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	<title>Comentários em: A Ética da Eternidade – Parte Final (Vivendo para a Vida Eterna)</title>
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		<title>Por: Thiago. - O Primeiro, e Verdadeiro- O Mais Chato.</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2009/05/07/a-etica-da-eternidade-%e2%80%93-parte-final-vivendo-para-a-vida-eterna/#comment-3265</link>
		<dc:creator><![CDATA[Thiago. - O Primeiro, e Verdadeiro- O Mais Chato.]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 20:28:42 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Rosangela,

Na verdade, para apimentar de verdade, que cheiremos, ouçámos, degustemos, toquemos os números V,VI, VII,VIII e IX de &quot;O Guardador de Rebanhos&quot; de &quot;Alberto Caeiro&quot;, o que cita-se abaixo. Mas o mesmo resultado se obtem fazendo as mesmas coisas com &quot;O Pagador de Promessas - de Dias Gomes&quot; após indagar quem é Yansan e quem é Santa Bárbara.


&quot;V - 
Há metafísica bastante em não pensar em nada.
O que penso eu do mundo?
Sei lá o que penso do mundo!
Se eu adoecesse pensaria nisso.
Que ideia tenho eu das cousas?
Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos?
Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma
E sobre a criação do Mundo?
Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos
E não pensar. É correr as cortinas
Da minha janela (mas ela não tem cortinas).
O mistério das cousas? Sei lá o que é mistério!
O único mistério é haver quem pense no mistério.
Quem está ao sol e fecha os olhos,
Começa a não saber o que é o sol
E a pensar muitas cousas cheias de calor.
Mas abre os olhos e vê o sol,
E já não pode pensar em nada,
Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos
De todos os filósofos e de todos os poetas.
A luz do sol não sabe o que faz
E por isso não erra e é comum e boa.
Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores?
A de serem verdes e copadas e de terem ramos
E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,
A nós, que não sabemos dar por elas.
Mas que melhor metafísica que a delas,
Que é a de não saber para que vivem
Nem saber que o não sabem?
«Constituição íntima das cousas»...
«Sentido íntimo do Universo»...
Tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada.
É incrível que se possa pensar em cousas dessas.
É como pensar em razões e fins
Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das árvores
Um vago ouro lustroso vai perdendo a escuridão.
Pensar no sentido íntimo das cousas
É acrescentado, como pensar na saúde
Ou levar um copo à água das fontes.
O único sentido íntimo das cousas
É elas não terem sentido íntimo nenhum.
Não acredito em Deus porque nunca o vi.
Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
Sem dúvida que viria falar comigo
E entraria pela minha porta dentro
Dizendo-me, Aqui estou!
(Isto é talvez ridículo aos ouvidos
De quem, por não saber o que é olhar para as cousas,
Não compreende quem fala delas
Com o modo de falar que reparar para elas ensina.)
Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e o luar,
Então acredito nele,
Então acredito nele a toda a hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.
Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol,
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
Porque, se ele se fez, para eu o ver,
Sol e luar e flores e árvores e montes,
Se ele me aparece como sendo árvores e montes
E luar e sol e flores,
É que ele quer que eu o conheça
Como árvores e montes e flores e luar e sol.
E por isso eu obedeço-lhe,
(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?),
Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
Como quem abre os olhos e vê,
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
E amo-o sem pensar nele,
E penso-o vendo e ouvindo,
E ando com ele a toda a hora.

VI
Pensar em Deus é desobedecer a Deus,
Porque Deus quis que o não conhecêssemos,
Por isso se nos não mostrou...
Sejamos simples e calmos,
Como os regatos e as árvores,
E Deus amar-nos-á fazendo de nós
Belos como as árvores e os regatos,
E dar-nos-á verdor na sua primavera,
E um rio aonde ir ter quando acabemos!...

VII
Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.

VIII
Num meio-dia de fim de primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.
Tinha fugido do céu.
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.
No céu era tudo falso, tudo em desacordo
Com flores e árvores e pedras.
No céu tinha que estar sempre sério
E de vez em quando de se tornar outra vez homem
E subir para a cruz, e estar sempre a morrer
Com uma coroa toda à roda de espinhos
E os pés espetados por um prego com cabeça,
E até com um trapo à roda da cintura
Como os pretos nas ilustrações.
Nem sequer o deixavam ter pai e mãe
Como as outras crianças.
O seu pai era duas pessoas...
Um velho chamado José, que era carpinteiro,
E que não era pai dele;
E o outro pai era uma pomba estúpida,
A única pomba feia do mundo
Porque não era do mundo nem era pomba.
E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.
Não era mulher: era uma mala
Em que ele tinha vindo do céu.
E queriam que ele, que só nascera da mãe,
E nunca tivera pai para amar com respeito,
Pregasse a bondade e a justiça!
Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.
Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz
E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.
Depois fugiu para o sol
E desceu pelo primeiro raio que apanhou.
Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz ao braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras aos burros,
Rouba a fruta dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas
Que vão em ranchos pelas estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.
A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as cousas.
Aponta-me todas as cousas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.
Diz-me muito mal de Deus.
Diz que ele é um velho estúpido e doente,
Sempre a escarrar no chão
E a dizer indecências.
A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meia.
E o Espírito Santo coça-se com o bico
E empoleira-se nas cadeiras e suja-as.
Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica.
Diz-me que Deus não percebe nada
Das coisas que criou –
«Se é que ele as criou, do que duvido» –
«Ele diz, por exemplo, que os seres cantam a sua glória
Mas os seres não cantam nada.
Se cantassem seriam cantores.
Os seres existem e mais nada,
E por isso se chamam seres.»
E depois, cansado de dizer mal de Deus,
O Menino Jesus adormece nos meus braços
E eu levo-o ao colo para casa.
Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural,
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.
E a criança tão humana que é divina
É esta minha quotidiana vida de poeta,
E é porque ele anda sempre comigo que eu sou poeta sempre,
E que o meu mínimo olhar
Me enche de sensação,
E o mais pequeno som, seja do que for,
Parece falar comigo.
A Criança Nova que habita onde vivo
Dá-me uma mão a mim
E a outra a tudo que existe
E assim vamos os três pelo caminho que houver,
Saltando e cantando e rindo
E gozando o nosso segredo comum
Que é o de saber por toda a parte
Que não há mistério no mundo
E que tudo vale a pena.
A Criança Eterna acompanha-me sempre.
A direcção do meu olhar é o seu dedo apontando.
O meu ouvido atento alegremente a todos os sons
São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas.
Damo-nos tão bem um com o outro
Na companhia de tudo
Que nunca pensamos um no outro,
Mas vivemos juntos e dois
Com um acordo íntimo
Como a mão direita e a esquerda.
Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas
No degrau da porta de casa,
Graves como convém a um deus e a um poeta,
E como se cada pedra
Fosse todo um universo
E fosse por isso um grande perigo para ela
Deixá-la cair no chão.
Depois eu conto-lhe histórias das cousas só dos homens
E ele sorri, porque tudo é incrível.
Ri dos reis e dos que não são reis,
E tem pena de ouvir falar das guerras,
E dos comércios, e dos navios
Que ficam fumo no ar dos altos-mares.
Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade
Que uma flor tem ao florescer
E que anda com a luz do sol
A variar os montes e os vales
E a fazer doer aos olhos os muros caiados.
Depois ele adormece e eu deito-o.
Levo-o ao colo para dentro de casa
E deito-o, despindo-o lentamente
E como seguindo um ritual muito limpo
E todo materno até ele estar nu.
Ele dorme dentro da minha alma
E às vezes acorda de noite
E brinca com os meus sonhos.
Vira uns de pernas para o ar,
Põe uns em cima dos outros
E bate as palmas sozinho
Sorrindo para o meu sono.
Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu ao colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.
Esta é a história do meu Menino Jesus.
Por que razão que se perceba
Não há-de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam?

