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	<title>Comentários em: Direitos Fundamentais e Quadrinhos: Sobre a &quot;Guerra Civil&quot; da Marvel</title>
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		<title>Por: Helana Gurgel</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2008/04/01/direitos-fundamentais-e-quadrinhos-sobre-a-guerra-civil-da-marvel/#comment-1133</link>
		<dc:creator>Helana Gurgel</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Sep 2008 16:41:46 +0000</pubDate>
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		<description>Alô, George, ressuscitando aqui esse post, acabei de ler uma notícia bacana sobre a série Watchmen:

Desembargadora cita HQ &#039;Watchmen&#039; em decisão contra milícias no Rio: 

A desembargadora federal Maria Helena Cisne, do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, usou a frase mais conhecida da HQ &quot;Watchmen&quot;, de Alan Moore, como epígrafe do texto da decisão que culminou na prisão de 15 pessoas acusadas de envolvimento em crimes eleitorais no Rio. A frase &quot;Who watches the Watchmen&quot; (algo como &quot;quem vigia os vigilantes&quot;) foi citada em inglês na abertura do documento, datado de 27/8/2008 e divulgado a jornalistas nesta sexta-feira (28). 

Mais em: http://g1.globo.com/Noticias/Quadrinhos/0,,MUL742199-9662,00-DESEMBARGADORA+CITA+HQ+WATCHMEN+EM+DECISAO+CONTRA+MILICIAS+NO+RIO.html

Obs: a juíza ainda citou poderoso chefão. Adorei!!! hehehe</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Alô, George, ressuscitando aqui esse post, acabei de ler uma notícia bacana sobre a série Watchmen:</p>
<p>Desembargadora cita HQ &#8216;Watchmen&#8217; em decisão contra milícias no Rio: </p>
<p>A desembargadora federal Maria Helena Cisne, do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, usou a frase mais conhecida da HQ &#8220;Watchmen&#8221;, de Alan Moore, como epígrafe do texto da decisão que culminou na prisão de 15 pessoas acusadas de envolvimento em crimes eleitorais no Rio. A frase &#8220;Who watches the Watchmen&#8221; (algo como &#8220;quem vigia os vigilantes&#8221;) foi citada em inglês na abertura do documento, datado de 27/8/2008 e divulgado a jornalistas nesta sexta-feira (28). </p>
<p>Mais em: <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Quadrinhos/0,,MUL742199-9662,00-DESEMBARGADORA+CITA+HQ+WATCHMEN+EM+DECISAO+CONTRA+MILICIAS+NO+RIO.html" rel="nofollow">http://g1.globo.com/Noticias/Quadrinhos/0,,MUL742199-9662,00-DESEMBARGADORA+CITA+HQ+WATCHMEN+EM+DECISAO+CONTRA+MILICIAS+NO+RIO.html</a></p>
<p>Obs: a juíza ainda citou poderoso chefão. Adorei!!! hehehe</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Eficácia Horizontal dos Direitos Fundamentais &#171; Direitos Fundamentais - Blog</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2008/04/01/direitos-fundamentais-e-quadrinhos-sobre-a-guerra-civil-da-marvel/#comment-629</link>
		<dc:creator>Eficácia Horizontal dos Direitos Fundamentais &#171; Direitos Fundamentais - Blog</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 May 2008 19:31:23 +0000</pubDate>
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		<description>[...] fundamentais. Aliás, foi o tema da dissertação de mestrado do Drica, colaborador do blog (aqui e aqui). (Bem que ele poderia disponibilizar o texto aqui pra gente, não é [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] fundamentais. Aliás, foi o tema da dissertação de mestrado do Drica, colaborador do blog (aqui e aqui). (Bem que ele poderia disponibilizar o texto aqui pra gente, não é [...]</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: helana g.</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2008/04/01/direitos-fundamentais-e-quadrinhos-sobre-a-guerra-civil-da-marvel/#comment-475</link>
		<dc:creator>helana g.</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Apr 2008 15:33:00 +0000</pubDate>
