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	<title>Comentários em: Holocausto no seu prato?</title>
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		<title>Por: PETA e o holocausto &#171; Boquiaberto</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2009/03/26/holocausto-no-seu-prato/#comment-3043</link>
		<dc:creator><![CDATA[PETA e o holocausto &#171; Boquiaberto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 12:41:06 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[[...] dos banners: a propaganda está protegida pela liberdade de expressão, mas até que ponto essa proteção é válida? Outro ponto é se essa comparação é realmente ofensiva aos judeus: nesse texto, Rafael Bán [...]]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] dos banners: a propaganda está protegida pela liberdade de expressão, mas até que ponto essa proteção é válida? Outro ponto é se essa comparação é realmente ofensiva aos judeus: nesse texto, Rafael Bán [...]</p>
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		<title>Por: Eduardo</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2009/03/26/holocausto-no-seu-prato/#comment-3035</link>
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2009 05:35:39 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A propaganda, penso eu, partindo da premissa de que todos os seres vivos têm o direito à vida sem sofrimento, procura transmitir subliminarmente a mensagem de que a mesma irracionalidade que no passado permitiu o Holocausto seria aquela a permitir, hoje em dia, a matança e o sofrimento dos animais. 
Quanto ao conflito entre o direito fundamental à livre manifestação do pensamento e o direito fundamental à honra e à intimidade, acredito que o sopesamento deva ser feito tendo em vista não apenas a ratio de ambas as normas, mas também a extensão e a possibilidade de reversão dos danos cogitados nas sociedades em que a propaganda é veiculada. 
Embora a liberdade de expressar o pensamento busque garantir, em última instância, a propagação de ideias e opiniões entre os homens, é certo que tais ideias e opiniões encontram limite na honra e na intimidade subjetivas e coletivas. 
Nesse sentido, o direito de propagar a opinião de que os animais possuem os mesmos direitos que os homens esbarra no direito das vítimas do holocausto de não terem a imagem de seu sofrimento exposta, sob qualquer fundamento. E arriscaria mais: encontra óbice ainda no direito coletivo da humanidade (e não apenas do povo alemão) à memória do holocausto como fato histórico de grave atentado à humanidade, o que não permitiria não apenas a sua banalização, mas também a sua utilização de forma obtusa, como ocorrido na propaganda.
Por outro lado, parece-me que, em sociedades as quais não convivem tão intensamente com a memória do holocausto (o que me parece ser pouco factível, uma vez que se tratou de fato de repercussão histórica mundial), os danos decorrentes do cerceamento da propaganda seriam mais sensíveis aos ideais que embasam o Estado Democrático de Direito, o que justificaria a liberação da propaganda, cujos responsáveis estariam sujeitos, no entanto, à reparação dos danos individuais e coletivos eventualmente verificados naquelas sociedades.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A propaganda, penso eu, partindo da premissa de que todos os seres vivos têm o direito à vida sem sofrimento, procura transmitir subliminarmente a mensagem de que a mesma irracionalidade que no passado permitiu o Holocausto seria aquela a permitir, hoje em dia, a matança e o sofrimento dos animais.<br />
Quanto ao conflito entre o direito fundamental à livre manifestação do pensamento e o direito fundamental à honra e à intimidade, acredito que o sopesamento deva ser feito tendo em vista não apenas a ratio de ambas as normas, mas também a extensão e a possibilidade de reversão dos danos cogitados nas sociedades em que a propaganda é veiculada.<br />
Embora a liberdade de expressar o pensamento busque garantir, em última instância, a propagação de ideias e opiniões entre os homens, é certo que tais ideias e opiniões encontram limite na honra e na intimidade subjetivas e coletivas.<br />
Nesse sentido, o direito de propagar a opinião de que os animais possuem os mesmos direitos que os homens esbarra no direito das vítimas do holocausto de não terem a imagem de seu sofrimento exposta, sob qualquer fundamento. E arriscaria mais: encontra óbice ainda no direito coletivo da humanidade (e não apenas do povo alemão) à memória do holocausto como fato histórico de grave atentado à humanidade, o que não permitiria não apenas a sua banalização, mas também a sua utilização de forma obtusa, como ocorrido na propaganda.<br />
Por outro lado, parece-me que, em sociedades as quais não convivem tão intensamente com a memória do holocausto (o que me parece ser pouco factível, uma vez que se tratou de fato de repercussão histórica mundial), os danos decorrentes do cerceamento da propaganda seriam mais sensíveis aos ideais que embasam o Estado Democrático de Direito, o que justificaria a liberação da propaganda, cujos responsáveis estariam sujeitos, no entanto, à reparação dos danos individuais e coletivos eventualmente verificados naquelas sociedades.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Mirela</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2009/03/26/holocausto-no-seu-prato/#comment-2975</link>
		<dc:creator><![CDATA[Mirela]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2009 23:10:51 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A Campanha foi  radical... Porém, não vislumbrei dano a moral aos alemães. O que a propaganda quis demonstrar é que está havendo matança irracional dos animais, bem como, em sua alimentação.
Hoje em dia, nos alimentamos de produtos altamente toxicos, cheios de hormônios, etc.
Creio que a propaganda tenha atirado para este sentido, para o uso irracional de animais, e o desrespeito a natureza.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A Campanha foi  radical&#8230; Porém, não vislumbrei dano a moral aos alemães. O que a propaganda quis demonstrar é que está havendo matança irracional dos animais, bem como, em sua alimentação.<br />
Hoje em dia, nos alimentamos de produtos altamente toxicos, cheios de hormônios, etc.<br />
Creio que a propaganda tenha atirado para este sentido, para o uso irracional de animais, e o desrespeito a natureza.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Raul Nepomuceno</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2009/03/26/holocausto-no-seu-prato/#comment-2936</link>
		<dc:creator><![CDATA[Raul Nepomuceno]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2009 02:16:41 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Observação muito pertinente, anjodamorte. 

