmelstão

as aventuras do macaquinho marmelstão

as bricadeiras do macaquinho marmelstão

as bricadeiras do macaquinho marmelstão

as diabruras do macaquinho marmelstão

as diabruras do macaquinho marmelstão


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