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		<description>É, George, o exemplo da identificação de porte de arma é até mais adequado ao contexto.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;De cara, a gente já acha que a lei é inconstitucional (como você mesmo comentou em relação ao seu &#039;feeling&#039;), pois mexe com um forte imaginário construído na nossa infância. Explico: no âmbito das revistinhas, acreditamos sempre que o herói nunca agiria contrário à Justiça, ele é a própria Justiça. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Em verdade, quando o herói  desobedece à lei, sempre o faz com o salvo-conduto de que o vilão, nesse caso, é o próprio Estado, através de algum político inescrupuloso, por exemplo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O papel do herói no imaginário infantil é tão importante que não é à toa os freudianos associarem o fim da infância à desconstituição da figura do pai-herói pelo adolescente (lembrei agora do filme &quot;Os heróis não tem idade&quot;, com o fantástico Danmey Coleman no papel do espião Jack Flack, o roteiro tratava de maneira bem icônica essa relação da perda dos idólos da infância / imdb -&gt; http://www.imdb.com/title/tt0087065/). &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Mas divago novamente!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Bem, ocorre que, mesmo que o herói represente a própria encarnação do bem, isso não autoriza o descumprimento da lei. Platão, &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;através de seu &#039;alter-ego&#039; Sócrates, já preconizava o seguimento das leis ainda que  houvesse discordância pessoal, &lt;br/&gt;impondo-se, contudo, a necessidade de contestá-las pelas vias cabíveis. O pior é que as HQ&#039;s  geralmente complicam a situação vilanizando um dos pólos maniqueísmo etc e tal), freqüentemente o Estado.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Se os heróis continuarem tendo essa posição de quarto poder, faz-se necessário uma revitalização do sistema pe pesos e contrapesos, atráves de algum controle externo de suas condutas, não? ;P O que não pode é eles continuarem à margem da lei.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Na Civil War, como o adriano relatou acima, o herói passa a ser oficial do governo, receber soldo. Isso é benéfico, até porque  fará com que ele tenha as prerrogativas do estrito cumprimento do dever legal ;)Fica parecendo uma espécie de alistamento militar obrigatório. Em alguns países da Europa (como a suíça) a prestação de serviço militar é contínua, não se resume a dois ou três anos de CPOR.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Enfim, como você disse, há muito o que se debater, vou parando por aqui.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É, George, o exemplo da identificação de porte de arma é até mais adequado ao contexto.</p>
<p>De cara, a gente já acha que a lei é inconstitucional (como você mesmo comentou em relação ao seu &#8216;feeling&#8217;), pois mexe com um forte imaginário construído na nossa infância. Explico: no âmbito das revistinhas, acreditamos sempre que o herói nunca agiria contrário à Justiça, ele é a própria Justiça. </p>
<p>Em verdade, quando o herói  desobedece à lei, sempre o faz com o salvo-conduto de que o vilão, nesse caso, é o próprio Estado, através de algum político inescrupuloso, por exemplo.</p>
<p>O papel do herói no imaginário infantil é tão importante que não é à toa os freudianos associarem o fim da infância à desconstituição da figura do pai-herói pelo adolescente (lembrei agora do filme &#8220;Os heróis não tem idade&#8221;, com o fantástico Danmey Coleman no papel do espião Jack Flack, o roteiro tratava de maneira bem icônica essa relação da perda dos idólos da infância / imdb -> <a href="http://www.imdb.com/title/tt0087065/)" rel="nofollow">http://www.imdb.com/title/tt0087065/)</a>. </p>
<p>Mas divago novamente!</p>
<p>Bem, ocorre que, mesmo que o herói represente a própria encarnação do bem, isso não autoriza o descumprimento da lei. Platão, </p>
<p>através de seu &#8216;alter-ego&#8217; Sócrates, já preconizava o seguimento das leis ainda que  houvesse discordância pessoal, <br />impondo-se, contudo, a necessidade de contestá-las pelas vias cabíveis. O pior é que as HQ&#8217;s  geralmente complicam a situação vilanizando um dos pólos maniqueísmo etc e tal), freqüentemente o Estado.</p>
<p>Se os heróis continuarem tendo essa posição de quarto poder, faz-se necessário uma revitalização do sistema pe pesos e contrapesos, atráves de algum controle externo de suas condutas, não? ;P O que não pode é eles continuarem à margem da lei.</p>
<p>Na Civil War, como o adriano relatou acima, o herói passa a ser oficial do governo, receber soldo. Isso é benéfico, até porque  fará com que ele tenha as prerrogativas do estrito cumprimento do dever legal ;)Fica parecendo uma espécie de alistamento militar obrigatório. Em alguns países da Europa (como a suíça) a prestação de serviço militar é contínua, não se resume a dois ou três anos de CPOR.</p>