Ainda não havia analisado a questão sob essa perspectiva.

:)]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Observação muito pertinente, anjodamorte. </p>
<p>Ainda não havia analisado a questão sob essa perspectiva.</p>
<p>:)</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: anjodamorte</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2009/03/26/holocausto-no-seu-prato/#comment-2935</link>
		<dc:creator><![CDATA[anjodamorte]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2009 23:30:05 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[va toma no cccuuuuuuuuuuu!]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>va toma no cccuuuuuuuuuuu!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: O Valor da Liberdade de Expressão: ainda o caso PETA/Holocausto &#171; Direitos Fundamentais - Blog</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2009/03/26/holocausto-no-seu-prato/#comment-2891</link>
		<dc:creator><![CDATA[O Valor da Liberdade de Expressão: ainda o caso PETA/Holocausto &#171; Direitos Fundamentais - Blog]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Mar 2009 23:19:30 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[[...] Direitos Fundamentais - Blog Get Up, Stand Up, Stand Up For Your Rights!      &#171; Holocausto no seu&#160;prato? [...]]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Direitos Fundamentais &#8211; Blog Get Up, Stand Up, Stand Up For Your Rights!      &laquo; Holocausto no seu&nbsp;prato? [...]</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: www.ojardim.net</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2009/03/26/holocausto-no-seu-prato/#comment-2890</link>
		<dc:creator><![CDATA[www.ojardim.net]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Mar 2009 19:52:18 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://direitosfundamentais.net/?p=1357#comment-2890</guid>
		<description><![CDATA[Chaos,

Não vou dar prosseguimento à discussão, fique tranqüilo. Quero apenas agradecer sua educação e honestidade na exposição dos seus argumentos. Fico feliz de saber que há pessoas como você e, pode acreditar, isso me faz refletir sobre a minha opinião sobre os &quot;ecochatos&quot;. 

Continuo não concordando com seu ponto de vista e considero suas respostas insuficientes para que eu mude de opinião, mas isso é o que menos importa agora. Não quero polemizar mais. De todo modo quero que acredite que respeito a sua opinião e acho que você tem todo o direito de expressá-la, inclusive comparando a crueldade em relação aos animais com o holocausto, que, afinal, foi o ponto de partida dessa discussão toda.

Um abraço e desejo uma ótima semana para você.

Raul.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Chaos,</p>
<p>Não vou dar prosseguimento à discussão, fique tranqüilo. Quero apenas agradecer sua educação e honestidade na exposição dos seus argumentos. Fico feliz de saber que há pessoas como você e, pode acreditar, isso me faz refletir sobre a minha opinião sobre os &#8220;ecochatos&#8221;. </p>
<p>Continuo não concordando com seu ponto de vista e considero suas respostas insuficientes para que eu mude de opinião, mas isso é o que menos importa agora. Não quero polemizar mais. De todo modo quero que acredite que respeito a sua opinião e acho que você tem todo o direito de expressá-la, inclusive comparando a crueldade em relação aos animais com o holocausto, que, afinal, foi o ponto de partida dessa discussão toda.</p>
<p>Um abraço e desejo uma ótima semana para você.</p>
<p>Raul.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ed Chaos</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2009/03/26/holocausto-no-seu-prato/#comment-2889</link>
		<dc:creator><![CDATA[Ed Chaos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Mar 2009 19:30:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://direitosfundamentais.net/?p=1357#comment-2889</guid>
		<description><![CDATA[Eu não iria mais postar nesse tópico pois ando um pouco sem tempo, mas não posso deixar de refutar argumentos tão honestamente , e diga-se de passagem tão bem colocados como os do amigo Raúl, se é que posso chamá-lo assim, mas quem me provoca intelectualmente, me fortalece, e quem me fortalece é meu amigo. 
Irei responder suas perguntas conforme foram colocadas nos tópicos.


PONTO 2
“Objeção 1) Por que você excluiu os vegetais da categoria “espécie terrestre”? Por que você excluiu as bactérias também?”

R: Primeiro porque as árvores, e toda a gama de vegetais são feitos para servir mesmo de alimento, elas dão frutos, legumes, etc. Você não mata ou fere uma planta quando se alimenta dela. Esse é o propósito dos frutos e legumes. Segundo porque não há como preservar bactérias, pois nós sequer as vemos a olho nu. É impossível. E o principal, muitas delas nos trazem doenças gravíssimas. 


