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	<title>Comentários em: Josef Klimber e os Benefícios Assistenciais</title>
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		<title>Por: Alexandre Costa</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2008/10/12/josef-klimber-e-os-beneficios-assistenciais/#comment-4258</link>
		<dc:creator>Alexandre Costa</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Jan 2010 18:22:44 +0000</pubDate>
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		<description>boa tarde !!!! Gostaria de parabenizar este Blog e de ajudar aos deficientes auditivos e surdos que tenham acesso a ele . Antes de mais nada  existe um conflito JURÍDICO DE NORMAS entre a Lei nº 7.853/89 , que foi regulamentada pelo Decreto nº 3.298/99 . O art. 4º , II , e alíneas , descrevem e tipificam quais os tipos de deficiências auditivas . Ocorre que , o Decreto nº 5.296/04 , em seu art.5º,§1º,I,&quot;b&quot; , revogou o art.4º do decreto anterior , classificando os deficientes como perda bilateral , parcial ou total com no mínimo 41 dB ou mais nos dois ouvidos . Isso foi uma aberração não só jurídica como médica . Um deficiente no Exterior , é o mesmo que temos aqui no Brasil . Como pode por exemplo na Europa e nos Estados Unidos , um DEFICIENTE AUDITIVO UNILATERAL ser considerado deficiente e aqui no Brasil não ser ? A área de saúde , não pode ser considerada como a área jurídica . O que é ilegal aqui , não é ilegal lá e vice - versa . Não se trata de costumes e tradições ou interpretações , se trata de problema físico , de ciência e isso é mundial . O que ocorreu , foi uma aplicação distorcida com intuito POLÍTICO - ECONÔMICO , para amenizar os cofres públicos dos gastos com os deficientes . Existem no Brasil , aproximadamente , 05 (cinco) milhões de DEFICIENTES AUDITIVOS de todos os níveis (unilateral - bilateral - surdo) e desta quantidade toda , 68 % são DEFICIENTES UNILATERAIS , ou seja , 3.400.000 (três milhões e quatrocentos mil) . Equivalente quase a um país de porte médio da Europa . Por isso , que o Governo Federal , mudou a legislação . Estima-se que daqui a 15 e 20 anos , esse número suba para 18 milhões de pessoas , devido os altos ruídos . Com essa mudança , aos que já possuíam a deficiência antes da revogação da lei , foram extirpados , ou seja , tiveram os seus direitos adquiridos violados . O art.5º , XXXVI da CRFB c/c art.6º , § 2º da LICC , garantem o DIREITO ADQUIRIDO . Violaram o Princípio da Irretrotividade das Leis . Os deficientes auditivos unilaterais e os deficientes auditivos bilaterais , tinham os mesmos direitos , logo havia Isonomia . Com a revogação , feriram o Princípio da Isonomia Constitucional , art. 5º , caput da CRFB . A deficiência auditiva é uma questão de Direitos Humanos , no qual o Brasil é signatário . Com isto feriram o PRINCÍPIO DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA , art. 1º , III da CRFB / 88 . O mais engraçado , é que o Decreto anterior , não foi totalmente revogado e sim alguns artigos . Portanto , cabe ressaltar que , o art. 3º , I,II,III do Decreto nº 3.298/99 , entra em conflito com o art. 5º,§1º,I,&quot;b&quot; , do Decreto nº 5.296/04 . Pois é totalmente ao contrário e se chocam . Ambos estão em vigor . Isso é explicado , pois , existem duas leis de 2000 . A Lei nº 10.048/00 e Lei nº 10.098/00 . Estavam na gaveta , pois tinha apenas 01 ano que foi aprovado o decreto revogado conforme supracitado . Com a Resolução nº 17 / 2003 do CONADE , art.2º , que considera não sendo deficientes , os DEFICIENTES AUDITIVOS UNILATERAIS , só estimulou o congresso Nacional a tirarem da gaveta e aprovarem a lei . Sem nenhuma análise técnica - jurídica e muito menos médica . Por isso que o STJ ( Superior Tribunal de Justiça ) DEFERIU através de MANDADO DE SEGURANÇA , uma DEFICIENTES AUDITIVA UNILATERAL , em concurso que fora aprovada . Alegando ser o CONADE com sua resolução , INFRACONSTITUCIONAL e não pode sobrepor a Constituição Federal e Leis Federais . Espero ter ajudado e quem quiser mais explicações , envie e-mail para alexandre.senac@bol.com.br 
