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	<title>Comentários em: É possível um Deep Blue Jurídico? A teoria dos jogos e o direito</title>
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	<description>Get Up, Stand Up, Stand Up For Your Rights!</description>
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		<title>Por: Carlos Almeida</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2009/04/15/e-possivel-um-deep-blue-juridico-a-teoria-dos-jogos-e-o-direito/#comment-4522</link>
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Mar 2010 02:37:44 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Direito é curso de drogado....]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Direito é curso de drogado&#8230;.</p>
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		<title>Por: Samuel</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2009/04/15/e-possivel-um-deep-blue-juridico-a-teoria-dos-jogos-e-o-direito/#comment-3018</link>
		<dc:creator><![CDATA[Samuel]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2009 20:23:11 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Essa foi ótima!

SMS]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Essa foi ótima!</p>
<p>SMS</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: carlos eduardo</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2009/04/15/e-possivel-um-deep-blue-juridico-a-teoria-dos-jogos-e-o-direito/#comment-3017</link>
		<dc:creator><![CDATA[carlos eduardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2009 19:14:44 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Engraçado, depois de ler o texto, fiquei imaginando:

o Judiciário seria como loteria, as decisões seriam aleatórias (como no sorteio das bolas), os brasileiros viveriam fazendo uma &quot;fézinha&quot; e, quem sabe, os pedidos de danos morais (que não são poucos) poderiam até acumular, fazendo de eventual sortudo um milionário.


imaginei mais:

se o Judiciário pudesse ser substituído por máquinas, os Poderes Legislativo e Executivo também poderiam sofrer a mesma substituição, afinal são atividades decorrentes do mesmo poder político.

O Deep blue, então, seria um verdadeiro ditador. Primeiro, calcularia todas as hipóteses possíveis de necessidades públicas relativas à prestação legislativa, aí editaria uma lei que, segundo seu processamento algorítmico, seria a melhor. Depois se encarregaria do mesmo procedimento para aplicar a lei.

Seria bom demais: sem corrupção, sem inchaço administrativo, sem escalonamentos nobiliárquicos, etc.

Imaginei mais:

como ficariam as súmulas vinculantes? como ficaria o controle de constitucionalidade, uma vez que foi o próprio Deep Blue que a editou?

Verdadeiro caos hein!!!

Abraços a todos]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Engraçado, depois de ler o texto, fiquei imaginando:</p>
<p>o Judiciário seria como loteria, as decisões seriam aleatórias (como no sorteio das bolas), os brasileiros viveriam fazendo uma &#8220;fézinha&#8221; e, quem sabe, os pedidos de danos morais (que não são poucos) poderiam até acumular, fazendo de eventual sortudo um milionário.</p>
<p>imaginei mais:</p>
<p>se o Judiciário pudesse ser substituído por máquinas, os Poderes Legislativo e Executivo também poderiam sofrer a mesma substituição, afinal são atividades decorrentes do mesmo poder político.</p>
<p>O Deep blue, então, seria um verdadeiro ditador. Primeiro, calcularia todas as hipóteses possíveis de necessidades públicas relativas à prestação legislativa, aí editaria uma lei que, segundo seu processamento algorítmico, seria a melhor. Depois se encarregaria do mesmo procedimento para aplicar a lei.</p>
<p>Seria bom demais: sem corrupção, sem inchaço administrativo, sem escalonamentos nobiliárquicos, etc.</p>
<p>Imaginei mais:</p>
<p>como ficariam as súmulas vinculantes? como ficaria o controle de constitucionalidade, uma vez que foi o próprio Deep Blue que a editou?</p>
<p>Verdadeiro caos hein!!!</p>
<p>Abraços a todos</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Horner</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2009/04/15/e-possivel-um-deep-blue-juridico-a-teoria-dos-jogos-e-o-direito/#comment-3016</link>
		<dc:creator><![CDATA[Horner]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2009 18:31:17 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Caro George,