<p>Enfim, como você disse, há muito o que se debater, vou parando por aqui.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: George Marmelstein</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2008/04/01/direitos-fundamentais-e-quadrinhos-sobre-a-guerra-civil-da-marvel/#comment-472</link>
		<dc:creator>George Marmelstein</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Apr 2008 13:39:00 +0000</pubDate>
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		<description>Já que se está falando de quadrinhos e super-heróis, uma interessante decisão envolvendo o super-homem (em inglês):&lt;br/&gt;http://uncivilsociety.org/siegel_superman_032608.pdf</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Já que se está falando de quadrinhos e super-heróis, uma interessante decisão envolvendo o super-homem (em inglês):<br /><a href="http://uncivilsociety.org/siegel_superman_032608.pdf" rel="nofollow">http://uncivilsociety.org/siegel_superman_032608.pdf</a></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: George Marmelstein</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2008/04/01/direitos-fundamentais-e-quadrinhos-sobre-a-guerra-civil-da-marvel/#comment-467</link>
		<dc:creator>George Marmelstein</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Apr 2008 09:56:00 +0000</pubDate>
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		<description>Helana,&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;muito bem colocadas suas palavras. E o exemplo da identificação de doentes por razões de saúde pública foi bem interessante.&lt;br/&gt;Aliás, depois que li seu comentário, lembrei também da identificação dos portadores de armas pelo Estado. Não seriam os super-heróis &quot;armas ambulantes&quot;?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;De fato, aparentemente, a inconstitucionalidade da lei não está tanto no registro em si, mas no seu uso e na sua publicidade.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Mas é algo a se debater...&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;George Marmelstein</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Helana,</p>
<p>muito bem colocadas suas palavras. E o exemplo da identificação de doentes por razões de saúde pública foi bem interessante.<br />Aliás, depois que li seu comentário, lembrei também da identificação dos portadores de armas pelo Estado. Não seriam os super-heróis &#8220;armas ambulantes&#8221;?</p>
<p>De fato, aparentemente, a inconstitucionalidade da lei não está tanto no registro em si, mas no seu uso e na sua publicidade.</p>
<p>Mas é algo a se debater&#8230;</p>
<p>George Marmelstein</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: helana g.</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2008/04/01/direitos-fundamentais-e-quadrinhos-sobre-a-guerra-civil-da-marvel/#comment-462</link>
		<dc:creator>helana g.</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Apr 2008 02:29:00 +0000</pubDate>
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		<description>Alan Moore (pra variar) foi um dos pioneiros nessa onda de humanização dos super-heróis. Bem verdade que o homem-aranha já tratava do quotidiano comezinho por trás das capas e cintos de utilidades, mas a série Watchmen foi definitivamente um verdadeiro divisor de águas das histórias dos super-heróis, aliás, dos super-humanos.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Watchmen (que aqui ganhou o nome de &quot;vigilantes&quot;) foi publicada no final da década de 80. O nome da série veio da quote &quot;quis custodiet ipsos cistodes?&quot;, significando &quot;quem vigia os vigilantes?&quot; (sugestivo, não?).&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Pois bem, na Watchemn, após a morte de um super-herói, é editado um daqueles &#039;acts&#039; americanos determinando que haja o registro dos super-humanos. Como em todas as demais histórias que tratam ou trataram desta temática, Watchmen não traz um final conclusivo, deixa nas mãos do leitor a decisão sobre o cadastro obrigatório em nome da segurança pública.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Nesse sentido, essa não é uma realidade muito distante de nós: os médicos, por exemplo, são obrigados, por questões de saúde pública, a enviar informações sobre os aidéticos ao órgão público competente. Não só os portadores do vírus HIV, mas várias outras moléstias de comunicação compulsória exigem o envio da qualificação completa dos doentes, sem contudo haver divulgação destas informações (olhem a ficha aqui -&gt; &lt;br/&gt;http://tc2.sms.fortaleza.ce.gov.br/notificacaocevepi/)&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Entretanto, ao contrário do &#039;case&#039; brasileiro acima, o problema crucial da guerra civil está no fato de as identidades serem publicadas e amplamente noticiadas, escancarando a intimidade dos &#039;supers&#039;, colocando suas vidas em risco.  