“Objeção 2) Por que há um “dever de harmonia”? O que fundamenta esse dever? Na minha opinião, todo dever (moral ou jurídico) tem um fundamento que valida a sua exigência. O torna essa exigência (viver em harmonia com todos os seres animais) válida? A natureza é assim? Há harmonia na natureza, no que diz respeito à relação entre os animais? O leão que caça e come o cervo está em harmonia com ele? A raposa que mata e come a galinha está em harmonia com ela? O leopardo que ataca e come o búfalo está em harmonia com ele? Preciso de um conceito mais claro de “harmonia”, porque na minha visão há pouca “harmonia” nas relações entre animais de espécies diferentes (e até dentro da mesma espécie).”

R: O dever de harmonia tem embasamento moral não só do homem individual, mas da humanidade em relação ao planeta em que ela vive. Não estou querendo criar regras e normas intergaláticas (o que seria ridículo nesse momento de evolução nosso), mas com certeza se um dia e espécie humana terráquea vier a habitar mais de um planeta, com certeza regras serão necessárias para se cuidar dos mundos habitados. Atualmente deveríamos apenas preservar e co-habitar harmoniosamente nosso planeta.

Há harmonia sim entre os animais, o leão que caça e come o cervo está em harmonia com seu meio, pois esse é o “habitat” de ambos. Esse não é nosso “habitat”. Não cabe a nós julgar os instintos e necessidades deles, mas tão-somente preservá-los. O cervo não nasceu para ser comido pelo leão, mas tenho certeza que ele quando nasce, já sabe que o leão é seu predador, se assim não fosse, porque os bandos de zebras correm dos leões mesmo antes deles atacá-los, mas não correm de um rinoceronte que é duas vezes maior. Pela lógica, a zebra deveria esperar o leão atacar uma outra zebra para ver do  que ele é capaz, pra depois fugir dele, mas não, o instinto da zebra é fugir do leão, e não do rinoceronte, que a meu ver parece ser muito mais intimidador. A harmonia não significa algo calmo ou pacífico, mas algo harmonioso, basta ver o conceito musical de harmonia, muitas vezes temos acordes diminutos, com sétima e nona, que sozinhos seriam um ruído, mas na cadência em que se encaixam soam simplesmente perfeitos.


PONTO 03
“Objeção 1) Os animais não podem se voltar contra nós? Não estou certo quanto a isso.”

R: Não, eles não podem. Você acha que os gorilas teriam condições de se reunir e atacar cidades destruindo os edifícios e matando os seres humanos? Chega a soar bizarra essa hipótese.


“Objeção 2) Não é apenas o indivíduo humano que domina os animais ditos irracionais. Os animais não-humanos também dominam outros animais não-humanos. A aranha captura o inseto e guarda no seu “depósito” de alimentos. O pássaro captura os vermes e se banqueteia com seus filhotes. A abelha-rainha fica só curtindo enquanto as operárias fazem todo o trabalho. A nossa “dominação” sobre os animais ditos irracionais é circunstancial, segundo o que eu penso. Se as condições mudarem é plenamente possível que nós fiquemos à mercê deles.”

R: Acho que a resposta dessa pergunta já foi dada.


Objeção 3) “Todos somos animais”, você diz. Mas o que nos torna animais “especiais” em relação aos outros, Chaos? Por que devemos cuidar dos outros animais se eles não se cuidam entre si, mas apenas vão tentando sobreviver dia após dia? Por que o tamanduá não deixa as formigas viverem a vida delas? Por que o jacaré que comeu o cara que tava nadando no rio não o deixou viver a sua vida? Acho que você está pressupondo alguma superioridade do homem em relação aos outros animais para poder dizer que o homem tem esse dever em relação a eles, mesmo que eles não tenham em relação a nós ou entre eles próprios. Não vejo outra forma.

R: O que nos torna especiais é nosso senso de responsabilidade moral e nossa intelectualidade. 
Sobre o modo de vida dos animais já respondi quando falei da harmonia.
O homem não tem dever em relação aos animais em si, mas no que concerne ao desenvolvimento sustentável do mundo em todas suas vertentes possíveis, inclusive quanto a viver em harmonia com outros seres terrestres e preservar a flora desse planeta.


PONTO 04
“Você está pressupondo que o homem é mau ao dominar os animais, mesmo que a natureza o tenha dotado de meios para isso. Mas não há maldade em um leopardo usar de suas habilidades para pegar um cervo. Gostaria de saber por quê.”

R: Justamente pelo que disse ali em cima, o homem é mais evoluído, possui senso de responsabilidade moral e intelectualidade. 
Os animais, por enquanto, já que não são dotados desses atributos, precisam da nossa tutela, eles apenas precisam ter o direito de viver naturalmente. Nós não podemos simplesmente chegar e tomar isso deles. É injusto e arbitrário.


