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	<title>Comentários em: Jurisprudenciando &#8211; Errar é humano</title>
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	<description>Get Up, Stand Up, Stand Up For Your Rights!</description>
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		<title>Por: carlos dos santos mendonça</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2007/08/14/jurisprudenciando-errar-e-humano/#comment-6702</link>
		<dc:creator><![CDATA[carlos dos santos mendonça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Aug 2011 02:04:18 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[EX..gostaria de  dar os parabens ao dr juiz e gostaria de uma informaçao
em 2009 fui acometido de hanseniase e fiquei com algumas sequelas e
recebi auxilio doença de 09/04/2009 a 31/03/2010 acorre que eu continuo iincapacitado para o meu trabalho e o medico da empresa nao deixa eu retornar ao trabalho por conta disso tive que ir buscar meus direitos na justiça na minha açao foram anexados 6 laudos de diferentes ESPECIALISTA  e uma avaliaçao neurologica feita na fundaçao osvaldo cruz centro de referencia no tratamento de hanseniase,que me avaliou com neuropatia troncular e dor neuropatica anexei ao processo aletroneuromiografia dos nervos que deu como resultado polineuropatia sensitivo,motora axonal assimetrica cronica,sequelas de hanseniase tambem anexei ressonancia magnetica da coluna cervical e lombar que deu hernia de disco cervical e lombar mais discopatia degenerativa mas
osteoartrose,apos eu dar entrada na justiça federal foi marcada a pericia judicial para 6 meses depois fui para a pericia no dia 15/12/2010 cheio de esperança afinal eu nao tenho nada a esconder todos os medicos me deram atestados medicos confirmando a incapacidade laborativa o perito judicial pediu meus exames nao fez nenhum exame fisico e 52 dias depois devolveu meus exames e o laudo da pericia agora veja bem que laudo contraditorio.diz o sr perito paciente apresenta quadro crinico compativel com doença importante,complicada agravada, traumatica de polineuropatia sensitivo motora,sequela de hanseniase,mas protusao discal lombar e cervical, que dificulta o exercicio de sua funçao,ainda diz o dr perito o autor requereu beneficio ao inss tendo sido beneficio concedido de 09/04/2009 a 31/03/2010 HOJE CONTINUA COM OS SINAIS E SINTOMAS DA DOENÇA TENDO INCLUSIVE GRANDE DIFICULDADE  DE MOVIMENTAÇAO COM A COLUNA VERTEBRAL E EXERCICIO LABORAL EM DECORRENCIA DA SUA INCAPACIDADE FUNCIONAL nos mas diz o dr perito no quesito do autor que pode haver reabilitaçao e no quesito do dr juz diz que nao a chance de reabilitaçao e vai,nas perguntas mas relevantes para soluçao do caso o dr perito sempre se esquiva de responder com a palavra PREJUDICADO e assim agora pasmen apos ele relatar tudo isso ele diz que nao existe incapacidade o dito laudo aida tem varias contradiçoes  e  por conta disso meu pedido foi considerado improcedente,tive que botar um advogado para  entrar com recurso agora pasmen mas uma vez minha açao e contra o inss e o dr perito foi chefe de pericias do inss por mas de 35 anos e ai eu pergunto pode um juiz acatar um laudo deste sera que a turma recursal vai ler todo o processo,por mas quanto tempo ficarei sem receber ja estou a18 meses  e nao tenho outra fonte de renda para meu sustento e de minha familia por favor EXCELENCIA 
me de algun esclarecimento

em tempo sou vendedor em loja de material de construçao onde alem de vender tamben tenho que levar no carro do cliente  alem das 8 ou 9 horas diarias em pe pegando peso aida  fico entre 4 e 5 hora em conduçoes ida e volta  trabalho a 29 anos com carteira assinada e NUNCA precisei do inss e na primeira vez tem que ir  buscar meus direitos na justiça eu pergunto a VOSSA  EXCELENCIA EXISTE ALGUMA PUNIÇAO AO PERITO QUE INDUZ O JUIZO A ERRO