IX
Sou um guardador de rebanhos.
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.
Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.
Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz.&quot;]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Rosangela,</p>
<p>Na verdade, para apimentar de verdade, que cheiremos, ouçámos, degustemos, toquemos os números V,VI, VII,VIII e IX de &#8220;O Guardador de Rebanhos&#8221; de &#8220;Alberto Caeiro&#8221;, o que cita-se abaixo. Mas o mesmo resultado se obtem fazendo as mesmas coisas com &#8220;O Pagador de Promessas &#8211; de Dias Gomes&#8221; após indagar quem é Yansan e quem é Santa Bárbara.</p>
<p>&#8220;V &#8211;<br />
Há metafísica bastante em não pensar em nada.<br />
O que penso eu do mundo?<br />
Sei lá o que penso do mundo!<br />
Se eu adoecesse pensaria nisso.<br />
Que ideia tenho eu das cousas?<br />
Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos?<br />
Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma<br />
E sobre a criação do Mundo?<br />
Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos<br />
E não pensar. É correr as cortinas<br />
Da minha janela (mas ela não tem cortinas).<br />
O mistério das cousas? Sei lá o que é mistério!<br />
O único mistério é haver quem pense no mistério.<br />
Quem está ao sol e fecha os olhos,<br />
Começa a não saber o que é o sol<br />
E a pensar muitas cousas cheias de calor.<br />
Mas abre os olhos e vê o sol,<br />
E já não pode pensar em nada,<br />
Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos<br />
De todos os filósofos e de todos os poetas.<br />
A luz do sol não sabe o que faz<br />
E por isso não erra e é comum e boa.<br />
Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores?<br />
A de serem verdes e copadas e de terem ramos<br />
E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,<br />
A nós, que não sabemos dar por elas.<br />
Mas que melhor metafísica que a delas,<br />
Que é a de não saber para que vivem<br />
Nem saber que o não sabem?<br />
«Constituição íntima das cousas»&#8230;<br />
«Sentido íntimo do Universo»&#8230;<br />
Tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada.<br />
É incrível que se possa pensar em cousas dessas.<br />
É como pensar em razões e fins<br />
Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das árvores<br />
Um vago ouro lustroso vai perdendo a escuridão.<br />
Pensar no sentido íntimo das cousas<br />
É acrescentado, como pensar na saúde<br />
Ou levar um copo à água das fontes.<br />
O único sentido íntimo das cousas<br />
É elas não terem sentido íntimo nenhum.<br />
Não acredito em Deus porque nunca o vi.<br />
Se ele quisesse que eu acreditasse nele,<br />
Sem dúvida que viria falar comigo<br />
E entraria pela minha porta dentro<br />
Dizendo-me, Aqui estou!<br />
(Isto é talvez ridículo aos ouvidos<br />
De quem, por não saber o que é olhar para as cousas,<br />
Não compreende quem fala delas<br />
Com o modo de falar que reparar para elas ensina.)<br />
Mas se Deus é as flores e as árvores<br />
E os montes e sol e o luar,<br />
Então acredito nele,<br />
Então acredito nele a toda a hora,<br />
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,<br />
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.<br />
Mas se Deus é as árvores e as flores<br />
E os montes e o luar e o sol,<br />
Para que lhe chamo eu Deus?<br />
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;<br />
Porque, se ele se fez, para eu o ver,<br />
Sol e luar e flores e árvores e montes,<br />
Se ele me aparece como sendo árvores e montes<br />
E luar e sol e flores,<br />
É que ele quer que eu o conheça<br />
Como árvores e montes e flores e luar e sol.<br />
E por isso eu obedeço-lhe,<br />
(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?),<br />
Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,<br />
Como quem abre os olhos e vê,<br />
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,<br />
E amo-o sem pensar nele,<br />
E penso-o vendo e ouvindo,<br />
E ando com ele a toda a hora.</p>
<p>VI<br />
Pensar em Deus é desobedecer a Deus,<br />
Porque Deus quis que o não conhecêssemos,<br />
Por isso se nos não mostrou&#8230;<br />
Sejamos simples e calmos,<br />
Como os regatos e as árvores,<br />
E Deus amar-nos-á fazendo de nós<br />
Belos como as árvores e os regatos,<br />
E dar-nos-á verdor na sua primavera,<br />
E um rio aonde ir ter quando acabemos!&#8230;</p>
<p>VII<br />
Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo&#8230;<br />
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer<br />
Porque eu sou do tamanho do que vejo<br />
E não do tamanho da minha altura&#8230;<br />
Nas cidades a vida é mais pequena<br />
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.<br />
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,<br />
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,<br />
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,<br />
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.</p>
<p>VIII<br />
Num meio-dia de fim de primavera<br />
Tive um sonho como uma fotografia.<br />
Vi Jesus Cristo descer à terra.<br />
Veio pela encosta de um monte<br />
Tornado outra vez menino,<br />
A correr e a rolar-se pela erva<br />
E a arrancar flores para as deitar fora<br />
E a rir de modo a ouvir-se de longe.<br />
Tinha fugido do céu.<br />
Era nosso demais para fingir<br />
De segunda pessoa da Trindade.<br />
No céu era tudo falso, tudo em desacordo<br />
Com flores e árvores e pedras.<br />
No céu tinha que estar sempre sério<br />
E de vez em quando de se tornar outra vez homem<br />
E subir para a cruz, e estar sempre a morrer<br />
Com uma coroa toda à roda de espinhos<br />
E os pés espetados por um prego com cabeça,<br />
E até com um trapo à roda da cintura<br />
Como os pretos nas ilustrações.<br />
Nem sequer o deixavam ter pai e mãe<br />
Como as outras crianças.<br />
O seu pai era duas pessoas&#8230;<br />
Um velho chamado José, que era carpinteiro,<br />
E que não era pai dele;<br />
E o outro pai era uma pomba estúpida,<br />
A única pomba feia do mundo<br />
Porque não era do mundo nem era pomba.<br />
E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.<br />
Não era mulher: era uma mala<br />
Em que ele tinha vindo do céu.<br />
E queriam que ele, que só nascera da mãe,<br />
E nunca tivera pai para amar com respeito,<br />
Pregasse a bondade e a justiça!<br />
Um dia que Deus estava a dormir<br />
E o Espírito Santo andava a voar,<br />
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.<br />
Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.<br />
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.<br />
Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz<br />
E deixou-o pregado na cruz que há no céu<br />
E serve de modelo às outras.<br />
Depois fugiu para o sol<br />
E desceu pelo primeiro raio que apanhou.<br />
Hoje vive na minha aldeia comigo.<br />
É uma criança bonita de riso e natural.<br />
Limpa o nariz ao braço direito,<br />
Chapinha nas poças de água,<br />
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.<br />
Atira pedras aos burros,<br />
Rouba a fruta dos pomares<br />
E foge a chorar e a gritar dos cães.<br />
E, porque sabe que elas não gostam<br />
E que toda a gente acha graça,<br />
Corre atrás das raparigas<br />
Que vão em ranchos pelas estradas<br />
Com as bilhas às cabeças<br />
E levanta-lhes as saias.<br />
A mim ensinou-me tudo.<br />
Ensinou-me a olhar para as cousas.<br />
Aponta-me todas as cousas que há nas flores.<br />
Mostra-me como as pedras são engraçadas<br />
Quando a gente as tem na mão<br />
E olha devagar para elas.<br />
Diz-me muito mal de Deus.<br />
Diz que ele é um velho estúpido e doente,<br />
Sempre a escarrar no chão<br />
E a dizer indecências.<br />
A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meia.<br />
E o Espírito Santo coça-se com o bico<br />
E empoleira-se nas cadeiras e suja-as.<br />
Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica.<br />
Diz-me que Deus não percebe nada<br />
Das coisas que criou –<br />
«Se é que ele as criou, do que duvido» –<br />
«Ele diz, por exemplo, que os seres cantam a sua glória<br />
Mas os seres não cantam nada.<br />
Se cantassem seriam cantores.<br />
Os seres existem e mais nada,<br />
E por isso se chamam seres.»<br />
E depois, cansado de dizer mal de Deus,<br />
O Menino Jesus adormece nos meus braços<br />
E eu levo-o ao colo para casa.<br />
Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.<br />
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.<br />
Ele é o humano que é natural,<br />
Ele é o divino que sorri e que brinca.<br />
E por isso é que eu sei com toda a certeza<br />
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.<br />
E a criança tão humana que é divina<br />
É esta minha quotidiana vida de poeta,<br />
E é porque ele anda sempre comigo que eu sou poeta sempre,<br />
E que o meu mínimo olhar<br />
Me enche de sensação,<br />
E o mais pequeno som, seja do que for,<br />
Parece falar comigo.<br />
A Criança Nova que habita onde vivo<br />
Dá-me uma mão a mim<br />
E a outra a tudo que existe<br />
E assim vamos os três pelo caminho que houver,<br />
Saltando e cantando e rindo<br />
E gozando o nosso segredo comum<br />
Que é o de saber por toda a parte<br />
Que não há mistério no mundo<br />
E que tudo vale a pena.<br />
A Criança Eterna acompanha-me sempre.<br />
A direcção do meu olhar é o seu dedo apontando.<br />
O meu ouvido atento alegremente a todos os sons<br />
São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas.<br />
Damo-nos tão bem um com o outro<br />
Na companhia de tudo<br />
Que nunca pensamos um no outro,<br />
Mas vivemos juntos e dois<br />
Com um acordo íntimo<br />
Como a mão direita e a esquerda.<br />
Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas<br />
No degrau da porta de casa,<br />
Graves como convém a um deus e a um poeta,<br />
E como se cada pedra<br />
Fosse todo um universo<br />
E fosse por isso um grande perigo para ela<br />
Deixá-la cair no chão.<br />
Depois eu conto-lhe histórias das cousas só dos homens<br />
E ele sorri, porque tudo é incrível.<br />
Ri dos reis e dos que não são reis,<br />
E tem pena de ouvir falar das guerras,<br />
E dos comércios, e dos navios<br />
Que ficam fumo no ar dos altos-mares.<br />
Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade<br />
Que uma flor tem ao florescer<br />
E que anda com a luz do sol<br />
A variar os montes e os vales<br />
E a fazer doer aos olhos os muros caiados.<br />
Depois ele adormece e eu deito-o.<br />
Levo-o ao colo para dentro de casa<br />
E deito-o, despindo-o lentamente<br />
E como seguindo um ritual muito limpo<br />
E todo materno até ele estar nu.<br />
Ele dorme dentro da minha alma<br />
E às vezes acorda de noite<br />
E brinca com os meus sonhos.<br />
Vira uns de pernas para o ar,<br />
Põe uns em cima dos outros<br />
E bate as palmas sozinho<br />
Sorrindo para o meu sono.<br />
Quando eu morrer, filhinho,<br />
Seja eu a criança, o mais pequeno.<br />
Pega-me tu ao colo<br />
E leva-me para dentro da tua casa.<br />
Despe o meu ser cansado e humano<br />
E deita-me na tua cama.<br />
E conta-me histórias, caso eu acorde,<br />
Para eu tornar a adormecer.<br />
E dá-me sonhos teus para eu brincar<br />
Até que nasça qualquer dia<br />
Que tu sabes qual é.<br />
Esta é a história do meu Menino Jesus.<br />
Por que razão que se perceba<br />
Não há-de ser ela mais verdadeira<br />
Que tudo quanto os filósofos pensam<br />
E tudo quanto as religiões ensinam?</p>
<p>IX<br />
Sou um guardador de rebanhos.<br />
O rebanho é os meus pensamentos<br />
E os meus pensamentos são todos sensações.<br />
Penso com os olhos e com os ouvidos<br />
E com as mãos e os pés<br />
E com o nariz e a boca.<br />
Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la<br />
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.<br />
Por isso quando num dia de calor<br />
Me sinto triste de gozá-lo tanto,<br />
E me deito ao comprido na erva,<br />
E fecho os olhos quentes,<br />
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,<br />
Sei a verdade e sou feliz.&#8221;</p>
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	<item>
		<title>Por: George Marmelstein</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2009/05/07/a-etica-da-eternidade-%e2%80%93-parte-final-vivendo-para-a-vida-eterna/#comment-3256</link>
		<dc:creator><![CDATA[George Marmelstein]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 10:50:59 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://direitosfundamentais.net/?p=1582#comment-3256</guid>
		<description><![CDATA[Vale ressaltar que a concepção de eternidade defendida no texto não tem nenhum sentido teológico, espiritual ou metafísico, nem mesmo significa defender que um ser humano pode viver para sempre enquanto indivíduo, nem que existe vida depois da morte ou uma alma imortal capaz de sobreviver ao término da existência corporal, nem nada parecido. É uma mera eternidade biológica: quem age cooperativamente tem mais chances de se perpetuar geneticamente.