PONTO 05
“Normalmente eu costumo ridicularizar argumento desse tipo, Chaos. Mas vou respeitar a sua honestidade. Você foi muito sincero. Acredito realmente que fala com o coração. Mas quero que entenda que há muitas pessoas que não vêem as coisas deste modo. A mundo natural não é tão “lindo” assim, Chaos. No mundo “natural” há muita matança, destruição (furacões, tornados, terremotos etc.), egoísmo, traição, de modo que essas coisas não são exclusividade do mundo dos humanos.”

R: Eu já havia percebido que você é um tanto quanto cético e que de plano iria refutar e ridicularizar essa minha técnica argumentativa, mas mesmo assim quis trazer um pouco de empirismo para a discussão para que ela se tornasse um pouco mais intensa. Mas você não me disse se você vê ou não o mundo dessa forma. Eu não disse em nenhum momento que o mundo é lindo, ele tem fases e fases, e furacões, terremotos e tsunamis podem fazer parte dele, e mesmo assim ele pode continuar sendo harmônico. O que não é normal são coisas que o homem usa para desvirtuar seu caminho natural, coisas tais como HAARP, AIDS, uso da fé religiosa para fomentar guerras, etc.


PONTO 06
“De pleno acordo. O mundo está uma bagunça e o homem tem muita culpa nisso. Algo precisa ser feito e por isso sou plenamente a favor de discussões profundas sobre a necessidade de tratar o ambiente com responsabilidade. Mas isso nada tem a ver com o “direito dos animais”, no meu entender, mas tem a ver com o direito dos homens de viverem em um ambiente equilibrado.”

R: Um ambiente que não esteja lotado de lixos tóxicos, aterros sanitários que poluem os solos, rios poluídos, pesca e caça desenfreada em busca de lucro, ar totalmente corrompido, florestas queimadas, desmatadas e represadas, atmosfera lotada de satélites e lixos nucleares, com certeza além de ser uma ambiente ecologicamente equilibrado para os homens, também o será para os animais.

Veja bem, minha idéia não é estender o homicídio para o assassinato de animais, não é o direito dos animais que deve ser o cume da discussão, mas sim a responsabilidade do homem para com o ambiente em que vive, inclusive o dever de proteger outros animais.


PONTO 07
Objeção 1) Qual a função do homem, Chaos? Viver sua vida e desenvolver suas potencialidades sem perturbar os outros animais, exceto em estado de necessidade ou em legítima defesa? E por que os outros animais podem viver suas vidas matando-se uns aos outros? Ou temos o dever de impedir isso também?

R: Sim, exatamente. A partir do momento que para conseguir algo você precisa sacrificar vidas alheias, algo está acontecendo de errado.
A outra parte já respondi quando falei da harmonia.


Objeção 2) Somos insiginificantes, eu concordo. O leão também, a barata também, a aranha também, a mosca também. E cada um tenta sobreviver da melhor forma possível de acordo com o que a natureza lhe deu.

R: Sobreviver, ou melhor, viver, pressupõe uma existência que não interfira na existência alheia. Desde quando temos o direito de decidir o destino de outras espécies? Quem nos deu a tutela sobre o direito de viver das outras espécies? E se por acaso tivéssemos essa tutela legítima, estaríamos realmente resguardando seus direitos?


PONTO 08
Não é verdade, Chaos. Além do dano material, trata-se de um crime, e um crime até relativamente grave. Mas eu entendi o que você quis dizer, claro. Você quis dizer que o macaco tem uma carga genética quase idêntica a do homem e, por isso, deveria ser um crime de igual ou de quase igual gravidade. Não concordo com isso. O que determina a gravidade de um ato ilícito não é exatamente a carga genética da vítima. O homicídio simples (matar uma pessoa já nascida) é uma conduta punida com pena de 6 a 20 anos de reclusão. Mas matar um pessoa em período de gestação (imagine uma gestação de 8 meses) tem pena diferente, de 1 a 4 anos de reclusão, se houver o consentimento da gestante. A composição genética das vítimas é 100% idêntica, Chaos. Ou você acha que o aborto deveria ser punido com a mesma pena do homicídio? Detalhe: ainda tem o pessoal que defende os direitos do pobre chimpanzé, que tem o DNA 99,4% igual ao de um homem, e é a favor da eliminação de um ser (feto) que tem DNA 100% igual a de um homem (nascido). Coerência mandou lembranças; disse que tem saudade.

R: Eu não disse que pelo fato do macaco ter uma carga genética quase idêntica a do homem, deveria se tratar um crime de igual ou de quase igual gravidade. Eu só quis mostrar como nós subjugamos o direito de outras espécies. Particularmente até acho que muitos crimes contra os homens deveriam ter punições mais severas.

Eu entendi o que você quis dizer quando comparou o homicídio ao aborto, contudo isso foi um critério usado pelo legislador, temos também a eutanásia, etc. que segue essa sua linha de raciocínio, de que pelo mesmo DNA, teríamos a tutela de um mesmo direito sendo feita de forma progressiva. Mas esse não foi o ponto que quis abordar na questão.

Acho que você exagerou, não fui nada incoerente, posso ter sido sim mal interpretado por ter feito uma redação tosca, mas espero que você tenha entendido o meu ponto de vista agora, eu só quis alertar que nós somos especistas de nascença, pouco nos importamos para a vida ou a dignidade de outras espécies. 