Pretendo somar a este blog para ser parceiro . A finalidade é ajudar</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>boa tarde !!!! Gostaria de parabenizar este Blog e de ajudar aos deficientes auditivos e surdos que tenham acesso a ele . Antes de mais nada  existe um conflito JURÍDICO DE NORMAS entre a Lei nº 7.853/89 , que foi regulamentada pelo Decreto nº 3.298/99 . O art. 4º , II , e alíneas , descrevem e tipificam quais os tipos de deficiências auditivas . Ocorre que , o Decreto nº 5.296/04 , em seu art.5º,§1º,I,&#8221;b&#8221; , revogou o art.4º do decreto anterior , classificando os deficientes como perda bilateral , parcial ou total com no mínimo 41 dB ou mais nos dois ouvidos . Isso foi uma aberração não só jurídica como médica . Um deficiente no Exterior , é o mesmo que temos aqui no Brasil . Como pode por exemplo na Europa e nos Estados Unidos , um DEFICIENTE AUDITIVO UNILATERAL ser considerado deficiente e aqui no Brasil não ser ? A área de saúde , não pode ser considerada como a área jurídica . O que é ilegal aqui , não é ilegal lá e vice &#8211; versa . Não se trata de costumes e tradições ou interpretações , se trata de problema físico , de ciência e isso é mundial . O que ocorreu , foi uma aplicação distorcida com intuito POLÍTICO &#8211; ECONÔMICO , para amenizar os cofres públicos dos gastos com os deficientes . Existem no Brasil , aproximadamente , 05 (cinco) milhões de DEFICIENTES AUDITIVOS de todos os níveis (unilateral &#8211; bilateral &#8211; surdo) e desta quantidade toda , 68 % são DEFICIENTES UNILATERAIS , ou seja , 3.400.000 (três milhões e quatrocentos mil) . Equivalente quase a um país de porte médio da Europa . Por isso , que o Governo Federal , mudou a legislação . Estima-se que daqui a 15 e 20 anos , esse número suba para 18 milhões de pessoas , devido os altos ruídos . Com essa mudança , aos que já possuíam a deficiência antes da revogação da lei , foram extirpados , ou seja , tiveram os seus direitos adquiridos violados . O art.5º , XXXVI da CRFB c/c art.6º , § 2º da LICC , garantem o DIREITO ADQUIRIDO . Violaram o Princípio da Irretrotividade das Leis . Os deficientes auditivos unilaterais e os deficientes auditivos bilaterais , tinham os mesmos direitos , logo havia Isonomia . Com a revogação , feriram o Princípio da Isonomia Constitucional , art. 5º , caput da CRFB . A deficiência auditiva é uma questão de Direitos Humanos , no qual o Brasil é signatário . Com isto feriram o PRINCÍPIO DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA , art. 1º , III da CRFB / 88 . O mais engraçado , é que o Decreto anterior , não foi totalmente revogado e sim alguns artigos . Portanto , cabe ressaltar que , o art. 3º , I,II,III do Decreto nº 3.298/99 , entra em conflito com o art. 5º,§1º,I,&#8221;b&#8221; , do Decreto nº 5.296/04 . Pois é totalmente ao contrário e se chocam . Ambos estão em vigor . Isso é explicado , pois , existem duas leis de 2000 . A Lei nº 10.048/00 e Lei nº 10.098/00 . Estavam na gaveta , pois tinha apenas 01 ano que foi aprovado o decreto revogado conforme supracitado . Com a Resolução nº 17 / 2003 do CONADE , art.2º , que considera não sendo deficientes , os DEFICIENTES AUDITIVOS UNILATERAIS , só estimulou o congresso Nacional a tirarem da gaveta e aprovarem a lei . Sem nenhuma análise técnica &#8211; jurídica e muito menos médica . Por isso que o STJ ( Superior Tribunal de Justiça ) DEFERIU através de MANDADO DE SEGURANÇA , uma DEFICIENTES AUDITIVA UNILATERAL , em concurso que fora aprovada . Alegando ser o CONADE com sua resolução , INFRACONSTITUCIONAL e não pode sobrepor a Constituição Federal e Leis Federais . Espero ter ajudado e quem quiser mais explicações , envie e-mail para <a href="mailto:alexandre.senac@bol.com.br">alexandre.senac@bol.com.br</a><br />
Pretendo somar a este blog para ser parceiro . A finalidade é ajudar</p>