George]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Vale ressaltar que a concepção de eternidade defendida no texto não tem nenhum sentido teológico, espiritual ou metafísico, nem mesmo significa defender que um ser humano pode viver para sempre enquanto indivíduo, nem que existe vida depois da morte ou uma alma imortal capaz de sobreviver ao término da existência corporal, nem nada parecido. É uma mera eternidade biológica: quem age cooperativamente tem mais chances de se perpetuar geneticamente.</p>
<p>George</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: George Marmelstein</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2009/05/07/a-etica-da-eternidade-%e2%80%93-parte-final-vivendo-para-a-vida-eterna/#comment-3255</link>
		<dc:creator><![CDATA[George Marmelstein]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 10:48:02 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://direitosfundamentais.net/?p=1582#comment-3255</guid>
		<description><![CDATA[Rosângela,

sem quere polemizar, já que discutir religião nem sempre resulta em bons frutos, mas o argumento de Pascal (&quot;aposta de Pascal&quot;) sobre a crença em Deus é considerado como um argumento cínico pelos principais teólogos. 

O argumento é assim:

    * Se você acredita em Deus e nas Escrituras e estiver certo, será beneficiado com a ida ao paraíso.
    * Se você acredita em Deus e nas Escrituras e estiver errado, não terá perdido nada.
    * Se você não acredita em Deus e nas Escrituras e estiver certo, não terá perdido nada.
    * Se você não acredita em Deus e nas Escrituras e estiver errado, você irá para o fogo eterno.

Trata-se de uma falácia, ou melhor, várias delas: apelo à força, argumento ad terrorem e por aí vai.

Eis algumas informações simplificadas sobre o tema:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Aposta_de_Pascal