aguardo resposta muito obrigado











 pre]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>EX..gostaria de  dar os parabens ao dr juiz e gostaria de uma informaçao<br />
em 2009 fui acometido de hanseniase e fiquei com algumas sequelas e<br />
recebi auxilio doença de 09/04/2009 a 31/03/2010 acorre que eu continuo iincapacitado para o meu trabalho e o medico da empresa nao deixa eu retornar ao trabalho por conta disso tive que ir buscar meus direitos na justiça na minha açao foram anexados 6 laudos de diferentes ESPECIALISTA  e uma avaliaçao neurologica feita na fundaçao osvaldo cruz centro de referencia no tratamento de hanseniase,que me avaliou com neuropatia troncular e dor neuropatica anexei ao processo aletroneuromiografia dos nervos que deu como resultado polineuropatia sensitivo,motora axonal assimetrica cronica,sequelas de hanseniase tambem anexei ressonancia magnetica da coluna cervical e lombar que deu hernia de disco cervical e lombar mais discopatia degenerativa mas<br />
osteoartrose,apos eu dar entrada na justiça federal foi marcada a pericia judicial para 6 meses depois fui para a pericia no dia 15/12/2010 cheio de esperança afinal eu nao tenho nada a esconder todos os medicos me deram atestados medicos confirmando a incapacidade laborativa o perito judicial pediu meus exames nao fez nenhum exame fisico e 52 dias depois devolveu meus exames e o laudo da pericia agora veja bem que laudo contraditorio.diz o sr perito paciente apresenta quadro crinico compativel com doença importante,complicada agravada, traumatica de polineuropatia sensitivo motora,sequela de hanseniase,mas protusao discal lombar e cervical, que dificulta o exercicio de sua funçao,ainda diz o dr perito o autor requereu beneficio ao inss tendo sido beneficio concedido de 09/04/2009 a 31/03/2010 HOJE CONTINUA COM OS SINAIS E SINTOMAS DA DOENÇA TENDO INCLUSIVE GRANDE DIFICULDADE  DE MOVIMENTAÇAO COM A COLUNA VERTEBRAL E EXERCICIO LABORAL EM DECORRENCIA DA SUA INCAPACIDADE FUNCIONAL nos mas diz o dr perito no quesito do autor que pode haver reabilitaçao e no quesito do dr juz diz que nao a chance de reabilitaçao e vai,nas perguntas mas relevantes para soluçao do caso o dr perito sempre se esquiva de responder com a palavra PREJUDICADO e assim agora pasmen apos ele relatar tudo isso ele diz que nao existe incapacidade o dito laudo aida tem varias contradiçoes  e  por conta disso meu pedido foi considerado improcedente,tive que botar um advogado para  entrar com recurso agora pasmen mas uma vez minha açao e contra o inss e o dr perito foi chefe de pericias do inss por mas de 35 anos e ai eu pergunto pode um juiz acatar um laudo deste sera que a turma recursal vai ler todo o processo,por mas quanto tempo ficarei sem receber ja estou a18 meses  e nao tenho outra fonte de renda para meu sustento e de minha familia por favor EXCELENCIA<br />
me de algun esclarecimento</p>
<p>em tempo sou vendedor em loja de material de construçao onde alem de vender tamben tenho que levar no carro do cliente  alem das 8 ou 9 horas diarias em pe pegando peso aida  fico entre 4 e 5 hora em conduçoes ida e volta  trabalho a 29 anos com carteira assinada e NUNCA precisei do inss e na primeira vez tem que ir  buscar meus direitos na justiça eu pergunto a VOSSA  EXCELENCIA EXISTE ALGUMA PUNIÇAO AO PERITO QUE INDUZ O JUIZO A ERRO</p>
<p>aguardo resposta muito obrigado</p>
<p> pre</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ayrton Vidolin Marques Júnior</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2007/08/14/jurisprudenciando-errar-e-humano/#comment-6624</link>
		<dc:creator><![CDATA[Ayrton Vidolin Marques Júnior]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Aug 2011 00:18:53 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Fiquei encantado com a decisão! A solução foi corajosa e justíssima! Parabéns pela humanidade e por ter conseguido amenizar o drama daquela senhora com câncer.

Gostaria de pedir autorização para veicular a decisão também no meu blog http://colorindoajustica.blogspot.com/ o qual tem por mote justamente a reunião e divulgação de decisões diferenciadas e humanas.