Engraçado que a série da civil war começa justamente com um incidente dentro de um reality-show e a história se desenvolve em torno do verdadeiro big-brother que se torna o universo marvel (aqui na acepção originária do Orwell), com ameaça direta às liberdades e garantias individuais inerentes ao estados totalitários.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Mutatis mutandis, isso também vai na mesma lógica da liminar concedida à OAB-CE para proibir o envio de informações das movimentações bancárias dos correntistas advogados para a Receita Federal: a quebra do sigilo bancário pela via administrativa configura clara ofensa a direitos fundamentais consagrados, numa tentativa clara de controle unificado dos dados dos contribuintes (Marvel tupiniquim reloaded!). Nesse aspecto, confesso que minha opinião é limitada ao que &lt;br/&gt;saiu na mídia, não tive acesso ao processo para falar de maneira mais balizada. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Por fim, para o conhecimento de vocês, tem uma wikipage dedicada só para todos os famosos registrations acts nos quadrinhos: &lt;br/&gt;http://en.wikipedia.org/wiki/Registration_Acts_(comics)&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A propósito, quem é que ainda acha mesmo que quadrinhos é coisa de criança?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Alan Moore (pra variar) foi um dos pioneiros nessa onda de humanização dos super-heróis. Bem verdade que o homem-aranha já tratava do quotidiano comezinho por trás das capas e cintos de utilidades, mas a série Watchmen foi definitivamente um verdadeiro divisor de águas das histórias dos super-heróis, aliás, dos super-humanos.</p>
<p>Watchmen (que aqui ganhou o nome de &#8220;vigilantes&#8221;) foi publicada no final da década de 80. O nome da série veio da quote &#8220;quis custodiet ipsos cistodes?&#8221;, significando &#8220;quem vigia os vigilantes?&#8221; (sugestivo, não?).</p>
<p>Pois bem, na Watchemn, após a morte de um super-herói, é editado um daqueles &#8216;acts&#8217; americanos determinando que haja o registro dos super-humanos. Como em todas as demais histórias que tratam ou trataram desta temática, Watchmen não traz um final conclusivo, deixa nas mãos do leitor a decisão sobre o cadastro obrigatório em nome da segurança pública.</p>
<p>Nesse sentido, essa não é uma realidade muito distante de nós: os médicos, por exemplo, são obrigados, por questões de saúde pública, a enviar informações sobre os aidéticos ao órgão público competente. Não só os portadores do vírus HIV, mas várias outras moléstias de comunicação compulsória exigem o envio da qualificação completa dos doentes, sem contudo haver divulgação destas informações (olhem a ficha aqui -> <br /><a href="http://tc2.sms.fortaleza.ce.gov.br/notificacaocevepi/)" rel="nofollow">http://tc2.sms.fortaleza.ce.gov.br/notificacaocevepi/)</a></p>
<p>Entretanto, ao contrário do &#8216;case&#8217; brasileiro acima, o problema crucial da guerra civil está no fato de as identidades serem publicadas e amplamente noticiadas, escancarando a intimidade dos &#8216;supers&#8217;, colocando suas vidas em risco.  Engraçado que a série da civil war começa justamente com um incidente dentro de um reality-show e a história se desenvolve em torno do verdadeiro big-brother que se torna o universo marvel (aqui na acepção originária do Orwell), com ameaça direta às liberdades e garantias individuais inerentes ao estados totalitários.</p>
<p>Mutatis mutandis, isso também vai na mesma lógica da liminar concedida à OAB-CE para proibir o envio de informações das movimentações bancárias dos correntistas advogados para a Receita Federal: a quebra do sigilo bancário pela via administrativa configura clara ofensa a direitos fundamentais consagrados, numa tentativa clara de controle unificado dos dados dos contribuintes (Marvel tupiniquim reloaded!). Nesse aspecto, confesso que minha opinião é limitada ao que <br />saiu na mídia, não tive acesso ao processo para falar de maneira mais balizada. </p>