Existe algum autor que você conheça que tenha se dedicado especificamente ao uso normativo da Teoria dos Jogos? 
Gostaria de ler mais sobre o assunto.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro George,</p>
<p>Existe algum autor que você conheça que tenha se dedicado especificamente ao uso normativo da Teoria dos Jogos?<br />
Gostaria de ler mais sobre o assunto.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Clodoaldo</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2009/04/15/e-possivel-um-deep-blue-juridico-a-teoria-dos-jogos-e-o-direito/#comment-3015</link>
		<dc:creator><![CDATA[Clodoaldo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2009 18:03:12 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://direitosfundamentais.net/?p=1472#comment-3015</guid>
		<description><![CDATA[No jogo de xadrez cada decisão em cada jogada tem um objetivo final a alcançar: o xeque-mate. Assim, penso que o que falta para o Deep Blue jurídico é exatamente definir o que eu pretendo alcançar, qual o resultado final que o juiz pretende obter, quais valores pretende preservar. Sua decisão terá como referência e guia uma dimensão mais ampla onde se insere sua decisão. Se eu não sei para onde ir, qualquer caminho me serve. Então a mais correta decisão é a que me leva ao objetivo definido a ser alcançado.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>No jogo de xadrez cada decisão em cada jogada tem um objetivo final a alcançar: o xeque-mate. Assim, penso que o que falta para o Deep Blue jurídico é exatamente definir o que eu pretendo alcançar, qual o resultado final que o juiz pretende obter, quais valores pretende preservar. Sua decisão terá como referência e guia uma dimensão mais ampla onde se insere sua decisão. Se eu não sei para onde ir, qualquer caminho me serve. Então a mais correta decisão é a que me leva ao objetivo definido a ser alcançado.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Samuel Martins Santos</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2009/04/15/e-possivel-um-deep-blue-juridico-a-teoria-dos-jogos-e-o-direito/#comment-3014</link>
		<dc:creator><![CDATA[Samuel Martins Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2009 17:45:19 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://direitosfundamentais.net/?p=1472#comment-3014</guid>
		<description><![CDATA[Caro George, 

Além da dosimetria, penso que a utilização da inteligência artificial poderia auxiliar ao juiz no oferecimento de parâmetros ou repostas possíveis e válidas. 

Até mesmo no âmbito da proporcionalidade e observados alguns limites, ie, considerando a relevância dos precedentes na atividade jurisdicional dos ordenamentos contemporâneos, a catalogação e criação de combinações prévias poderiam servir: 1. Para evitar as “katchangadas.” 2. Fortalecer o exercício deste importante poder estatal com o mínimo de uniformidade. Visando assegurar as mudanças jurisprudenciais decorrente do tempo, dos debates e estudos, este sistema precisaria sempre ser alimentado quanto aos novos posicionamentos. 

Obviamente que isto não pode nos levar as seguintes conclusões: 1. Substituição do juiz pelas máquinas. 2. Engessamento da atividade dos juízes de primeira instância. 

O perigo seria a sobreposição deste sistema à atividade jurisdicional, do que tornar-se-ia necessário uma das seguintes posições: 1. Incluir apenas questões específicas neste processo decisório. 2. Ou excluir, ex leges, determinados temas dessa possibilidade de análise. 3. Por fim, a inserção de limites ao próprio sistema quando, por exemplo, deparar-se com situações características dos casos difíceis. 

Em que pese o reconhecimento de algumas contribuições até mesmo em casos difíceis, nestes o ato decisório deve ser necessariamente humano para, inclusive, preservar o significado de um sentido valorativo dado pela decisão à sociedade, que é inerente ao direito do século XXI.

OBS: Comecei a ler o paper, quando possível, envio comentários para o e-mail.