Ayrton Vidolin Marques Júnior
Juiz em SP]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fiquei encantado com a decisão! A solução foi corajosa e justíssima! Parabéns pela humanidade e por ter conseguido amenizar o drama daquela senhora com câncer.</p>
<p>Gostaria de pedir autorização para veicular a decisão também no meu blog <a href="http://colorindoajustica.blogspot.com/" rel="nofollow">http://colorindoajustica.blogspot.com/</a> o qual tem por mote justamente a reunião e divulgação de decisões diferenciadas e humanas.</p>
<p>Ayrton Vidolin Marques Júnior<br />
Juiz em SP</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ivone</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2007/08/14/jurisprudenciando-errar-e-humano/#comment-6015</link>
		<dc:creator><![CDATA[Ivone]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 Apr 2011 23:44:06 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Que bom que ainda existe pessoas como V. Exª. Tenho um amigo que esta recebendo o benefício &quot;LOAS&quot; devido a tuberculose e por ter 30 anos de contribuições, sendo indeferido o seu pedido de aposentadoria por idade moveu uma ação contra o INSS em  março/10 e até hoje não foi julgada. O processo esta concluso ao juiz desde de setembro/10.
Peço a Deus que ilumine o magistrado e seja justo também como V.Exª. julgando procedente a ação em todos os pedidos autorais.
Louvo a Deus pela sua vida, parabéns.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Que bom que ainda existe pessoas como V. Exª. Tenho um amigo que esta recebendo o benefício &#8220;LOAS&#8221; devido a tuberculose e por ter 30 anos de contribuições, sendo indeferido o seu pedido de aposentadoria por idade moveu uma ação contra o INSS em  março/10 e até hoje não foi julgada. O processo esta concluso ao juiz desde de setembro/10.<br />
Peço a Deus que ilumine o magistrado e seja justo também como V.Exª. julgando procedente a ação em todos os pedidos autorais.<br />
Louvo a Deus pela sua vida, parabéns.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: carlos</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2007/08/14/jurisprudenciando-errar-e-humano/#comment-5759</link>
		<dc:creator><![CDATA[carlos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Jan 2011 01:27:56 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[caro Dr estou entrando em contato para saber do senhor se e certo que um perito diga para a pessoa que vai examinar que ele depois de quase 2 anos esperando uma pericia, que o seu exame de ressonancia magnetica esta desatualizado e que eu deveria fazer um exame de sangue pára saber se eu nao tinha problema reumatologico pois eu nao poderia afirmar que o problema no meu menisco causado por uma queda]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>caro Dr estou entrando em contato para saber do senhor se e certo que um perito diga para a pessoa que vai examinar que ele depois de quase 2 anos esperando uma pericia, que o seu exame de ressonancia magnetica esta desatualizado e que eu deveria fazer um exame de sangue pára saber se eu nao tinha problema reumatologico pois eu nao poderia afirmar que o problema no meu menisco causado por uma queda</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Arnaldo Vieira</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2007/08/14/jurisprudenciando-errar-e-humano/#comment-5718</link>
		<dc:creator><![CDATA[Arnaldo Vieira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Jan 2011 00:54:23 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Boa noite,

O Brasil precisa e de homens e mulheres que tenham consciência e desejam fazer do nosso país um lugar melhor e muito justo...

O Srº conseguiu me fazer chorar, sou leigo mas sofro muito com a imperícia de muitos peritos do INSS e até mesmo com uma pericia realizada no JUIZADO ESPECIAL... onde o incompetente perito alega que tenho doença que nunca tive ou relatei para o mesmo...

O senhor pode me orientar: 

Minha pericia estava marcada com uma medica e quem me chamou foi um medico, mas educadamente lhe questionei o por a medica não estava na sala... Ai, começou a gritaria, o cara ficou muito irritado e começou a berrar dizendo &quot; Aqui é diferente aqui quem resolve sou eu&quot;... E em seu laudo que mais parece uma cola de outro laudo, em muitos quesitos ele se refere a uma mulher,,, onde diz &quot; A segurada&quot; e relata ponto que não conversamos tipo que tenho diabetes, nunca falei isto ou relatei este ponto para ninguém e nem em meus exames...

