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	<title>Comentários em: O Asno de Buridano, o Non Liquet e as Katchangas</title>
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	<description>Get Up, Stand Up, Stand Up For Your Rights!</description>
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		<title>Por: George Marmelstein</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2009/01/07/o-asno-de-buridano-o-non-liquet-e-as-katchangas/#comment-7091</link>
		<dc:creator><![CDATA[George Marmelstein]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Nov 2011 19:01:08 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Prezado Daniel,
reconheço que, se generalizei, o fiz inconscientemente. É óbvio que nem todos os juízes são arrogantes. Aliás, penso que não sou, mas isso já é uma atitude de arrogância. 
Certamente, farei a correção no texto para evitar a generalização. De qualquer modo, o ponto central continua: a obrigação de tudo julgar leva a uma falsa crença de omnisciência. Isso me parece inegável.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezado Daniel,<br />
reconheço que, se generalizei, o fiz inconscientemente. É óbvio que nem todos os juízes são arrogantes. Aliás, penso que não sou, mas isso já é uma atitude de arrogância.<br />
Certamente, farei a correção no texto para evitar a generalização. De qualquer modo, o ponto central continua: a obrigação de tudo julgar leva a uma falsa crença de omnisciência. Isso me parece inegável.</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: Daniel</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2009/01/07/o-asno-de-buridano-o-non-liquet-e-as-katchangas/#comment-7086</link>
		<dc:creator><![CDATA[Daniel]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Oct 2011 21:58:14 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Lamentável o comentário sobre os juízes, generalizando-os como se todos fossem arrogantes e cheios de empáfia. Ou trata-se de uma visão embasada na própria personalidade e desempenho da função ou revela uma total ignorância sobre a grande maioria dos magistrados.
O ilustre articulista, aliás, ilustre não, o excelentíssimo Juiz articulista deveria reconhecer que a generalização foi infeliz e retirar do texto tais comentários, tal qual fez em relação à inexistência do &quot;non liquet&quot;. Assim, seria ainda mais honesto com seus leitores, admitindo que também desconhece o universo da magistratura nacional. 
Ainda restariam, porém, seus alunos. Desejo-lhes melhor sorte...
Daniel Viana
Juiz do Trabalho]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Lamentável o comentário sobre os juízes, generalizando-os como se todos fossem arrogantes e cheios de empáfia. Ou trata-se de uma visão embasada na própria personalidade e desempenho da função ou revela uma total ignorância sobre a grande maioria dos magistrados.<br />
O ilustre articulista, aliás, ilustre não, o excelentíssimo Juiz articulista deveria reconhecer que a generalização foi infeliz e retirar do texto tais comentários, tal qual fez em relação à inexistência do &#8220;non liquet&#8221;. Assim, seria ainda mais honesto com seus leitores, admitindo que também desconhece o universo da magistratura nacional.<br />
Ainda restariam, porém, seus alunos. Desejo-lhes melhor sorte&#8230;<br />
Daniel Viana<br />
Juiz do Trabalho</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Orlando</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2009/01/07/o-asno-de-buridano-o-non-liquet-e-as-katchangas/#comment-7022</link>
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Orlando]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Oct 2011 13:31:15 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Interessante que em se contrapondo ao &quot;non liquet&quot;, existe o outro &quot;jura novit curia&quot;. No primeiro o juiz declina à judicância por razões cognitivas ou de foro íntimo, enquanto que, no outro, se presume &quot;ex cathedra&quot; pela excelsa sumidade do magistrado, como aquele enciclopédico que domina tudo acerca do direito, daí que nesta vertente exsurge mais outro proprio a quem julga &quot;da mihi factum dabo tibi jus&quot;. No Brasil prevalecem os dois últimos. Ainda, em face a LICC e ao CPC, o juiz não pode se eximir, mas sim, deve se valer da heterointegração da norma para suprir lacunas na legislação, supletivamente com o uso dos costumes, dos principios gerais do direito, da analogia, etc.