George]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Rosângela,</p>
<p>sem quere polemizar, já que discutir religião nem sempre resulta em bons frutos, mas o argumento de Pascal (&#8220;aposta de Pascal&#8221;) sobre a crença em Deus é considerado como um argumento cínico pelos principais teólogos. </p>
<p>O argumento é assim:</p>
<p>    * Se você acredita em Deus e nas Escrituras e estiver certo, será beneficiado com a ida ao paraíso.<br />
    * Se você acredita em Deus e nas Escrituras e estiver errado, não terá perdido nada.<br />
    * Se você não acredita em Deus e nas Escrituras e estiver certo, não terá perdido nada.<br />
    * Se você não acredita em Deus e nas Escrituras e estiver errado, você irá para o fogo eterno.</p>
<p>Trata-se de uma falácia, ou melhor, várias delas: apelo à força, argumento ad terrorem e por aí vai.</p>
<p>Eis algumas informações simplificadas sobre o tema:</p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Aposta_de_Pascal" rel="nofollow">http://pt.wikipedia.org/wiki/Aposta_de_Pascal</a></p>
<p>George</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Rosangela</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2009/05/07/a-etica-da-eternidade-%e2%80%93-parte-final-vivendo-para-a-vida-eterna/#comment-3249</link>
		<dc:creator><![CDATA[Rosangela]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 03:19:48 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://direitosfundamentais.net/?p=1582#comment-3249</guid>
		<description><![CDATA[Para apimentar o Thiago, &quot;o verdadeiro&quot;: Em grego a alma ou psyche tem conotação espiritual. Jesus falou de querer ganhar sua vida no sentido metafórico de desfrutar de todos os prazeres carnais que a  vida oferece, &quot;ganhando assim a vida, como os epicuristas pregavam&quot;. Mas quem desta forma ganhar sua vida, vai perde-la, ou seja perderá a vida eterna, a vida espiritual, após a passagem desta vida terrena. Por isto ele alerta, negue-se a si mesmo, ou seja, não faça tudo que seu desejo carnal exigir.... o que é espiritual entende tudo espiritualmente, mas o carnal não entende as coisas do espírito, como disse o apóstolo Paulo, ao ser criticado pelos gregos]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Para apimentar o Thiago, &#8220;o verdadeiro&#8221;: Em grego a alma ou psyche tem conotação espiritual. Jesus falou de querer ganhar sua vida no sentido metafórico de desfrutar de todos os prazeres carnais que a  vida oferece, &#8220;ganhando assim a vida, como os epicuristas pregavam&#8221;. Mas quem desta forma ganhar sua vida, vai perde-la, ou seja perderá a vida eterna, a vida espiritual, após a passagem desta vida terrena. Por isto ele alerta, negue-se a si mesmo, ou seja, não faça tudo que seu desejo carnal exigir&#8230;. o que é espiritual entende tudo espiritualmente, mas o carnal não entende as coisas do espírito, como disse o apóstolo Paulo, ao ser criticado pelos gregos</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Rosangela</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2009/05/07/a-etica-da-eternidade-%e2%80%93-parte-final-vivendo-para-a-vida-eterna/#comment-3248</link>
		<dc:creator><![CDATA[Rosangela]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 02:55:47 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://direitosfundamentais.net/?p=1582#comment-3248</guid>
		<description><![CDATA[ah! Esqueci! Sobre a outra questão, a vida eterna: É bem mais inteligente e precavido crer que exista vida eterna, e que vamos prestar contas a Deus de tudo que fizemos com nossa vida aqui, tão passageira e efêmera. Assim podemos nos preparar para o juizo de Deus.
Caso não haja vida eterna (bem improvável, creio eu), nada se perderá com a crença na mesma.
Pelo contrário, quem não acredita em vida eterna e vive de qualquer jeito, sem contar que após a morte haverá um juizo de Deus, poderá ter uma surpresa muito desagradável. Vai mesmo se dar mal. É um risco que eu não gostaria de correr... Fica ai a reflexão]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ah! Esqueci! Sobre a outra questão, a vida eterna: É bem mais inteligente e precavido crer que exista vida eterna, e que vamos prestar contas a Deus de tudo que fizemos com nossa vida aqui, tão passageira e efêmera. Assim podemos nos preparar para o juizo de Deus.<br />
Caso não haja vida eterna (bem improvável, creio eu), nada se perderá com a crença na mesma.<br />
Pelo contrário, quem não acredita em vida eterna e vive de qualquer jeito, sem contar que após a morte haverá um juizo de Deus, poderá ter uma surpresa muito desagradável. Vai mesmo se dar mal. É um risco que eu não gostaria de correr&#8230; Fica ai a reflexão</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Rosangela</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2009/05/07/a-etica-da-eternidade-%e2%80%93-parte-final-vivendo-para-a-vida-eterna/#comment-3247</link>
		<dc:creator><![CDATA[Rosangela]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 02:48:39 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://direitosfundamentais.net/?p=1582#comment-3247</guid>
		<description><![CDATA[Muito bom seu artigo!
So pra complementar: Jesus disse em poucas palavras tudo sobre ética: &quot;Tudo o que quiserem que te façam , faça também aos outros&quot; Mt 7:12.  As vezes nos esquecemos de nos colocar um pouco no lugar do outro....&quot;]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Muito bom seu artigo!<br />
So pra complementar: Jesus disse em poucas palavras tudo sobre ética: &#8220;Tudo o que quiserem que te façam , faça também aos outros&#8221; Mt 7:12.  As vezes nos esquecemos de nos colocar um pouco no lugar do outro&#8230;.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: carlos eduardo</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2009/05/07/a-etica-da-eternidade-%e2%80%93-parte-final-vivendo-para-a-vida-eterna/#comment-3113</link>
		<dc:creator><![CDATA[carlos eduardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2009 18:01:10 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://direitosfundamentais.net/?p=1582#comment-3113</guid>
		<description><![CDATA[Essa discussão sobre vida eterna leva a uma pergunta: será que é bom viver eternamente?

Lembro-me do &quot;Dossel Sagrado&quot;. Ao lê-lo, comecei a pensar que deveria ser ruim viver eternamente, a vida se tornaria monótona em determinado momento.

Seria pior ainda se o paraíso fosse como ilustra a religião cristã: anjos tocando harpa, um velho barbudo e todos de branco felizes para sempre. Eu não aguentaria uma vida dessas, ainda mais eterna.

Que grande loucura nós inventamos para nos confortar. É extremamente surreal pensar em outra dimensão para a qual seremos enviados (compulsoriamente) após a morte. Seria mais simples, porém atordoante, pensar que após a morte, há apenas o vazio, o nada.

Caramba, que visão mais niilista!

Abraço a todos.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Essa discussão sobre vida eterna leva a uma pergunta: será que é bom viver eternamente?</p>
<p>Lembro-me do &#8220;Dossel Sagrado&#8221;. Ao lê-lo, comecei a pensar que deveria ser ruim viver eternamente, a vida se tornaria monótona em determinado momento.</p>
<p>Seria pior ainda se o paraíso fosse como ilustra a religião cristã: anjos tocando harpa, um velho barbudo e todos de branco felizes para sempre. Eu não aguentaria uma vida dessas, ainda mais eterna.</p>
<p>Que grande loucura nós inventamos para nos confortar. É extremamente surreal pensar em outra dimensão para a qual seremos enviados (compulsoriamente) após a morte. Seria mais simples, porém atordoante, pensar que após a morte, há apenas o vazio, o nada.</p>
<p>Caramba, que visão mais niilista!</p>
<p>Abraço a todos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Thiago. - O Primeiro, e Verdadeiro- O Mais Chato.</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2009/05/07/a-etica-da-eternidade-%e2%80%93-parte-final-vivendo-para-a-vida-eterna/#comment-3112</link>
		<dc:creator><![CDATA[Thiago. - O Primeiro, e Verdadeiro- O Mais Chato.]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2009 12:19:15 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://direitosfundamentais.net/?p=1582#comment-3112</guid>
		<description><![CDATA[Caros George e Colegas,

Li atentamente todas as 4 partes, e gostaria de comentar algumas coisas.