Em seu trecho final ele se diz convicto que não possuo nenhum problema ortopédico e sendo que todas as ressonâncias e os laudos de todos meus médicos enciclopedistas, fisioterapeutas e neurologista... confirma as diversas alterações...

O que faço, como provar ou pedir uma nova pericia... não tenho advogado, pois, em nove anos de afastamento só tive duas altas seguidas em junho de 2010... E depois da pericia judicial, os peritos do INSS, reformaram meu beneficio sem ressalvas... 

AGORA O QUE FAÇO!!!

Não recebo desde junho de 2010

PARABÉNS PELO SEU ÓTIMO TRABALHO]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Boa noite,</p>
<p>O Brasil precisa e de homens e mulheres que tenham consciência e desejam fazer do nosso país um lugar melhor e muito justo&#8230;</p>
<p>O Srº conseguiu me fazer chorar, sou leigo mas sofro muito com a imperícia de muitos peritos do INSS e até mesmo com uma pericia realizada no JUIZADO ESPECIAL&#8230; onde o incompetente perito alega que tenho doença que nunca tive ou relatei para o mesmo&#8230;</p>
<p>O senhor pode me orientar: </p>
<p>Minha pericia estava marcada com uma medica e quem me chamou foi um medico, mas educadamente lhe questionei o por a medica não estava na sala&#8230; Ai, começou a gritaria, o cara ficou muito irritado e começou a berrar dizendo &#8221; Aqui é diferente aqui quem resolve sou eu&#8221;&#8230; E em seu laudo que mais parece uma cola de outro laudo, em muitos quesitos ele se refere a uma mulher,,, onde diz &#8221; A segurada&#8221; e relata ponto que não conversamos tipo que tenho diabetes, nunca falei isto ou relatei este ponto para ninguém e nem em meus exames&#8230;</p>
<p>Em seu trecho final ele se diz convicto que não possuo nenhum problema ortopédico e sendo que todas as ressonâncias e os laudos de todos meus médicos enciclopedistas, fisioterapeutas e neurologista&#8230; confirma as diversas alterações&#8230;</p>
<p>O que faço, como provar ou pedir uma nova pericia&#8230; não tenho advogado, pois, em nove anos de afastamento só tive duas altas seguidas em junho de 2010&#8230; E depois da pericia judicial, os peritos do INSS, reformaram meu beneficio sem ressalvas&#8230; </p>
<p>AGORA O QUE FAÇO!!!</p>
<p>Não recebo desde junho de 2010</p>
<p>PARABÉNS PELO SEU ÓTIMO TRABALHO</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Juliana</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2007/08/14/jurisprudenciando-errar-e-humano/#comment-4965</link>
		<dc:creator><![CDATA[Juliana]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Aug 2010 01:18:59 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Emocionante!]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Emocionante!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luís Fernando Pereira Franchini</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2007/08/14/jurisprudenciando-errar-e-humano/#comment-4720</link>
		<dc:creator><![CDATA[Luís Fernando Pereira Franchini]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Jun 2010 14:08:49 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://direitosfundamentais.wordpress.com/2007/08/14/jurisprudenciando-errar-e-humano/#comment-4720</guid>
		<description><![CDATA[Errata (malditas letrinhas): 

Quarto parágrafo: &quot;tormentosA preclusão&quot;

Décimo sétimo parágrafo:  No entanto, alguns confuNdem..&quot;]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Errata (malditas letrinhas): </p>
<p>Quarto parágrafo: &#8220;tormentosA preclusão&#8221;</p>
<p>Décimo sétimo parágrafo:  No entanto, alguns confuNdem..&#8221;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luís Fernando Pereira Franchini</title>
		<link>http://direitosfundamentais.net/2007/08/14/jurisprudenciando-errar-e-humano/#comment-4719</link>
		<dc:creator><![CDATA[Luís Fernando Pereira Franchini]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Jun 2010 14:04:12 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://direitosfundamentais.wordpress.com/2007/08/14/jurisprudenciando-errar-e-humano/#comment-4719</guid>
		<description><![CDATA[Prezado Dr. George, 

Em primeiro lugar, seu blog é excelente, uma ótima fonte de pesquisa e de provocações intelectuais.