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Interessante que em se contrapondo ao &#8220;non liquet&#8221;, existe o outro &#8220;jura novit curia&#8221;. No primeiro o juiz declina à judicância por razões cognitivas ou de foro íntimo, enquanto que, no outro, se presume &#8220;ex cathedra&#8221; pela excelsa sumidade do magistrado, como aquele enciclopédico que domina tudo acerca do direito, daí que nesta vertente exsurge mais outro proprio a quem julga &#8220;da mihi factum dabo tibi jus&#8221;. No Brasil prevalecem os dois últimos. Ainda, em face a LICC e ao CPC, o juiz não pode se eximir, mas sim, deve se valer da heterointegração da norma para suprir lacunas na legislação, supletivamente com o uso dos costumes, dos principios gerais do direito, da analogia, etc.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Henrique Carvalhais.</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2009/01/07/o-asno-de-buridano-o-non-liquet-e-as-katchangas/#comment-5249</link>
		<dc:creator><![CDATA[Henrique Carvalhais.]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Sep 2010 18:36:22 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Tomei a liberdade de citar seu blog em meu facebook. Parece que o Supremo resolveu afastar temporariamente a vedação ao &quot;non liquet&quot;. O pior é que isto nos dá a impressão de estarmos diante do personagem da fábula....]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Tomei a liberdade de citar seu blog em meu facebook. Parece que o Supremo resolveu afastar temporariamente a vedação ao &#8220;non liquet&#8221;. O pior é que isto nos dá a impressão de estarmos diante do personagem da fábula&#8230;.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ronaldo</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2009/01/07/o-asno-de-buridano-o-non-liquet-e-as-katchangas/#comment-5060</link>
		<dc:creator><![CDATA[Ronaldo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Aug 2010 22:49:41 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Na prática existe o &quot;non liquet&quot;, pois são tantos os recursos e impugnações que a justiça permite para que o juiz chegue à &quot;verdade&quot; que o processo se arrasta por décadas e aquele juiz a quem inicialmente foi atribuída a causa acabará não o julgando.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Na prática existe o &#8220;non liquet&#8221;, pois são tantos os recursos e impugnações que a justiça permite para que o juiz chegue à &#8220;verdade&#8221; que o processo se arrasta por décadas e aquele juiz a quem inicialmente foi atribuída a causa acabará não o julgando.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: cleberson bittencourt</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2009/01/07/o-asno-de-buridano-o-non-liquet-e-as-katchangas/#comment-2558</link>
		<dc:creator><![CDATA[cleberson bittencourt]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Feb 2009 17:46:41 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[muito bom esse pequeno artigo matou uma duvida muito grande sobre o assunto parabens]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>muito bom esse pequeno artigo matou uma duvida muito grande sobre o assunto parabens</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: 10 posts que voc&#234; deveria ler&#8230; : alexandreleal.com</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2009/01/07/o-asno-de-buridano-o-non-liquet-e-as-katchangas/#comment-2432</link>
		<dc:creator><![CDATA[10 posts que voc&#234; deveria ler&#8230; : alexandreleal.com]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Jan 2009 13:38:29 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[[...] O Asno de Buridano, o Non Liquet e as Katchangas publicado no Direitos Fundamentais [...]]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] O Asno de Buridano, o Non Liquet e as Katchangas publicado no Direitos Fundamentais [...]</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Thiago. - O Primeiro, e Verdadeiro- O Mais Chato.</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2009/01/07/o-asno-de-buridano-o-non-liquet-e-as-katchangas/#comment-2374</link>
		<dc:creator><![CDATA[Thiago. - O Primeiro, e Verdadeiro- O Mais Chato.]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Jan 2009 18:11:29 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://direitosfundamentais.net/?p=856#comment-2374</guid>
		<description><![CDATA[Hugo, George e Colegas,