Sobre o conceito de Vida Eterna: Certo é que a conotação escolhida para a abordagem me pareceu bastante lógica e também um bocado astuta.

Confesso que quando li a parte I pensei que fosse abordar o hipotético diálogo pré-Morte (assassínio-suicídio) de Sócrates constante no diálogo Fedon de Platão, e os devaneios socráticos sobre a morte e a vida eterna (essa explicada por ele por uma frágil interpretação a contrario sensu = &quot;se da vida nasce a morte, da morte só pode vir nascer a vida&quot; entre outras passagens bastante interessantes e criticáveis).

É de fato indiscutível que, se esse diálogo realmente aconteceu, a discussão sobre a morte e a maneira de  encará-la é eminentemente um postulado ético-moral. Sempre há que se ressaltar que sócrates figurativamente pode ser visto tal como hermes: Nunca se soube o que os deuses diziam. Sabia-se, isto sim, apenas o que hermes dizia que os deuses diziam. 

Assim é com Sócrates, no sentido de que só se sabe o que Platão ou Xenofonte diziam que Sócrates dizia. Ouso ir além: No Brasil atual, querem fazer o mesmo com nossa Magnífica Carta Magna: Não se sabe o que ela diz, apenas o que seu Guardião e intérprete diz que ela significa.

Tudo bem que no passado recente, a Representação Interpretativa que veio com a emenda 7/77 era um devaneio muito pior.

É no sentido final do último parágrafo que indago: Quem seria, se é que poderia existir, um legítimo intérprete dos preceitos ético-morais?

Sem ir muito longe, e abordando o texto.

O excerto abaixo, contido na Parte III, merece uma reflexão mais detida, em especial quanto ao raciocínio em contrário:

&quot;continua a ser verdade que ajudamos os nossos irmãos porque nos preocupamos com eles, e não devido ao grau de sobreposição genética que existe entre nós. De forma semelhante, o fato de a cooperação ser a melhor política não significa que aqueles que cooperam estejam necessariamente a cooperar porque desejam obter uma vantagem. Por vezes, isto é verdade. (…) Mas, outras vezes, não será. Alguns de nós pertencerão àquele tipo de pessoas que desenvolve sentimentos de simpatia por aqueles que se mostram simpáticos para com elas” (p. 254). “O nosso prazer em estarmos perto dos nossos amigos pode ter origem no fato de retirarmos daí benefícios, mas os sentimentos de amizade não se tornam menos genuínos por causa disso” (p. 255).&quot;

Quando existe conflito entre parentes próximos, e o exemplo que dou é de uma hipotética divergência quando da partilha de bens por conta de uma doação inoficiosa que o pai falecido fez, quando vivo, ao filho caçula, portador doença raríssima (fato esse que motivou seu pai a fazer a doação), violando a legítima, e por conseguinte causando a ira da companheira superstite e dos outros 3 irmãos mais velhos.

Aproveito o exemplo acima para tentar inserí-lo nas possíveis soluçôes apreendidas da parte IV. E o faço inserindo dentro das hipóteses negativas e positivas de A a F, após a assertiva e entre {}, tomando a Heurística como a arte de encontrar e descobrir.

Quanto ao seguinte excerto, e levando em conta o exemplo acima:


&quot;1 – Heurística negativa (o que a ética não deveria ser):

(a) não deve contribuir para a destruição do mundo físico;
{Na suposta doação, os parentes inconformados deveriam abster-se de agir?}

(b) não deve provocar sofrimento desnecessário nos seres sencientes;
{O pai, então, não deveria ter doado tal bem para que não causasse sofrimento nos demais filhos?}

(c) não deve impedir a expansão do conhecimento objetivo.
{N/C = não consegui encaixar aqui!}

2 – Heurística positiva (o que a ética deveria ser):

(d) deve colaborar com a preservação do mundo físico-natural, inclusive as suas espécies biológicas; 
{deveria doar, possibilitando ao filho doente os recursos necessários para eventual tratamento?}

(e) deve proporcionar o máximo de prazer e bem-estar possível para as criaturas sencientes; {não deveria doar, eis que entre o filho donatário e os demais, deve ser privilegiado a realização da vontade do maior número de pessoas?}

(f) deve permitir a expansão do conhecimento objetivo, especialmente daquele conhecimento que possa trazer benefícios éticos.  {deve doar, pois permitiria não só um possível tratamento para o filho donatário, bem como também traria possibilidade de financiar estudos que levam a novas descobertas}&quot;

Necessário se nos mostra ser uma pequena observação sobre algumas premissas.

A começar pelas qualidades negativas. ndependentemente de se fundamentar sobre a escorreita ação, a indagção principal é: Em ocorrendo o mencionado conflito, ele ocorre em sentido negativo (contrario sensu) das assertivas das fls. 254/255 da mecionda obra?

Claro que quando se escreve sobre ética ou/e moral (ao menos o que leio a respeito), parece que estão a tratar de hagiografia, quando a realidade não é feita de Santos.

Cita-se, e qui pego carona na vida eterna (a meu ver, repito, bastante intresante a bordagem) que uma passagem bíblica seria a primeira ocorrência que se tem notícia de um pacto dabólico. Ressalto também ue aspreissar bíblicas sobre a vida etena estão, mutatis mutandis, inseridas no já citado diálogo Fedon.