Quanto ao caso,  penso que revela os problemas práticos do &quot;cumprimento do ofício&quot;. A quantidade de processos é imensa e, obviamente, o risco de erro é proporcional ao número de julgamentos e às metas estabelecidas.

Esse cenário catastrófico não foi ponderado pelo &quot;científico&quot; CPC/73. 

O Projeto de CPC, no artigo 476, inc. II, oferece uma pequena exceção à tormentoso preclusão, reservada aos julgamento de casos repetitivos.

&quot;Tecnicamente&quot;, sua segunda sentença foi mesmo teratológica, pois declarou, ao que parece, de ofício, a nulidade da sentença anterior, que estava fundamentada no &quot;frio&quot; laudo pericial. Houve erro de julgamento sobre a incapacidade, matéria de fato.

Mas, não fosse sua corajosa &quot;teratologia&quot;, os defeitos do sistema não seriam expostos.

A principal questão que identifico é a justificação desse limite intransponível imposto ao juízo sentenciante. Será que tal limite é justificável, por exemplo, quando a parte vencida recorre e o juiz se convence de que realmente errou?

Não é, estou ciente, a mesma situação exposta no seu artigo. Nele não há notícia de recurso; a nulidade teria sido decretada de ofício.

Penso que, para evitar a subida de recursos desnecessários ao Tribunal em casos de flagrante equívoco do juiz, seria muito mais eficiente autorizar a reconsideração da sentença depois da interposição do recurso de apelação e do oferecimento das contrarrazões.

Parece-me ilógico e fetichista autorizar a reconsideração das decisões interlocutórias (menos importantes) mas não se admitir a reconsideração da sentença (mais importante). Do ponto de vista prático, só o custo e o tempo consumido para o julgamento da apelação, geralmente vários anos, já justificaria a medida.

Há um mito da intocabilidade da sentença, quiçá uma reminiscência da sua não mais presente definitividade. 

Nem se diga que, reconsiderada a sentença, a outra parte sempre recorreria do resultado eventualmente invertido. Se o sistema fosse racional, somente recorrerá se o custo-benefício (a real possibilidade de modificar o julgamento) justificar a medida. A questão aí é outra: a tolerância do sistema com recursos puramente procrastinatórios, totalmente infundados.

Outro dia tive um pedido recusado com fundamentação totalmente estranha ao caso concreto. Apesar da manifesta nulidade, para não dizer inexistência da sentença, fui obrigado a apelar, pois os embargos de declaração, fundados na notória nulidade, foram rejeitados pelo juiz com a já consagrada fórmula &quot;efeitos infringentes&quot;. Duvido que ele tenha lido os embargos declaratórios. Trocou gato por lebre (provavelmente &quot;F5&quot; por &quot;F4&quot;), mas a responsabilidade pelo seu erro ficará para o jurisdicionado. Contudo, é a &quot;Lei do Jogo&quot;.

C.R. Dinamarco (salvo engano meu, cito de memória) ensina que o pior juiz é aquele que se transforma em um reles burocrata. 

Nem todos os juízes, infelizmente, têm plena consciência das consequências vitais das suas decisões. Deixam ao Tribunal a responsabilidade de corrigir seus equívocos, depois de vários anos. Isso quando a parte recorre, o que pode deixar de acontecer por vários motivos: erro do advogado, falta de recursos, descrença no resultado útil do processo.

Bom, já me alonguei muito. É hora de concluir.

É muito fácil justificar o erro: todos nós erramos. O erro é indissociável do humano. No entanto, alguns confudem, infelizmente, a impossibilidade de errar com a possibilidade de corrigir, acomodando-se com a injustiça, que se torna, tecnicamente, justificada.

Na verdade, o que é muito difícil e raro - mas profundamente ético - é adotar uma atitude como a sua: nao se conformar com os limites da falibilidade humana e tentar superar as barreiras da &quot;técnica&quot; em prol da Justiça.