PONTO 09
“Aaaaaaaahhhhhhhhh! Então somos superiores!!! Então, segundo sua opinião, é o nosso senso de responsabilidade, ou seja, nossa consciência ética, que nos torna maus por nos alimentarmos dos outros animais. Ele se matam, mas não têm consciência ética. Logo, não são maus. Entendi. Mas temos problema aqui, Chaos. Na verdade, dois. (1) Se somos superiores aos outros animais não somos iguais a eles e não é justo tratar igualmente os desiguais; (2) ter consciência ética apenas implica em lidar com os conceitos de “certo” e “errado”, sendo um “dever” evitar o “errado”. Mas é preciso estabelecer um critério para diferenciar o “certo” do “errado”, Chaos. Você diz que é “errado” se alimentar com carne de frango e se vestir com pelo de chincila e diz que isso é “errado” porque temos consciência ética. E usa a expressão apelativa: “tirar os sangue de nossas mãos”. Eu pergunto: por que não é “errado” também matar e se alimentar de vegetais, manchando as nossas mãos de seiva? Por que a nossa consciência ética não torna essa conduta “errada” também? Qual é o critério para dizer o que é “certo” comer e o que é “errado” comer?”

R: Confesso que a expressão foi apelativa e desnecessária, não sei porque a coloquei, mas sabia que ela seria motivo ou de chacota ou de críticas.

Sobre essa parte dos vegetais, ou de porque os animais podem se matar e nós não podemos matá-los, espero que já tenha sido bem explicado quando disse sobre harmonia.

A propósito, não há outra forma do leão se alimentar a não ser de carne, ele nasceu para isso, seu biótipo é para caçar, é da sua natureza. As suas vítimas sabem que o leão é seu predador, e sabem que devem evitá-lo. Nós não, nós felizmente estamos acima disso tudo, nós não precisamos caçar. O critério para dizer o que é certo e errado de comer é o que a natureza nos deu. Você nunca verá um leão comendo arbustos e nem uma zebra comendo um antílope.
Só para constar, o ser humano é uma aberração da natureza, ele tem biótipo de herbívoro, possui caninos e trato digestivo de herbívoros, mas os olhos, esses são de grandes predadores. 

“Grandes poderes trazem consigo grandes responsabilidades” (Spider Man).

É muito fácil sermos desidiosos e insensíveis quando o problema não é conosco, não é?


PONTO 10
“Uma pessoa que mata uma barata (e até se alimenta dela, mesmo dispondo de outros meios para se nutrir) é irresponsável e insensível, Chaos? Você dá essa denominação a esse tipo de pessoa?”

R: Não é insensível nem irresponsável, se ela matou para se alimentar. Pode ser para os padrões normais um pouco nojento, mas ela tem esse direito. O que é diferente de criarmos galinhas em granjas para botar ovos o dia todo, ou criarmos elas só para matá-las e comê-las. A industrialização disso tudo a sede de se obter lucro é que faz o homem sair da normalidade para começar a ser cruel. A linha é tênue, mas ainda assim pode ser diferenciada.


PONTO 11
“Peraí, Chaos. Não entendi. Primeiro você diz que o problema é matar, porque matar uma galinha é o mesmo que matar um homem. Depois você diz que o problema é submeter um animal qualquer a situações degradantes. Não entendi mesmo.”

R: Existe algum problema em matar um homem? Existe problema em submeter um homem a tortura e a situações degradantes?

Em ambos casos há problemas, um não exclui o outro de maneira alguma.



FINALIZANDO
Eu estou aberto à possibilidade de mudar de opinião diante da força persuasiva dos seus argumentos. Não considero JAMAIS meus pontos de vista como sendo imutáveis, contudo assim como você, eu preciso de lógica, de coerência no raciocínio, e eu gosto de ser convencido do contrário, apesar de dificilmente alguém aparecer com bons argumentos persuasivos que o façam.

Depois desse seu último post tive a curiosidade de “googar” seu nome e li um posto seu aqui nesse blog mesmo sobre a foto da Carol Castro, e devo admitir que sua explanação não foi menos que brilhante e altamente persuasiva, argumentativa e lógica. Apesar de que eu não concorde com a limitação ao princípio da liberdade de expressão, contudo isso é outro episódio... rs.