Bastante interessante a ponderação do Hugo, coincide com um texto que recebi e estou lendo misteriosamente (!?) e que me levou a outro texto.

O texto que recebi graças a George, portanto meu muito obrigado, é : The Fundamental Rights Controversy: The Essential Contradictions of Normative Constitucional Scholarship (de Paul Brest);

O texto a que fui levado é: Unspeakable Ethics, Unnatural Law (de Arthur Allen Leff).

A epígrafe do que recebi, e que me levou ao outro, diz mais ou menos assim:

[Tudo que posso dizer é isso: Parece como se nós fossemos tudo que temos. Dado o que sabemos sobre nós mesmos e sobre cada um, isto é um extraordinário prospécto desanimador; olhando ao redor do mundo, parece que, se todos os homens são irmãos, o modelo normativo é Cain e Abel.

Nenhuma razão, nem o amor, nem mesmo o terror, parecem ter funcionado para nos fazer &quot;bons&quot;, e pior do que isso, 
não há razão porquê qualquer coisa faria. Apenas se a éthica fosse alguma coisa &quot;indizível&quot; por nós, poderia o Direito ser &quot;não natural&quot;, e então &quot;indesafiável&quot;. ] (Na verdade esta parte não está na epígrafe, mas faz parte do original, suprimido)

&quot;Como as coisas estão, tudo é para ganhar.
Não obstante:
Bombardear bebês com Napalm é ruim.
Deixar os pobres famintos é piração.
Comprar e vender uns aos outros é depravado...
Aqueles que levantaram-se para e morreram resistindo
Hitler, Stalin, Amin, e Pol Pot - e o General Custer também - ganharam a salvação.
Aqueles que consentiram mereçem ser condenados.
Tem no mundo uma coisa como maligna.
[Todos juntos agora:] SEZ WHO [QUEM DISSE?] 
Deus nos ajude.&quot; 

Expressa-se por meio desta epígrafe um grande problema existente em todas as áreas do saber, com a utilização do mote americano &quot;The Grand Sez Who&quot; ou simplesmente &quot;Sez Who&quot;, utilizado logo após alguém expressar um ponto de vista, e que serve para questionar a legitimação e a verdade ultima daquele ponto de vista. Uma conhecida batalha entre o Absolutismo e o Relativismo.

No caso do Réu citado por Hugo, ele diria ao Julgador, após ser condenado ao inferno por não agir como deveria : SEZ WHO

Se se quiser aprofundar mais, o Julgador responde: A bíblia ou ainda, a Constituição. [Fica subentendido então que elas estão certas.] Ao que o Réu Replica: Sez Who 

Ou sobre a teoria do Homem morto a cerca de 2 mil anos atrás, sobre amar as pessoas e sua morte: SEZ WHO

Ou sobre a semente, que poderia ser muito bem aquela sobre a qual Osho se refere (Parábola da semente de Mostarda):

&quot;Os discipulos perguntaram a Jesus:

Diganos: Com que se parece o Reino dos Céus?

Ele lhes disse:

É como a semente de mostarda - 
A menor dentre todas as sementes,
mas, quando cai em terra fértil,
dá origem a uma grande árvore,
que se torna abrigo para todos os pássaros do céu&quot; Indaga-se novamente: SEZ WHO

Arthur Allen Leff (Professor Leff) (1935-1981) morreu poucos anos após publicar este artigo (o a que fui levado), e era professor de Direito na Faculdade de Direito de Yale, sendo mais conhecido por uma série de artigos examinando se existe alternativa ou precedência entre Direito Legislado e a Moral. A resposta a esta indagação é negativa e ele segue as consequencias de suas conclusões lógicas.

O primeiro maior trabalho do professor Leff (Análise Econômica do Direito: Algum Realismo sobre Nominalismo) seria supostamente uma crítica ao livro Homônimo de Richard Posner. Na realidade é uma crítica do uso de qualquer metodologia singular que pretenda estipular regras normativas para Direito e Moralidade. O trabalho ainda permanece como a maior crítica ao modelo de Posner e de um modo geral a análise econômica, e é geralmente e usualmente lido nos sipósios e graduações de análise econômica.

O Prof. Leff faz duas proposições fundamentais em seu texto sobre análise econômica: (1) Que todos os modelos são apenas limitadíssimas visões do mundo real. Quando Posner enxerga o mundo por meio do modelo econômico, muito mais está escondido do que revelado. (2) Não existe sistema lógico para preferir um modelo à outro (e.g econômico, social, político etc)  a menos que sejam inseridos axiomas previamente naquele sistema lógico.