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	<item>
		<title>Por: ELVES OLIVEIRA</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2008/10/12/josef-klimber-e-os-beneficios-assistenciais/#comment-3982</link>
		<dc:creator>ELVES OLIVEIRA</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 16:23:46 +0000</pubDate>
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		<description>EU NÃO ACHO EU TENHO CERTEZA QUE ENQUANTO O JOSEF CLIMBER VERDADEIRO EXISTIR, ESSA PIADA NÃO TERA O MININO DE GRAÇA, E SE ALGUE AQUI ESTIVER AFIM DE VER AS FOTOS DELE ENTRE EM CONTATO COMIGO PELO EMAIL.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>EU NÃO ACHO EU TENHO CERTEZA QUE ENQUANTO O JOSEF CLIMBER VERDADEIRO EXISTIR, ESSA PIADA NÃO TERA O MININO DE GRAÇA, E SE ALGUE AQUI ESTIVER AFIM DE VER AS FOTOS DELE ENTRE EM CONTATO COMIGO PELO EMAIL.</p>
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	<item>
		<title>Por: EVELISE</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2008/10/12/josef-klimber-e-os-beneficios-assistenciais/#comment-3371</link>
		<dc:creator>EVELISE</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 00:17:58 +0000</pubDate>
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		<description>Dr. Parabéns pelo blog, sem dúvida incrivel.
Por outro lado, ri muityo com o vídeo e o principal.....DESCOBRI DE ONDE VEIO A INSPIRAÇÃO PARA OS PERITOS DO INSS, AO DAREM SUAS ALTAS....um abraço Evelise Simone (advogada da área previdenciária, em Mogi Mirim e região)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Dr. Parabéns pelo blog, sem dúvida incrivel.<br />
Por outro lado, ri muityo com o vídeo e o principal&#8230;..DESCOBRI DE ONDE VEIO A INSPIRAÇÃO PARA OS PERITOS DO INSS, AO DAREM SUAS ALTAS&#8230;.um abraço Evelise Simone (advogada da área previdenciária, em Mogi Mirim e região)</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: É possível um Deep Blue Jurídico? A teoria dos jogos e o direito &#171; Direitos Fundamentais - Blog</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2008/10/12/josef-klimber-e-os-beneficios-assistenciais/#comment-3004</link>
		<dc:creator>É possível um Deep Blue Jurídico? A teoria dos jogos e o direito &#171; Direitos Fundamentais - Blog</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2009 23:46:41 +0000</pubDate>
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		<description>[...] &#8220;Supletivo, supletivo&#8230;&#8221; Josef Klimber [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] &#8220;Supletivo, supletivo&#8230;&#8221; Josef Klimber [...]</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Luis</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2008/10/12/josef-klimber-e-os-beneficios-assistenciais/#comment-2753</link>
		<dc:creator>Luis</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Mar 2009 19:20:14 +0000</pubDate>
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		<description>Isso é bom para o mundo ver a vergonha que é o preconceito;se ganha dinheiro com a tristeza do alheio, ridículo essa matéria...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Isso é bom para o mundo ver a vergonha que é o preconceito;se ganha dinheiro com a tristeza do alheio, ridículo essa matéria&#8230;</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Joao Luiz Gomes</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2008/10/12/josef-klimber-e-os-beneficios-assistenciais/#comment-2334</link>
		<dc:creator>Joao Luiz Gomes</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Jan 2009 18:07:47 +0000</pubDate>
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		<description>Sugiro aos Nobres colegas, em especial ao Leonardo Resende e ao Igor, o texto abaixo:

José Edilson
   Quando chego ao INSS para mais uma jornada de trabalho (realizar perícias médicas) destaca-se entre os segurados (clientes) um jovem sentado na sala de espera. Chama-me a atenção o fato dele estar quase deitado na cadeira, de óculos escuros, como se dormindo.