Samuel Martins.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro George, </p>
<p>Além da dosimetria, penso que a utilização da inteligência artificial poderia auxiliar ao juiz no oferecimento de parâmetros ou repostas possíveis e válidas. </p>
<p>Até mesmo no âmbito da proporcionalidade e observados alguns limites, ie, considerando a relevância dos precedentes na atividade jurisdicional dos ordenamentos contemporâneos, a catalogação e criação de combinações prévias poderiam servir: 1. Para evitar as “katchangadas.” 2. Fortalecer o exercício deste importante poder estatal com o mínimo de uniformidade. Visando assegurar as mudanças jurisprudenciais decorrente do tempo, dos debates e estudos, este sistema precisaria sempre ser alimentado quanto aos novos posicionamentos. </p>
<p>Obviamente que isto não pode nos levar as seguintes conclusões: 1. Substituição do juiz pelas máquinas. 2. Engessamento da atividade dos juízes de primeira instância. </p>
<p>O perigo seria a sobreposição deste sistema à atividade jurisdicional, do que tornar-se-ia necessário uma das seguintes posições: 1. Incluir apenas questões específicas neste processo decisório. 2. Ou excluir, ex leges, determinados temas dessa possibilidade de análise. 3. Por fim, a inserção de limites ao próprio sistema quando, por exemplo, deparar-se com situações características dos casos difíceis. </p>
<p>Em que pese o reconhecimento de algumas contribuições até mesmo em casos difíceis, nestes o ato decisório deve ser necessariamente humano para, inclusive, preservar o significado de um sentido valorativo dado pela decisão à sociedade, que é inerente ao direito do século XXI.</p>
<p>OBS: Comecei a ler o paper, quando possível, envio comentários para o e-mail.</p>
<p>Samuel Martins.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Tiago</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2009/04/15/e-possivel-um-deep-blue-juridico-a-teoria-dos-jogos-e-o-direito/#comment-3012</link>
		<dc:creator><![CDATA[Tiago]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2009 14:50:56 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Acho que é possível a aplicação da Teoria dos Jogos ao direito se e apenas se pararmos de usar eticamente e moralmente a razão prática (uso aqui a distinção que Habermas faz do uso da razão prática: uso pragmático, uso ético e uso moral).
Se todas as relações sociais fossem vistas apenas pelo prisma da razão pragmática, que é a razão instrumental (que calcula meios e fins), aí sim poderíamos reduzir tudo a um cálculo de jogo. Alguns juízes americanos fazem isso (usando a fórmula de Hand, o teorema de Coase etc.). Mas, contudo, ao custo de o direito perder seu lado humano.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Acho que é possível a aplicação da Teoria dos Jogos ao direito se e apenas se pararmos de usar eticamente e moralmente a razão prática (uso aqui a distinção que Habermas faz do uso da razão prática: uso pragmático, uso ético e uso moral).<br />
Se todas as relações sociais fossem vistas apenas pelo prisma da razão pragmática, que é a razão instrumental (que calcula meios e fins), aí sim poderíamos reduzir tudo a um cálculo de jogo. Alguns juízes americanos fazem isso (usando a fórmula de Hand, o teorema de Coase etc.). Mas, contudo, ao custo de o direito perder seu lado humano.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: George Marmelstein Lima</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2009/04/15/e-possivel-um-deep-blue-juridico-a-teoria-dos-jogos-e-o-direito/#comment-3011</link>
		<dc:creator><![CDATA[George Marmelstein Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2009 12:52:47 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://direitosfundamentais.net/?p=1472#comment-3011</guid>
		<description><![CDATA[Fernando,

acho que para os casos de rotina, como a dosimetria de uma pena ou aplicação mecânica de soluções previamente estabelecidas, o computador substitui o ser humano com vantagens. O sistema virtual que utilizamos na Quinta Região (Creta), de certo modo, &quot;julga&quot; muito mais processos do que os juízes, pois o trabalho que o juiz tem é selecionar o modelo de sentença ou decisão desejado e dar um clique de ok. (Logicamente, quem elaborou a sentença foi um ser humano: o computador só faz o trabalho &quot;braçal&quot;).

Também acho que até mesmo para alguns casos difíceis contabilizáveis, como o cálculo de um dano ambiental muito complexo por exemplo, também o computador pode ajudar e, de certo modo, realizar a maior parte do trabalho decisório.

O problema são aqueles dilemas éticos não contabilizáveis. Por exemplo: é crime realizar o aborto em um feto anencéfalo?

Aqui, será preciso fazer uma ponderação de valores éticos: vida do feto versus liberdade de escolha da mulher, que dificilmente um computador poderia indicar qual a melhor solução. Talvez ele possa fazer uma compilação excelente de julgados das mais diversas cortes, ou da legislação sobre o assunto de cada país, e assim apontar uma tendência. Mas a solução propriamente dita, sempre caberá (ou sempre deverá caber) aos seres humanos. Pelo menos é o que eu acho. 

George]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fernando,</p>
<p>acho que para os casos de rotina, como a dosimetria de uma pena ou aplicação mecânica de soluções previamente estabelecidas, o computador substitui o ser humano com vantagens. O sistema virtual que utilizamos na Quinta Região (Creta), de certo modo, &#8220;julga&#8221; muito mais processos do que os juízes, pois o trabalho que o juiz tem é selecionar o modelo de sentença ou decisão desejado e dar um clique de ok. (Logicamente, quem elaborou a sentença foi um ser humano: o computador só faz o trabalho &#8220;braçal&#8221;).</p>
<p>Também acho que até mesmo para alguns casos difíceis contabilizáveis, como o cálculo de um dano ambiental muito complexo por exemplo, também o computador pode ajudar e, de certo modo, realizar a maior parte do trabalho decisório.</p>
<p>O problema são aqueles dilemas éticos não contabilizáveis. Por exemplo: é crime realizar o aborto em um feto anencéfalo?</p>
<p>Aqui, será preciso fazer uma ponderação de valores éticos: vida do feto versus liberdade de escolha da mulher, que dificilmente um computador poderia indicar qual a melhor solução. Talvez ele possa fazer uma compilação excelente de julgados das mais diversas cortes, ou da legislação sobre o assunto de cada país, e assim apontar uma tendência. Mas a solução propriamente dita, sempre caberá (ou sempre deverá caber) aos seres humanos. Pelo menos é o que eu acho. </p>
<p>George</p>
]]></content:encoded>
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