Abraço a todos.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não iria mais postar nesse tópico pois ando um pouco sem tempo, mas não posso deixar de refutar argumentos tão honestamente , e diga-se de passagem tão bem colocados como os do amigo Raúl, se é que posso chamá-lo assim, mas quem me provoca intelectualmente, me fortalece, e quem me fortalece é meu amigo.<br />
Irei responder suas perguntas conforme foram colocadas nos tópicos.</p>
<p>PONTO 2<br />
“Objeção 1) Por que você excluiu os vegetais da categoria “espécie terrestre”? Por que você excluiu as bactérias também?”</p>
<p>R: Primeiro porque as árvores, e toda a gama de vegetais são feitos para servir mesmo de alimento, elas dão frutos, legumes, etc. Você não mata ou fere uma planta quando se alimenta dela. Esse é o propósito dos frutos e legumes. Segundo porque não há como preservar bactérias, pois nós sequer as vemos a olho nu. É impossível. E o principal, muitas delas nos trazem doenças gravíssimas. </p>
<p>“Objeção 2) Por que há um “dever de harmonia”? O que fundamenta esse dever? Na minha opinião, todo dever (moral ou jurídico) tem um fundamento que valida a sua exigência. O torna essa exigência (viver em harmonia com todos os seres animais) válida? A natureza é assim? Há harmonia na natureza, no que diz respeito à relação entre os animais? O leão que caça e come o cervo está em harmonia com ele? A raposa que mata e come a galinha está em harmonia com ela? O leopardo que ataca e come o búfalo está em harmonia com ele? Preciso de um conceito mais claro de “harmonia”, porque na minha visão há pouca “harmonia” nas relações entre animais de espécies diferentes (e até dentro da mesma espécie).”</p>
<p>R: O dever de harmonia tem embasamento moral não só do homem individual, mas da humanidade em relação ao planeta em que ela vive. Não estou querendo criar regras e normas intergaláticas (o que seria ridículo nesse momento de evolução nosso), mas com certeza se um dia e espécie humana terráquea vier a habitar mais de um planeta, com certeza regras serão necessárias para se cuidar dos mundos habitados. Atualmente deveríamos apenas preservar e co-habitar harmoniosamente nosso planeta.</p>
<p>Há harmonia sim entre os animais, o leão que caça e come o cervo está em harmonia com seu meio, pois esse é o “habitat” de ambos. Esse não é nosso “habitat”. Não cabe a nós julgar os instintos e necessidades deles, mas tão-somente preservá-los. O cervo não nasceu para ser comido pelo leão, mas tenho certeza que ele quando nasce, já sabe que o leão é seu predador, se assim não fosse, porque os bandos de zebras correm dos leões mesmo antes deles atacá-los, mas não correm de um rinoceronte que é duas vezes maior. Pela lógica, a zebra deveria esperar o leão atacar uma outra zebra para ver do  que ele é capaz, pra depois fugir dele, mas não, o instinto da zebra é fugir do leão, e não do rinoceronte, que a meu ver parece ser muito mais intimidador. A harmonia não significa algo calmo ou pacífico, mas algo harmonioso, basta ver o conceito musical de harmonia, muitas vezes temos acordes diminutos, com sétima e nona, que sozinhos seriam um ruído, mas na cadência em que se encaixam soam simplesmente perfeitos.</p>
<p>PONTO 03<br />
“Objeção 1) Os animais não podem se voltar contra nós? Não estou certo quanto a isso.”</p>
<p>R: Não, eles não podem. Você acha que os gorilas teriam condições de se reunir e atacar cidades destruindo os edifícios e matando os seres humanos? Chega a soar bizarra essa hipótese.</p>
<p>“Objeção 2) Não é apenas o indivíduo humano que domina os animais ditos irracionais. Os animais não-humanos também dominam outros animais não-humanos. A aranha captura o inseto e guarda no seu “depósito” de alimentos. O pássaro captura os vermes e se banqueteia com seus filhotes. A abelha-rainha fica só curtindo enquanto as operárias fazem todo o trabalho. A nossa “dominação” sobre os animais ditos irracionais é circunstancial, segundo o que eu penso. Se as condições mudarem é plenamente possível que nós fiquemos à mercê deles.”</p>
<p>R: Acho que a resposta dessa pergunta já foi dada.</p>
<p>Objeção 3) “Todos somos animais”, você diz. Mas o que nos torna animais “especiais” em relação aos outros, Chaos? Por que devemos cuidar dos outros animais se eles não se cuidam entre si, mas apenas vão tentando sobreviver dia após dia? Por que o tamanduá não deixa as formigas viverem a vida delas? Por que o jacaré que comeu o cara que tava nadando no rio não o deixou viver a sua vida? Acho que você está pressupondo alguma superioridade do homem em relação aos outros animais para poder dizer que o homem tem esse dever em relação a eles, mesmo que eles não tenham em relação a nós ou entre eles próprios. Não vejo outra forma.</p>
<p>R: O que nos torna especiais é nosso senso de responsabilidade moral e nossa intelectualidade.<br />
Sobre o modo de vida dos animais já respondi quando falei da harmonia.<br />
O homem não tem dever em relação aos animais em si, mas no que concerne ao desenvolvimento sustentável do mundo em todas suas vertentes possíveis, inclusive quanto a viver em harmonia com outros seres terrestres e preservar a flora desse planeta.</p>