<p>Por fim, para o conhecimento de vocês, tem uma wikipage dedicada só para todos os famosos registrations acts nos quadrinhos: <br /><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Registration_Acts_(comics)" rel="nofollow">http://en.wikipedia.org/wiki/Registration_Acts_(comics)</a></p>
<p>A propósito, quem é que ainda acha mesmo que quadrinhos é coisa de criança?</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Drica</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2008/04/01/direitos-fundamentais-e-quadrinhos-sobre-a-guerra-civil-da-marvel/#comment-448</link>
		<dc:creator>Drica</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Apr 2008 23:25:00 +0000</pubDate>
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		<description>Vamos lá Big George,&lt;br/&gt;todas as informações colhidas sobre cada herói - incluindo a identidade secreta, endereço residencial, ocupação &quot;civil&quot;, etc. - serão armazenadas pelo Estado. O registrado deverá ser submetido a treinamento junto às forças de segurança &quot;oficiais&quot; e passará a agir como verdadeiro &quot;funcionário público&quot;, inclusive recebendo salário.&lt;br/&gt;Sua opinião preliminar pela inconstitucionalidade ganhará força agora: os que se recusarem ao registro serão encarcerados &quot;sine die&quot; numa prisão de segurança máxima localizada em outra dimensão, conhecida como &quot;zona negativa&quot; (lembre-se, é quadrinhos!). Vários leitores compararam a situação com a dos confinados em Guantánamo.&lt;br/&gt;Para maiores informações, dá uma olhada nos links que disponibilizei.&lt;br/&gt;Abração,&lt;br/&gt;Drica</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Vamos lá Big George,<br />todas as informações colhidas sobre cada herói &#8211; incluindo a identidade secreta, endereço residencial, ocupação &#8220;civil&#8221;, etc. &#8211; serão armazenadas pelo Estado. O registrado deverá ser submetido a treinamento junto às forças de segurança &#8220;oficiais&#8221; e passará a agir como verdadeiro &#8220;funcionário público&#8221;, inclusive recebendo salário.<br />Sua opinião preliminar pela inconstitucionalidade ganhará força agora: os que se recusarem ao registro serão encarcerados &#8220;sine die&#8221; numa prisão de segurança máxima localizada em outra dimensão, conhecida como &#8220;zona negativa&#8221; (lembre-se, é quadrinhos!). Vários leitores compararam a situação com a dos confinados em Guantánamo.<br />Para maiores informações, dá uma olhada nos links que disponibilizei.<br />Abração,<br />Drica</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: George Marmelstein</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2008/04/01/direitos-fundamentais-e-quadrinhos-sobre-a-guerra-civil-da-marvel/#comment-446</link>
		<dc:creator>George Marmelstein</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Apr 2008 19:21:00 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://direitosfundamentais.wordpress.com/2008/04/01/direitos-fundamentais-e-quadrinhos-sobre-a-guerra-civil-da-marvel/#comment-446</guid>
		<description>Grande Driconildes,&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;para tornar a discussão mais &quot;concreta&quot; me responda: como se dará a utilização desses dados? qual o órgão que o armazenará? qual a punição para aquele que se negar a participar do cadastramento? Enfim, fale-me mais sobre a lei.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;De início, &quot;algo me diz&quot; que ela é inconstitucional, mas preciso de mais dados. Afinal, em princípio, o censo é uma atividade milenar e ninguém questionou sua validade. Do mesmo modo, por força do Estatuto do Desarmamento, todos os que portam armas de fogo são obrigados a cadastrar as armas e a se registrarem perante o órgão competente. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;George</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Grande Driconildes,</p>
<p>para tornar a discussão mais &#8220;concreta&#8221; me responda: como se dará a utilização desses dados? qual o órgão que o armazenará? qual a punição para aquele que se negar a participar do cadastramento? Enfim, fale-me mais sobre a lei.</p>
<p>De início, &#8220;algo me diz&#8221; que ela é inconstitucional, mas preciso de mais dados. Afinal, em princípio, o censo é uma atividade milenar e ninguém questionou sua validade. Do mesmo modo, por força do Estatuto do Desarmamento, todos os que portam armas de fogo são obrigados a cadastrar as armas e a se registrarem perante o órgão competente. </p>
<p>George</p>
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