   A cada perícia passo pela sala de espera, pois meus impressos saem na impressora que fica no balcão de atendimento, então, todas as vezes olhava de soslaio ás pessoas que estão aguardando, e o jovem nem se mexe, pensei comigo mesmo: “deve estar dormindo”.
   Outro hábito que tenho é o de aguardar as pessoas na porta de minha sala, por isso vi o jovem dar um pulo quando após o sinal sonoro o número de sua senha aparecer no pequeno placar colorido. Recebo-o e entramos na sala.
   É um jovem magro, puro músculo, com certeza trabalha desde sempre, tem a pele queimada pelo sol, um queixo quadrado, um sorriso enorme que deixa claro faltam pelo menos três dentes na frente, e carrega na mão um saquinho plástico cheio de papéis. 
   Quando peço que se sente ele retira o óculos e posso ver que seu olho direito apresenta uma enorme mancha branca no lugar da pupila, então faço a perícia que resumo agora seu conteúdo.
José Edílson tem 31 anos, está empregado em uma usina há três meses, é a primeira vez que trabalha registrado em sua vida, está muito bem humorado, me explica que não sabe ler e que o fiscal de turma não o deixa trabalhar enquanto não levar uma carta do médico.
   Pergunto-lhe o que aconteceu e ele explica:
   “Chego cedo da usina, então toda tarde saio pela cidade com um carrinho de mão catando coisas pra vender, assim ajuda pagar as contas do mês. Domingo tava consertando o carrinho quando um prego se fincou no meu olho direito. Foi uma dor do cão, mas consegui arrancar ele fora. Então minha mulher “fez eu” ir no médico do pronto socorro, ele não era de vista, mas  limpou meu olho e falou que eu tinha perdido a visão; tampou o olho e me mandou pra casa, falou pra segunda feira eu ir num médico de vista”. 
   “Mas segunda feira eu fui foi ir trabalhar, porque não quero perder um emprego que é tão difícil de arrumar, e a vista já ta perdida mesmo, que mais se fazer?”. Fala isso com tristeza, e se cala, fica me olhando; como eu estou calado ele continua.
   “O fiscal de turma percebeu coisa errada no meu olho e me obrigou “ir no médico”, e quando fui ver tava em Rio Preto no Hospital de Base. Os médico falaram o mesmo que o médico do Pronto Socorro, mesmo assim anestesiaram meu olho e deram pontos, e o pior, marcaram pra eu voltar lá de novo dia 30 pra operar o olho esquerdo, que nunca foi muito bom”.
   Conversei bastante com José Edílson, para convencê-lo a fazer a cirurgia (catarata congênita), pois ele estava querendo mesmo era um papel de alta para poder voltar ao trabalho. Porque ele tem NOVE filhos pra cuidar, mais a esposa Maria que tem apenas 27 anos (quando “casou” tinha 14 anos).
   José Edílson vai receber um salário mínimo durante dois ou três meses e será liberado para retornar ao trabalho, e depois, muito provavelmente nos próximos exames adimissionais que fizer, em muitos será “cortado” por ter apenas a visão monocular. 