<p>PONTO 04<br />
“Você está pressupondo que o homem é mau ao dominar os animais, mesmo que a natureza o tenha dotado de meios para isso. Mas não há maldade em um leopardo usar de suas habilidades para pegar um cervo. Gostaria de saber por quê.”</p>
<p>R: Justamente pelo que disse ali em cima, o homem é mais evoluído, possui senso de responsabilidade moral e intelectualidade.<br />
Os animais, por enquanto, já que não são dotados desses atributos, precisam da nossa tutela, eles apenas precisam ter o direito de viver naturalmente. Nós não podemos simplesmente chegar e tomar isso deles. É injusto e arbitrário.</p>
<p>PONTO 05<br />
“Normalmente eu costumo ridicularizar argumento desse tipo, Chaos. Mas vou respeitar a sua honestidade. Você foi muito sincero. Acredito realmente que fala com o coração. Mas quero que entenda que há muitas pessoas que não vêem as coisas deste modo. A mundo natural não é tão “lindo” assim, Chaos. No mundo “natural” há muita matança, destruição (furacões, tornados, terremotos etc.), egoísmo, traição, de modo que essas coisas não são exclusividade do mundo dos humanos.”</p>
<p>R: Eu já havia percebido que você é um tanto quanto cético e que de plano iria refutar e ridicularizar essa minha técnica argumentativa, mas mesmo assim quis trazer um pouco de empirismo para a discussão para que ela se tornasse um pouco mais intensa. Mas você não me disse se você vê ou não o mundo dessa forma. Eu não disse em nenhum momento que o mundo é lindo, ele tem fases e fases, e furacões, terremotos e tsunamis podem fazer parte dele, e mesmo assim ele pode continuar sendo harmônico. O que não é normal são coisas que o homem usa para desvirtuar seu caminho natural, coisas tais como HAARP, AIDS, uso da fé religiosa para fomentar guerras, etc.</p>
<p>PONTO 06<br />
“De pleno acordo. O mundo está uma bagunça e o homem tem muita culpa nisso. Algo precisa ser feito e por isso sou plenamente a favor de discussões profundas sobre a necessidade de tratar o ambiente com responsabilidade. Mas isso nada tem a ver com o “direito dos animais”, no meu entender, mas tem a ver com o direito dos homens de viverem em um ambiente equilibrado.”</p>
<p>R: Um ambiente que não esteja lotado de lixos tóxicos, aterros sanitários que poluem os solos, rios poluídos, pesca e caça desenfreada em busca de lucro, ar totalmente corrompido, florestas queimadas, desmatadas e represadas, atmosfera lotada de satélites e lixos nucleares, com certeza além de ser uma ambiente ecologicamente equilibrado para os homens, também o será para os animais.</p>
<p>Veja bem, minha idéia não é estender o homicídio para o assassinato de animais, não é o direito dos animais que deve ser o cume da discussão, mas sim a responsabilidade do homem para com o ambiente em que vive, inclusive o dever de proteger outros animais.</p>
<p>PONTO 07<br />
Objeção 1) Qual a função do homem, Chaos? Viver sua vida e desenvolver suas potencialidades sem perturbar os outros animais, exceto em estado de necessidade ou em legítima defesa? E por que os outros animais podem viver suas vidas matando-se uns aos outros? Ou temos o dever de impedir isso também?</p>
<p>R: Sim, exatamente. A partir do momento que para conseguir algo você precisa sacrificar vidas alheias, algo está acontecendo de errado.<br />
A outra parte já respondi quando falei da harmonia.</p>
<p>Objeção 2) Somos insiginificantes, eu concordo. O leão também, a barata também, a aranha também, a mosca também. E cada um tenta sobreviver da melhor forma possível de acordo com o que a natureza lhe deu.</p>
<p>R: Sobreviver, ou melhor, viver, pressupõe uma existência que não interfira na existência alheia. Desde quando temos o direito de decidir o destino de outras espécies? Quem nos deu a tutela sobre o direito de viver das outras espécies? E se por acaso tivéssemos essa tutela legítima, estaríamos realmente resguardando seus direitos?</p>
<p>PONTO 08<br />
Não é verdade, Chaos. Além do dano material, trata-se de um crime, e um crime até relativamente grave. Mas eu entendi o que você quis dizer, claro. Você quis dizer que o macaco tem uma carga genética quase idêntica a do homem e, por isso, deveria ser um crime de igual ou de quase igual gravidade. Não concordo com isso. O que determina a gravidade de um ato ilícito não é exatamente a carga genética da vítima. O homicídio simples (matar uma pessoa já nascida) é uma conduta punida com pena de 6 a 20 anos de reclusão. Mas matar um pessoa em período de gestação (imagine uma gestação de 8 meses) tem pena diferente, de 1 a 4 anos de reclusão, se houver o consentimento da gestante. A composição genética das vítimas é 100% idêntica, Chaos. Ou você acha que o aborto deveria ser punido com a mesma pena do homicídio? Detalhe: ainda tem o pessoal que defende os direitos do pobre chimpanzé, que tem o DNA 99,4% igual ao de um homem, e é a favor da eliminação de um ser (feto) que tem DNA 100% igual a de um homem (nascido). Coerência mandou lembranças; disse que tem saudade.</p>
