Jurisprudência de Portugal

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Nós, brasileiros, temos a mania feia de fazer piadas de portugueses, só porque a lógica de Portugal difere um pouco da lógica brasileira. :-)

Sei que o blog é lido por muitos portugueses e, como estou em terra alheia, sei que não é de bom tom ficar reproduzindo piadas preconceituosas, com as quais não concordo e não acho a menor graça. :-)

Porém, quando vi a decisão abaixo, não resisti, até porque não se trata de piada, mas de uma situação real.

Trata-se de uma decisão judicial em processo de execução em que o juiz “reduziu” a penhora de 1/6 para 1/5 dos vencimentos recebidos pelo executado! Tudo para favorecê-lo!!!

Se eu fosse o executado, pediria ao juiz para “aumentar” a penhora para 1/1000, a fim de garantir melhor o juízo. :-)

A decisão pode ser lida aqui. (extraída do blog “De Rerum Natura”).

6 Respostas para “Jurisprudência de Portugal”

  1. hugosegundo Diz:

    Hahahahahahaha!!
    Esse post está muito bom. Principalmente porque diz não fazer aquilo que acaba fazendo.
    E por falar em diferenças culturais, você sabe como se diz, no português de Portugal, “tomar uma injeção nas nádegas”?
    E pegar uma fila para tomar uma injeção nas nádegas?

  2. Adriano Costa Diz:

    Juristas-blogueiros de nomeada fazendo piadas de lusitanos… Só mesmo Hugo e George!
    Como meu repertório anedótico sobre o tema é, digamos, pesado demais, me absterei de contribuir.
    Huhauhauhauhuahauhauhuhuahuahuauhahaahuh

  3. hugosegundo Diz:

    Eu não fiz piada nenhuma, Adriano.
    A coisa é séria.
    A injeção chama-se “picada”, ou, na forma mais difundida, e contraída, “pica”.
    As nádegas são designadas pelo monossílabo de duas letras que no Brasil lhes nomina o orifício central.
    Já a fila, como se sabe, conhece-se por “bicha”.
    Não é piada. É só perguntar a qualquer português.
    Agora, se o George estiver na fila, na faculdade, para tomar injeção contra a gripe, e dirigir a ele a pergunta que fiz em meu comentário anterior, com as devidas adaptações para o português de portugal… – Vais pegar a bicha para tomar p*c*a no c*?, ele vai ter que dizer que SIM!
    Ou então pedir para aplicarem no braço.

  4. Eunice Diz:

    Hehehehe… Dizem que as pessoas em geral cursam direito para se livrar da matemática. Mas devemos saber, então, que não conseguimos nos livrar dela 100%, ou seria 50%? hehehehe.

  5. Guilherme Feldens Diz:

    Essa sentença merecia ir para a Paginal Legal ehhehhe

  6. Jaime Azinheira Diz:

    Com a devida vénia ao Doutor Juiz Marmelstein Lima, lembro que em todos os lugares do mundo há sumidades em determinadas áreas do conhecimento que são completamente destituídos em outras. Claro que esta constatação não desculpa um juiz que produz uma sentença com um erro de matemática. Tanto mais sendo a matemática uma disciplina alicerçada no pensamento lógico que será, em princípio, objectivo e universal e que ele deveria dominar.
    É que, ao contrário do que diz*, não é a lógica em Portugal que é diferente, ou não seria lógica, mas a cultura e a prática da língua que é a sua mais imediata expressão.
    Claro que profissionais incompetentes ou distraídos, há-os em todas as profissões e em todos os países, sem que a dimensão cultural de um povo seja minimamente afectada por isso.

    * “a lógica de Portugal difere um pouco da lógica brasileira”.

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