   Esse moço que veio de Maceió com Maria e seus 9 filhos para melhorar de vida, e que é forte, decidido, corajoso, não bebe e não fuma, de uma humildade que me fez fazer bonito pra não chorar, só quer trabalhar, não quer ficar encostado no INSS, quer cortar cana e catar sucatas com sua carrocinha, é um brasileiro que não conta para os homens de colarinho branco de Brasília.
   Eu não quero imaginar agora o que vai ser de José Edílson andando pra lá e pra cá carregando toda sua documentação num saquinho plástico nas mãos, sozinho, sem dinheiro, preocupado com a família e com o emprego. E sobre sua família?????
   Ao término da perícia “assinou” o nome com dificuldades, em letra de forma, agradeceu-me muito pelos conselhos e pela atenção e despediu-se dizendo:
   “Bem que se diz que Deus é bom, perdi um olho, mas Deus me deu o tratamento pro outro olho na mesma hora; fica com Deus seu dotor!”.

Fonte:  http://www.giselefaganellolahoz.com.br/noticias/lecoluna.asp?id=1228

Concordo quando dizem que para receber benficios deveria haver uma necessidade. Mas o que dizer de atletas amputados com proteses perfeitamente adapatdas? O cego de um olho, realmente está em vantagem ao cego ou ao cadeirante, mas e em realação ao normal? Existem pessas que não consideram deficinetes os Ostomizados e quem sofre de nanismo. O fato é que um cego de um olho nao deve ser tratado como normal. Parabéns àqueles que enxergam com os dois olhos essa triste realidade dos monoculares.... Preconceitos psicologicos e na hora da atividade laboral, e acho que o LOAS somente para casos graves....</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sugiro aos Nobres colegas, em especial ao Leonardo Resende e ao Igor, o texto abaixo:</p>
<p>José Edilson<br />
   Quando chego ao INSS para mais uma jornada de trabalho (realizar perícias médicas) destaca-se entre os segurados (clientes) um jovem sentado na sala de espera. Chama-me a atenção o fato dele estar quase deitado na cadeira, de óculos escuros, como se dormindo.<br />
   A cada perícia passo pela sala de espera, pois meus impressos saem na impressora que fica no balcão de atendimento, então, todas as vezes olhava de soslaio ás pessoas que estão aguardando, e o jovem nem se mexe, pensei comigo mesmo: “deve estar dormindo”.<br />
   Outro hábito que tenho é o de aguardar as pessoas na porta de minha sala, por isso vi o jovem dar um pulo quando após o sinal sonoro o número de sua senha aparecer no pequeno placar colorido. Recebo-o e entramos na sala.<br />
   É um jovem magro, puro músculo, com certeza trabalha desde sempre, tem a pele queimada pelo sol, um queixo quadrado, um sorriso enorme que deixa claro faltam pelo menos três dentes na frente, e carrega na mão um saquinho plástico cheio de papéis.<br />
   Quando peço que se sente ele retira o óculos e posso ver que seu olho direito apresenta uma enorme mancha branca no lugar da pupila, então faço a perícia que resumo agora seu conteúdo.<br />
José Edílson tem 31 anos, está empregado em uma usina há três meses, é a primeira vez que trabalha registrado em sua vida, está muito bem humorado, me explica que não sabe ler e que o fiscal de turma não o deixa trabalhar enquanto não levar uma carta do médico.<br />
   Pergunto-lhe o que aconteceu e ele explica:<br />
   “Chego cedo da usina, então toda tarde saio pela cidade com um carrinho de mão catando coisas pra vender, assim ajuda pagar as contas do mês. Domingo tava consertando o carrinho quando um prego se fincou no meu olho direito. Foi uma dor do cão, mas consegui arrancar ele fora. Então minha mulher “fez eu” ir no médico do pronto socorro, ele não era de vista, mas  limpou meu olho e falou que eu tinha perdido a visão; tampou o olho e me mandou pra casa, falou pra segunda feira eu ir num médico de vista”.<br />
   “Mas segunda feira eu fui foi ir trabalhar, porque não quero perder um emprego que é tão difícil de arrumar, e a vista já ta perdida mesmo, que mais se fazer?”. Fala isso com tristeza, e se cala, fica me olhando; como eu estou calado ele continua.<br />