<p>R: Eu não disse que pelo fato do macaco ter uma carga genética quase idêntica a do homem, deveria se tratar um crime de igual ou de quase igual gravidade. Eu só quis mostrar como nós subjugamos o direito de outras espécies. Particularmente até acho que muitos crimes contra os homens deveriam ter punições mais severas.</p>
<p>Eu entendi o que você quis dizer quando comparou o homicídio ao aborto, contudo isso foi um critério usado pelo legislador, temos também a eutanásia, etc. que segue essa sua linha de raciocínio, de que pelo mesmo DNA, teríamos a tutela de um mesmo direito sendo feita de forma progressiva. Mas esse não foi o ponto que quis abordar na questão.</p>
<p>Acho que você exagerou, não fui nada incoerente, posso ter sido sim mal interpretado por ter feito uma redação tosca, mas espero que você tenha entendido o meu ponto de vista agora, eu só quis alertar que nós somos especistas de nascença, pouco nos importamos para a vida ou a dignidade de outras espécies. </p>
<p>PONTO 09<br />
“Aaaaaaaahhhhhhhhh! Então somos superiores!!! Então, segundo sua opinião, é o nosso senso de responsabilidade, ou seja, nossa consciência ética, que nos torna maus por nos alimentarmos dos outros animais. Ele se matam, mas não têm consciência ética. Logo, não são maus. Entendi. Mas temos problema aqui, Chaos. Na verdade, dois. (1) Se somos superiores aos outros animais não somos iguais a eles e não é justo tratar igualmente os desiguais; (2) ter consciência ética apenas implica em lidar com os conceitos de “certo” e “errado”, sendo um “dever” evitar o “errado”. Mas é preciso estabelecer um critério para diferenciar o “certo” do “errado”, Chaos. Você diz que é “errado” se alimentar com carne de frango e se vestir com pelo de chincila e diz que isso é “errado” porque temos consciência ética. E usa a expressão apelativa: “tirar os sangue de nossas mãos”. Eu pergunto: por que não é “errado” também matar e se alimentar de vegetais, manchando as nossas mãos de seiva? Por que a nossa consciência ética não torna essa conduta “errada” também? Qual é o critério para dizer o que é “certo” comer e o que é “errado” comer?”</p>
<p>R: Confesso que a expressão foi apelativa e desnecessária, não sei porque a coloquei, mas sabia que ela seria motivo ou de chacota ou de críticas.</p>
<p>Sobre essa parte dos vegetais, ou de porque os animais podem se matar e nós não podemos matá-los, espero que já tenha sido bem explicado quando disse sobre harmonia.</p>
<p>A propósito, não há outra forma do leão se alimentar a não ser de carne, ele nasceu para isso, seu biótipo é para caçar, é da sua natureza. As suas vítimas sabem que o leão é seu predador, e sabem que devem evitá-lo. Nós não, nós felizmente estamos acima disso tudo, nós não precisamos caçar. O critério para dizer o que é certo e errado de comer é o que a natureza nos deu. Você nunca verá um leão comendo arbustos e nem uma zebra comendo um antílope.<br />
Só para constar, o ser humano é uma aberração da natureza, ele tem biótipo de herbívoro, possui caninos e trato digestivo de herbívoros, mas os olhos, esses são de grandes predadores. </p>
<p>“Grandes poderes trazem consigo grandes responsabilidades” (Spider Man).</p>
<p>É muito fácil sermos desidiosos e insensíveis quando o problema não é conosco, não é?</p>
<p>PONTO 10<br />
“Uma pessoa que mata uma barata (e até se alimenta dela, mesmo dispondo de outros meios para se nutrir) é irresponsável e insensível, Chaos? Você dá essa denominação a esse tipo de pessoa?”</p>
<p>R: Não é insensível nem irresponsável, se ela matou para se alimentar. Pode ser para os padrões normais um pouco nojento, mas ela tem esse direito. O que é diferente de criarmos galinhas em granjas para botar ovos o dia todo, ou criarmos elas só para matá-las e comê-las. A industrialização disso tudo a sede de se obter lucro é que faz o homem sair da normalidade para começar a ser cruel. A linha é tênue, mas ainda assim pode ser diferenciada.</p>
<p>PONTO 11<br />
“Peraí, Chaos. Não entendi. Primeiro você diz que o problema é matar, porque matar uma galinha é o mesmo que matar um homem. Depois você diz que o problema é submeter um animal qualquer a situações degradantes. Não entendi mesmo.”</p>
<p>R: Existe algum problema em matar um homem? Existe problema em submeter um homem a tortura e a situações degradantes?</p>
<p>Em ambos casos há problemas, um não exclui o outro de maneira alguma.</p>
<p>FINALIZANDO<br />
Eu estou aberto à possibilidade de mudar de opinião diante da força persuasiva dos seus argumentos. Não considero JAMAIS meus pontos de vista como sendo imutáveis, contudo assim como você, eu preciso de lógica, de coerência no raciocínio, e eu gosto de ser convencido do contrário, apesar de dificilmente alguém aparecer com bons argumentos persuasivos que o façam.</p>
<p>Depois desse seu último post tive a curiosidade de “googar” seu nome e li um posto seu aqui nesse blog mesmo sobre a foto da Carol Castro, e devo admitir que sua explanação não foi menos que brilhante e altamente persuasiva, argumentativa e lógica. Apesar de que eu não concorde com a limitação ao princípio da liberdade de expressão, contudo isso é outro episódio&#8230; rs.</p>
<p>Abraço a todos.</p>
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