Um grande abraço, 

Luís]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezado Dr. George, </p>
<p>Em primeiro lugar, seu blog é excelente, uma ótima fonte de pesquisa e de provocações intelectuais.</p>
<p>Quanto ao caso,  penso que revela os problemas práticos do &#8220;cumprimento do ofício&#8221;. A quantidade de processos é imensa e, obviamente, o risco de erro é proporcional ao número de julgamentos e às metas estabelecidas.</p>
<p>Esse cenário catastrófico não foi ponderado pelo &#8220;científico&#8221; CPC/73. </p>
<p>O Projeto de CPC, no artigo 476, inc. II, oferece uma pequena exceção à tormentoso preclusão, reservada aos julgamento de casos repetitivos.</p>
<p>&#8220;Tecnicamente&#8221;, sua segunda sentença foi mesmo teratológica, pois declarou, ao que parece, de ofício, a nulidade da sentença anterior, que estava fundamentada no &#8220;frio&#8221; laudo pericial. Houve erro de julgamento sobre a incapacidade, matéria de fato.</p>
<p>Mas, não fosse sua corajosa &#8220;teratologia&#8221;, os defeitos do sistema não seriam expostos.</p>
<p>A principal questão que identifico é a justificação desse limite intransponível imposto ao juízo sentenciante. Será que tal limite é justificável, por exemplo, quando a parte vencida recorre e o juiz se convence de que realmente errou?</p>
<p>Não é, estou ciente, a mesma situação exposta no seu artigo. Nele não há notícia de recurso; a nulidade teria sido decretada de ofício.</p>
<p>Penso que, para evitar a subida de recursos desnecessários ao Tribunal em casos de flagrante equívoco do juiz, seria muito mais eficiente autorizar a reconsideração da sentença depois da interposição do recurso de apelação e do oferecimento das contrarrazões.</p>
<p>Parece-me ilógico e fetichista autorizar a reconsideração das decisões interlocutórias (menos importantes) mas não se admitir a reconsideração da sentença (mais importante). Do ponto de vista prático, só o custo e o tempo consumido para o julgamento da apelação, geralmente vários anos, já justificaria a medida.</p>
<p>Há um mito da intocabilidade da sentença, quiçá uma reminiscência da sua não mais presente definitividade. </p>
<p>Nem se diga que, reconsiderada a sentença, a outra parte sempre recorreria do resultado eventualmente invertido. Se o sistema fosse racional, somente recorrerá se o custo-benefício (a real possibilidade de modificar o julgamento) justificar a medida. A questão aí é outra: a tolerância do sistema com recursos puramente procrastinatórios, totalmente infundados.</p>
<p>Outro dia tive um pedido recusado com fundamentação totalmente estranha ao caso concreto. Apesar da manifesta nulidade, para não dizer inexistência da sentença, fui obrigado a apelar, pois os embargos de declaração, fundados na notória nulidade, foram rejeitados pelo juiz com a já consagrada fórmula &#8220;efeitos infringentes&#8221;. Duvido que ele tenha lido os embargos declaratórios. Trocou gato por lebre (provavelmente &#8220;F5&#8243; por &#8220;F4&#8243;), mas a responsabilidade pelo seu erro ficará para o jurisdicionado. Contudo, é a &#8220;Lei do Jogo&#8221;.</p>
<p>C.R. Dinamarco (salvo engano meu, cito de memória) ensina que o pior juiz é aquele que se transforma em um reles burocrata. </p>
<p>Nem todos os juízes, infelizmente, têm plena consciência das consequências vitais das suas decisões. Deixam ao Tribunal a responsabilidade de corrigir seus equívocos, depois de vários anos. Isso quando a parte recorre, o que pode deixar de acontecer por vários motivos: erro do advogado, falta de recursos, descrença no resultado útil do processo.</p>
<p>Bom, já me alonguei muito. É hora de concluir.</p>
<p>É muito fácil justificar o erro: todos nós erramos. O erro é indissociável do humano. No entanto, alguns confudem, infelizmente, a impossibilidade de errar com a possibilidade de corrigir, acomodando-se com a injustiça, que se torna, tecnicamente, justificada.</p>
<p>Na verdade, o que é muito difícil e raro &#8211; mas profundamente ético &#8211; é adotar uma atitude como a sua: nao se conformar com os limites da falibilidade humana e tentar superar as barreiras da &#8220;técnica&#8221; em prol da Justiça.</p>
<p>Um grande abraço, </p>
<p>Luís</p>
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