Quanto ao diálogo bíblico. 

Após Jesus Relar que é o Deus vivo “o Cristo, o Filho do Deus vivo (16:16)”, que veio para salvar e redimir a humanidade e depois ser executado em jersalem, Pedro, o bom amigo, dá um deixa disso e indaga. “Senhor, tem compaixão de ti”, diz: “De modo nenhum te acontecerá isso”. Mas eis que o ungido, longe de agradecer as palavras do Pedro sobre o qual pretende edificar sua igreja, fica zangado. E dispara:


&quot;Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens.

Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me;

Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á.

Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?&quot; (16: 23-26)

Certo estudo sobre essa pssagem menciona:

&quot;Essa é a versão Almeida Corrigida e Revisada Fiel. Mas o original Grego é muito mais interessante. Por vários motivos.&quot;

E prossegue:

&quot;O primeiro é que a passagem desenvolve um trocadilho fascinante nos últimos dois versículos, trocadilho que se perde na tradução. Ao rejeitar a visão, encarnada por Pedro, que só compreende as coisas “que são dos homens” e quer “salvar a sua vida (terrena)”, Jesus sugere que aquele que quiser salvar a “vida” corre o risco de perder a “alma”. O curioso é que as palavras usadas no trecho para falar de “vida” e de “alma” são uma e a mesma: psuchê, um termo bastante polivalente em Grego que, significando originalmente, “borboleta”, denota também “sopro”, “vida” e “alma”. Jesus é o Messias, mas é também um grande ironista. Pois, em uma discussão metalingüística sobre o verdadeiro significado do sopro a salvar, lembra o apóstolo que não se trata desta “vida” transitória, mas – isto sim – a “alma” eterna.

E é precisamente esta justaposição platônica entre o terreno e o spiritual que leva ao segundo ponto de interesse no texto: a idéia de que é possível trocar (antallásein, em Grego) a salvação por coisas terrenas. Trata-se, entretanto, de uma troca implícita e de nenhuma forma contratual: ao colocar o mundano sobre o divino, aquele apegado às coisas “dos homens” condena sua alma automaticamente. Não há capeta ou contrato na equação. Ainda.&quot;

Para finalizar  e ao mesmo tempo apimentar essa discussão (tão bela e tão rica), menciono que a longo da história temos notícia de inúmeros supostos pactos em que pessoas vendem, trocam ou apostam a alma com o demônio, seja na literatura (quem não se lembrará de Fausto de Goethe com a imprvável fusão do mito de Fausto com a história de Jó) ou na música, racializado pelo Pai o Blues Robert Johnson ou na &quot;sonata em para violino em G menor&quot; de Giuseppe Tartini que teria sido ditada pelo próprio Demônio!

Sei que a vida eterna usada nos 4 posts é em outro sentido, resumidamente, em preservação da vida e do meio ambiente. Contudo, é indissociável essa visão não laica, mas que também é primordiamente filosófica conforme Sócratis sobre a vida eterna.