   “O fiscal de turma percebeu coisa errada no meu olho e me obrigou “ir no médico”, e quando fui ver tava em Rio Preto no Hospital de Base. Os médico falaram o mesmo que o médico do Pronto Socorro, mesmo assim anestesiaram meu olho e deram pontos, e o pior, marcaram pra eu voltar lá de novo dia 30 pra operar o olho esquerdo, que nunca foi muito bom”.<br />
   Conversei bastante com José Edílson, para convencê-lo a fazer a cirurgia (catarata congênita), pois ele estava querendo mesmo era um papel de alta para poder voltar ao trabalho. Porque ele tem NOVE filhos pra cuidar, mais a esposa Maria que tem apenas 27 anos (quando “casou” tinha 14 anos).<br />
   José Edílson vai receber um salário mínimo durante dois ou três meses e será liberado para retornar ao trabalho, e depois, muito provavelmente nos próximos exames adimissionais que fizer, em muitos será “cortado” por ter apenas a visão monocular.<br />
   Esse moço que veio de Maceió com Maria e seus 9 filhos para melhorar de vida, e que é forte, decidido, corajoso, não bebe e não fuma, de uma humildade que me fez fazer bonito pra não chorar, só quer trabalhar, não quer ficar encostado no INSS, quer cortar cana e catar sucatas com sua carrocinha, é um brasileiro que não conta para os homens de colarinho branco de Brasília.<br />
   Eu não quero imaginar agora o que vai ser de José Edílson andando pra lá e pra cá carregando toda sua documentação num saquinho plástico nas mãos, sozinho, sem dinheiro, preocupado com a família e com o emprego. E sobre sua família?????<br />
   Ao término da perícia “assinou” o nome com dificuldades, em letra de forma, agradeceu-me muito pelos conselhos e pela atenção e despediu-se dizendo:<br />
   “Bem que se diz que Deus é bom, perdi um olho, mas Deus me deu o tratamento pro outro olho na mesma hora; fica com Deus seu dotor!”.</p>
<p>Fonte:  <a href="http://www.giselefaganellolahoz.com.br/noticias/lecoluna.asp?id=1228" rel="nofollow">http://www.giselefaganellolahoz.com.br/noticias/lecoluna.asp?id=1228</a></p>
<p>Concordo quando dizem que para receber benficios deveria haver uma necessidade. Mas o que dizer de atletas amputados com proteses perfeitamente adapatdas? O cego de um olho, realmente está em vantagem ao cego ou ao cadeirante, mas e em realação ao normal? Existem pessas que não consideram deficinetes os Ostomizados e quem sofre de nanismo. O fato é que um cego de um olho nao deve ser tratado como normal. Parabéns àqueles que enxergam com os dois olhos essa triste realidade dos monoculares&#8230;. Preconceitos psicologicos e na hora da atividade laboral, e acho que o LOAS somente para casos graves&#8230;.</p>
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		<title>Por: Marília F.</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2008/10/12/josef-klimber-e-os-beneficios-assistenciais/#comment-1784</link>
		<dc:creator>Marília F.</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 21:08:16 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://direitosfundamentais.wordpress.com/?p=488#comment-1784</guid>
		<description>Boa noite professor,

Descobri este blog por acaso, e felizmente foi através deste tópico! Faço especialização em Direito Previdenciário e advogo na área, e em uma das discussões em aula, os colegas diziam quantas dificuldades ecnontravam para que o perito do INSS considerasse seus clientes como deficientes ou inválidos, alegando que sempre poderiam exercer outra profissão. No mesmo momento me lembrei de Joseph Climber, pensei que &quot;nem Joseph passaria na perícia&quot; e comecei a rir sozinha... tentei compartilhar com algumas pessoas, mas ninguém tinha a menor idéia de que vídeo eu estava falando! O senhor fez uma análise pertinente, e uma abordagem consciente apesar do tom humorístico do tópico, gostei muito dos seus exemplos, e é muito bom saber que existem juízes que sabem o que nós passamos &quot;do lado de cá&quot;, da advocacia, vendo clientes hipossuficientes e seriamente incapacitados obterem alta injustamente, sob os argumentos mais absurdos. Continue sua luta deste lado aí, que continuaremos a nossa por aqui, pois esta parceria é eficaz e necessária, já que nós tentamos fazer alguma diferença. Parabéns pelo blog!! Marília</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Boa noite professor,</p>