Com efeito, Leff nota que a abertura do trabalho de Posner apenas faz isso - insere uma proposição em que o comportamento econômico racional é preferível a outro comportamento.

Leff segue a perspicácia lógica de suas conclusões e verifica que, usando a lógica, similarmente não há modos para provar que qualquer ato particular, não importando qual horrível tenha sido, seja normativamente errado.

Ou, colocando de outra maneira: uma pessoa nunca poderá provar para outra pessoa que um particular grupo de atos ou comportamentos seja certo ou que um grupo diferente de comportamentos seja errado, asseverando:

&quot;E colocarei a presente situação tão clara quanto possível: Não há maneira de &#039;provar&#039; que bombardiar bebês com Napalm é  ruim exceto se se estabelecer ou definir isto em um jogo (de uma conclusão), e posteriormente deslizando isso, em sussurro, como conclusão&quot;

O Prof. Leff continuou suas críticas das tentativas de descobrir regras normativas no &quot;Direito e na Moralidade&quot;, no &quot;Direito
e na Tecnologia: Na Costa do Nulo&quot; e &quot;Ética indizível, Direito Não Natural&quot;

Nesses trabalhos o prof. Leff tenta identificar se a moralidade normativa pode existir sem Deus.

Bastante interessantes as conclusões a que chega. Este foi mais fácil encontrar porque está sediado no scribd :)]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Hugo, George e Colegas,</p>
<p>Bastante interessante a ponderação do Hugo, coincide com um texto que recebi e estou lendo misteriosamente (!?) e que me levou a outro texto.</p>
<p>O texto que recebi graças a George, portanto meu muito obrigado, é : The Fundamental Rights Controversy: The Essential Contradictions of Normative Constitucional Scholarship (de Paul Brest);</p>
<p>O texto a que fui levado é: Unspeakable Ethics, Unnatural Law (de Arthur Allen Leff).</p>
<p>A epígrafe do que recebi, e que me levou ao outro, diz mais ou menos assim:</p>
<p>[Tudo que posso dizer é isso: Parece como se nós fossemos tudo que temos. Dado o que sabemos sobre nós mesmos e sobre cada um, isto é um extraordinário prospécto desanimador; olhando ao redor do mundo, parece que, se todos os homens são irmãos, o modelo normativo é Cain e Abel.</p>
<p>Nenhuma razão, nem o amor, nem mesmo o terror, parecem ter funcionado para nos fazer "bons", e pior do que isso,<br />
não há razão porquê qualquer coisa faria. Apenas se a éthica fosse alguma coisa "indizível" por nós, poderia o Direito ser "não natural", e então "indesafiável". ] (Na verdade esta parte não está na epígrafe, mas faz parte do original, suprimido)</p>
<p>&#8220;Como as coisas estão, tudo é para ganhar.<br />
Não obstante:<br />
Bombardear bebês com Napalm é ruim.<br />
Deixar os pobres famintos é piração.<br />
Comprar e vender uns aos outros é depravado&#8230;<br />
Aqueles que levantaram-se para e morreram resistindo<br />
Hitler, Stalin, Amin, e Pol Pot &#8211; e o General Custer também &#8211; ganharam a salvação.<br />
Aqueles que consentiram mereçem ser condenados.<br />
Tem no mundo uma coisa como maligna.<br />
[Todos juntos agora:] SEZ WHO [QUEM DISSE?]<br />
Deus nos ajude.&#8221; </p>
<p>Expressa-se por meio desta epígrafe um grande problema existente em todas as áreas do saber, com a utilização do mote americano &#8220;The Grand Sez Who&#8221; ou simplesmente &#8220;Sez Who&#8221;, utilizado logo após alguém expressar um ponto de vista, e que serve para questionar a legitimação e a verdade ultima daquele ponto de vista. Uma conhecida batalha entre o Absolutismo e o Relativismo.</p>
<p>No caso do Réu citado por Hugo, ele diria ao Julgador, após ser condenado ao inferno por não agir como deveria : SEZ WHO</p>