Grade abraço e  prabéns pelos textos. Nota 10.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caros George e Colegas,</p>
<p>Li atentamente todas as 4 partes, e gostaria de comentar algumas coisas.</p>
<p>Sobre o conceito de Vida Eterna: Certo é que a conotação escolhida para a abordagem me pareceu bastante lógica e também um bocado astuta.</p>
<p>Confesso que quando li a parte I pensei que fosse abordar o hipotético diálogo pré-Morte (assassínio-suicídio) de Sócrates constante no diálogo Fedon de Platão, e os devaneios socráticos sobre a morte e a vida eterna (essa explicada por ele por uma frágil interpretação a contrario sensu = &#8220;se da vida nasce a morte, da morte só pode vir nascer a vida&#8221; entre outras passagens bastante interessantes e criticáveis).</p>
<p>É de fato indiscutível que, se esse diálogo realmente aconteceu, a discussão sobre a morte e a maneira de  encará-la é eminentemente um postulado ético-moral. Sempre há que se ressaltar que sócrates figurativamente pode ser visto tal como hermes: Nunca se soube o que os deuses diziam. Sabia-se, isto sim, apenas o que hermes dizia que os deuses diziam. </p>
<p>Assim é com Sócrates, no sentido de que só se sabe o que Platão ou Xenofonte diziam que Sócrates dizia. Ouso ir além: No Brasil atual, querem fazer o mesmo com nossa Magnífica Carta Magna: Não se sabe o que ela diz, apenas o que seu Guardião e intérprete diz que ela significa.</p>
<p>Tudo bem que no passado recente, a Representação Interpretativa que veio com a emenda 7/77 era um devaneio muito pior.</p>
<p>É no sentido final do último parágrafo que indago: Quem seria, se é que poderia existir, um legítimo intérprete dos preceitos ético-morais?</p>
<p>Sem ir muito longe, e abordando o texto.</p>
<p>O excerto abaixo, contido na Parte III, merece uma reflexão mais detida, em especial quanto ao raciocínio em contrário:</p>
<p>&#8220;continua a ser verdade que ajudamos os nossos irmãos porque nos preocupamos com eles, e não devido ao grau de sobreposição genética que existe entre nós. De forma semelhante, o fato de a cooperação ser a melhor política não significa que aqueles que cooperam estejam necessariamente a cooperar porque desejam obter uma vantagem. Por vezes, isto é verdade. (…) Mas, outras vezes, não será. Alguns de nós pertencerão àquele tipo de pessoas que desenvolve sentimentos de simpatia por aqueles que se mostram simpáticos para com elas” (p. 254). “O nosso prazer em estarmos perto dos nossos amigos pode ter origem no fato de retirarmos daí benefícios, mas os sentimentos de amizade não se tornam menos genuínos por causa disso” (p. 255).&#8221;</p>
<p>Quando existe conflito entre parentes próximos, e o exemplo que dou é de uma hipotética divergência quando da partilha de bens por conta de uma doação inoficiosa que o pai falecido fez, quando vivo, ao filho caçula, portador doença raríssima (fato esse que motivou seu pai a fazer a doação), violando a legítima, e por conseguinte causando a ira da companheira superstite e dos outros 3 irmãos mais velhos.</p>
<p>Aproveito o exemplo acima para tentar inserí-lo nas possíveis soluçôes apreendidas da parte IV. E o faço inserindo dentro das hipóteses negativas e positivas de A a F, após a assertiva e entre {}, tomando a Heurística como a arte de encontrar e descobrir.</p>
<p>Quanto ao seguinte excerto, e levando em conta o exemplo acima:</p>
<p>&#8220;1 – Heurística negativa (o que a ética não deveria ser):</p>
<p>(a) não deve contribuir para a destruição do mundo físico;<br />
{Na suposta doação, os parentes inconformados deveriam abster-se de agir?}</p>
<p>(b) não deve provocar sofrimento desnecessário nos seres sencientes;<br />
{O pai, então, não deveria ter doado tal bem para que não causasse sofrimento nos demais filhos?}</p>
<p>(c) não deve impedir a expansão do conhecimento objetivo.<br />
{N/C = não consegui encaixar aqui!}</p>
<p>2 – Heurística positiva (o que a ética deveria ser):</p>
<p>(d) deve colaborar com a preservação do mundo físico-natural, inclusive as suas espécies biológicas;<br />
{deveria doar, possibilitando ao filho doente os recursos necessários para eventual tratamento?}</p>
<p>(e) deve proporcionar o máximo de prazer e bem-estar possível para as criaturas sencientes; {não deveria doar, eis que entre o filho donatário e os demais, deve ser privilegiado a realização da vontade do maior número de pessoas?}</p>
<p>(f) deve permitir a expansão do conhecimento objetivo, especialmente daquele conhecimento que possa trazer benefícios éticos.  {deve doar, pois permitiria não só um possível tratamento para o filho donatário, bem como também traria possibilidade de financiar estudos que levam a novas descobertas}&#8221;</p>
<p>Necessário se nos mostra ser uma pequena observação sobre algumas premissas.</p>
<p>A começar pelas qualidades negativas. ndependentemente de se fundamentar sobre a escorreita ação, a indagção principal é: Em ocorrendo o mencionado conflito, ele ocorre em sentido negativo (contrario sensu) das assertivas das fls. 254/255 da mecionda obra?</p>
<p>Claro que quando se escreve sobre ética ou/e moral (ao menos o que leio a respeito), parece que estão a tratar de hagiografia, quando a realidade não é feita de Santos.</p>
<p>Cita-se, e qui pego carona na vida eterna (a meu ver, repito, bastante intresante a bordagem) que uma passagem bíblica seria a primeira ocorrência que se tem notícia de um pacto dabólico. Ressalto também ue aspreissar bíblicas sobre a vida etena estão, mutatis mutandis, inseridas no já citado diálogo Fedon.</p>
<p>Quanto ao diálogo bíblico. </p>
<p>Após Jesus Relar que é o Deus vivo “o Cristo, o Filho do Deus vivo (16:16)”, que veio para salvar e redimir a humanidade e depois ser executado em jersalem, Pedro, o bom amigo, dá um deixa disso e indaga. “Senhor, tem compaixão de ti”, diz: “De modo nenhum te acontecerá isso”. Mas eis que o ungido, longe de agradecer as palavras do Pedro sobre o qual pretende edificar sua igreja, fica zangado. E dispara:</p>
<p>&#8220;Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens.</p>
<p>Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me;</p>
<p>Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á.</p>
<p>Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?&#8221; (16: 23-26)</p>
<p>Certo estudo sobre essa pssagem menciona:</p>
<p>&#8220;Essa é a versão Almeida Corrigida e Revisada Fiel. Mas o original Grego é muito mais interessante. Por vários motivos.&#8221;</p>
<p>E prossegue:</p>
<p>&#8220;O primeiro é que a passagem desenvolve um trocadilho fascinante nos últimos dois versículos, trocadilho que se perde na tradução. Ao rejeitar a visão, encarnada por Pedro, que só compreende as coisas “que são dos homens” e quer “salvar a sua vida (terrena)”, Jesus sugere que aquele que quiser salvar a “vida” corre o risco de perder a “alma”. O curioso é que as palavras usadas no trecho para falar de “vida” e de “alma” são uma e a mesma: psuchê, um termo bastante polivalente em Grego que, significando originalmente, “borboleta”, denota também “sopro”, “vida” e “alma”. Jesus é o Messias, mas é também um grande ironista. Pois, em uma discussão metalingüística sobre o verdadeiro significado do sopro a salvar, lembra o apóstolo que não se trata desta “vida” transitória, mas – isto sim – a “alma” eterna.</p>
<p>E é precisamente esta justaposição platônica entre o terreno e o spiritual que leva ao segundo ponto de interesse no texto: a idéia de que é possível trocar (antallásein, em Grego) a salvação por coisas terrenas. Trata-se, entretanto, de uma troca implícita e de nenhuma forma contratual: ao colocar o mundano sobre o divino, aquele apegado às coisas “dos homens” condena sua alma automaticamente. Não há capeta ou contrato na equação. Ainda.&#8221;</p>
<p>Para finalizar  e ao mesmo tempo apimentar essa discussão (tão bela e tão rica), menciono que a longo da história temos notícia de inúmeros supostos pactos em que pessoas vendem, trocam ou apostam a alma com o demônio, seja na literatura (quem não se lembrará de Fausto de Goethe com a imprvável fusão do mito de Fausto com a história de Jó) ou na música, racializado pelo Pai o Blues Robert Johnson ou na &#8220;sonata em para violino em G menor&#8221; de Giuseppe Tartini que teria sido ditada pelo próprio Demônio!</p>
<p>Sei que a vida eterna usada nos 4 posts é em outro sentido, resumidamente, em preservação da vida e do meio ambiente. Contudo, é indissociável essa visão não laica, mas que também é primordiamente filosófica conforme Sócratis sobre a vida eterna.</p>
<p>Grade abraço e  prabéns pelos textos. Nota 10.</p>
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