<p>Descobri este blog por acaso, e felizmente foi através deste tópico! Faço especialização em Direito Previdenciário e advogo na área, e em uma das discussões em aula, os colegas diziam quantas dificuldades ecnontravam para que o perito do INSS considerasse seus clientes como deficientes ou inválidos, alegando que sempre poderiam exercer outra profissão. No mesmo momento me lembrei de Joseph Climber, pensei que &#8220;nem Joseph passaria na perícia&#8221; e comecei a rir sozinha&#8230; tentei compartilhar com algumas pessoas, mas ninguém tinha a menor idéia de que vídeo eu estava falando! O senhor fez uma análise pertinente, e uma abordagem consciente apesar do tom humorístico do tópico, gostei muito dos seus exemplos, e é muito bom saber que existem juízes que sabem o que nós passamos &#8220;do lado de cá&#8221;, da advocacia, vendo clientes hipossuficientes e seriamente incapacitados obterem alta injustamente, sob os argumentos mais absurdos. Continue sua luta deste lado aí, que continuaremos a nossa por aqui, pois esta parceria é eficaz e necessária, já que nós tentamos fazer alguma diferença. Parabéns pelo blog!! Marília</p>
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	<item>
		<title>Por: Venício Ferreira</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2008/10/12/josef-klimber-e-os-beneficios-assistenciais/#comment-1760</link>
		<dc:creator>Venício Ferreira</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 12:58:28 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://direitosfundamentais.wordpress.com/?p=488#comment-1760</guid>
		<description>Estava eu simplesmente procurando informações sobre pé torto, afinal após trinta e nove anos de vida, chego a conclusão que é bem mais difícil viver com os pés tortos que o contrário, daí me deparo com este blog de texto inteligente e com um pitada de bom humor introdutória, pois o vídeo realmente é muito engraçado desde que acompanhado deste texto respeitoso.
Gostaria de me enquadrar no rol dos deficientes físicos no intuito de participar de concursos públicos mas os dois médicos que procurei a princípio não tiveram muito interesse no meu caso, não ligo a mínima e vou continuar insistindo já que uma simples ida à praia já me traz certos constrangimentos em função da curiosidade das pessoas, e a prática de atividades físicas é extremamente dolorida bem como necessito substituir com muito mais frequência meus tênis ou sapatos, por isso considero mais do que justa uma análise diferenciada nos casos de pé torto.

Um forte abraço e obrigado pelo Blog, que é sem dúvida um ótimo serviço de utilidade pública.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Estava eu simplesmente procurando informações sobre pé torto, afinal após trinta e nove anos de vida, chego a conclusão que é bem mais difícil viver com os pés tortos que o contrário, daí me deparo com este blog de texto inteligente e com um pitada de bom humor introdutória, pois o vídeo realmente é muito engraçado desde que acompanhado deste texto respeitoso.<br />
Gostaria de me enquadrar no rol dos deficientes físicos no intuito de participar de concursos públicos mas os dois médicos que procurei a princípio não tiveram muito interesse no meu caso, não ligo a mínima e vou continuar insistindo já que uma simples ida à praia já me traz certos constrangimentos em função da curiosidade das pessoas, e a prática de atividades físicas é extremamente dolorida bem como necessito substituir com muito mais frequência meus tênis ou sapatos, por isso considero mais do que justa uma análise diferenciada nos casos de pé torto.</p>
<p>Um forte abraço e obrigado pelo Blog, que é sem dúvida um ótimo serviço de utilidade pública.</p>
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