<p>Se se quiser aprofundar mais, o Julgador responde: A bíblia ou ainda, a Constituição. [Fica subentendido então que elas estão certas.] Ao que o Réu Replica: Sez Who </p>
<p>Ou sobre a teoria do Homem morto a cerca de 2 mil anos atrás, sobre amar as pessoas e sua morte: SEZ WHO</p>
<p>Ou sobre a semente, que poderia ser muito bem aquela sobre a qual Osho se refere (Parábola da semente de Mostarda):</p>
<p>&#8220;Os discipulos perguntaram a Jesus:</p>
<p>Diganos: Com que se parece o Reino dos Céus?</p>
<p>Ele lhes disse:</p>
<p>É como a semente de mostarda &#8211;<br />
A menor dentre todas as sementes,<br />
mas, quando cai em terra fértil,<br />
dá origem a uma grande árvore,<br />
que se torna abrigo para todos os pássaros do céu&#8221; Indaga-se novamente: SEZ WHO</p>
<p>Arthur Allen Leff (Professor Leff) (1935-1981) morreu poucos anos após publicar este artigo (o a que fui levado), e era professor de Direito na Faculdade de Direito de Yale, sendo mais conhecido por uma série de artigos examinando se existe alternativa ou precedência entre Direito Legislado e a Moral. A resposta a esta indagação é negativa e ele segue as consequencias de suas conclusões lógicas.</p>
<p>O primeiro maior trabalho do professor Leff (Análise Econômica do Direito: Algum Realismo sobre Nominalismo) seria supostamente uma crítica ao livro Homônimo de Richard Posner. Na realidade é uma crítica do uso de qualquer metodologia singular que pretenda estipular regras normativas para Direito e Moralidade. O trabalho ainda permanece como a maior crítica ao modelo de Posner e de um modo geral a análise econômica, e é geralmente e usualmente lido nos sipósios e graduações de análise econômica.</p>
<p>O Prof. Leff faz duas proposições fundamentais em seu texto sobre análise econômica: (1) Que todos os modelos são apenas limitadíssimas visões do mundo real. Quando Posner enxerga o mundo por meio do modelo econômico, muito mais está escondido do que revelado. (2) Não existe sistema lógico para preferir um modelo à outro (e.g econômico, social, político etc)  a menos que sejam inseridos axiomas previamente naquele sistema lógico.</p>
<p>Com efeito, Leff nota que a abertura do trabalho de Posner apenas faz isso &#8211; insere uma proposição em que o comportamento econômico racional é preferível a outro comportamento.</p>
<p>Leff segue a perspicácia lógica de suas conclusões e verifica que, usando a lógica, similarmente não há modos para provar que qualquer ato particular, não importando qual horrível tenha sido, seja normativamente errado.</p>
<p>Ou, colocando de outra maneira: uma pessoa nunca poderá provar para outra pessoa que um particular grupo de atos ou comportamentos seja certo ou que um grupo diferente de comportamentos seja errado, asseverando:</p>
<p>&#8220;E colocarei a presente situação tão clara quanto possível: Não há maneira de &#8216;provar&#8217; que bombardiar bebês com Napalm é  ruim exceto se se estabelecer ou definir isto em um jogo (de uma conclusão), e posteriormente deslizando isso, em sussurro, como conclusão&#8221;</p>
<p>O Prof. Leff continuou suas críticas das tentativas de descobrir regras normativas no &#8220;Direito e na Moralidade&#8221;, no &#8220;Direito<br />
e na Tecnologia: Na Costa do Nulo&#8221; e &#8220;Ética indizível, Direito Não Natural&#8221;</p>
<p>Nesses trabalhos o prof. Leff tenta identificar se a moralidade normativa pode existir sem Deus.</p>
<p>Bastante interessantes as conclusões a que chega. Este foi mais fácil encontrar porque está sediado no scribd :)</p>
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